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28/05/15

A importância de uma vitória no Jamor

Há quem veja no Jamor "mais um" jogo para o Sporting, como se fosse normal (deveria ser...) andarmos nestas andanças todas as épocas.  Infelizmente todos sabemos que isso não tem sido assim. Esta taça, é tão importante como a de 94. São situações semelhantes.

1. Desde 2008 que a seca é grande no futebol. Pelo meio tivemos uma boa caminhada europeia e uma final perdida para a Académica. Tivemos também um 7º lugar e um 4º, além dos vários 3ºs. O 2º só se torna razoável pelo excaixe imediato que significa.

2.Um clube vitorioso faz-se de vitórias. Não há volta a dar. Chega de vitórias morais, chega de ser quase, é preciso ganhar. O projecto em curso precisa de vitórias do futebol para crescer e ganhar força.

3. Porque é contra o Braga e seria o fim definitivo da conversa do "Sporting e Braga estão no mesmo nível". Nunca estiveram, mas uma vitória domingo acaba de vez com essa parvoíce. Vamos em 7 vitórias consecutivas desde que Salvador afirmou que em Braga morava o 3º grande. Que sejam 8 na segunda-feira.

4.Um título pode significar outro. A vitória na Taça traz um título para disputar em Agosto. "Não interessa muito, é a 4ª competição nacional... O play-off é mais importante.". É um título. Uma equipa grande não se queixa por estar nas decisões e por ter vários jogos importantes para disputar de forma consecutiva. Uma equipa grande joga esses jogas e ganha-os.

5. O dinheiro é que paga ordenados, mas um clube vencedor consegue atrair mais jogadores em igualdade de circunstâncias com outro clube qualquer.

6. Confesso não perceber se a questão do patrocinador está bem encaminhada ou se a hipótese "publicidade jogo a jogo" é apenas uma cartada de algum desespero. Seja como for, a posição negocial de um clube vencedor é sempre mais forte.

7. Porque precisamos! Todos. Adeptos, jogadores, equipa técnica, direcção. Temos de ganhar, não pode ser de outra maneira. Temos de voltar a ser grandes, a ser vencedores, voltar a ser o Sporting!


No fundo, temos de voltar a ter Esforço, Dedicação, Devoção e voltar a atingir a Glória!



17/05/15

Normalidade em Alvalade


Desde que Salvador disse publicamente que o Braga já era o 3º grande, o Sporting venceu todos os jogos frente aos minhotos. Todos.

Hoje não foi diferente. O começo foi uma espécie de Deja Vu. Não se entrou mal no jogo e Tobias fez uma asneira. 
Nem sempre se tem de ir em carrinho para desarmar, nem sempre se tem de atacar logo a bola. É isso que lhe vai faltando, conhecimento dos tempos, especialmente de entrada à bola. Como é que isso se ganha? Com treino e jogo, mais do segundo até.

A segunda parte não teve muita história a partir do 2º golo. O Braga estava a experimentar malta e do nosso lado poucos querem arriscar uma lesão (que até aconteceu a Jefferson).

Que dia 31 se continue a lembrar ao Salvador o que é grandeza. Pode ser que nesse dia os outros 5.999978 adeptos do Braga apareçam.

Ps. Já há campeão. Por mais que queiram inventar, o título está entregue (e bem) à melhor equipa. Que no próximo ano possamos dizer isso de nós.

11/05/15

O jogo do bitoque


O jogo de ontem no Estoril foi como aqueles bitoques ranhosos que qualquer cafézinho tem. Nem é bom nem é mau, é mais ou menos. As batatas são congeladas e foram fritas à pressa, o ovo não tem a gema líquida. Come-se, mas não deixa lembranças boas nem más. O jogo de ontem foi mais ou menos isso. Amanhã já ninguém se lembrará dele.

Percebo o regresso ao 4-3-3 e o 11 apresentado. Já se andou a rodar o suficiente e a Jamor é daqui a 3 semanas. É hora de voltar a afinar a máquina. O problema é que a máquina só pensa no Jamor, tudo o resto não interessa nem tem piada.

Ontem compreendo, embora não goste, que se tenha oferecido (mais uma vez) a primeira parte. O jogo apenas contava para os prémios de jogo. Na cabeça dos jogadores acabar com mais 2 ou 3 pontos no fim do campeonato pouco conta.

Não se jogou muito, mas ia dando para ganhar.
Foi o 10º empate. Sim, 10º. São 20 pontos perdidos. Excluindo 3 jogos, todos os outros poderiam e deveriam resultar em vitórias. Na maior parte deles até tivemos futebol para isso e não conseguimos. Noutras vitórias jogou-se menos mas o resultado disfarçou a coisa.

Pode ser que no próximo fim de semana, ao verem as camisolas que vão defrontar no Jamor, os jogadores se lembrem de jogar e correr um pouco mais.

04/05/15

Em velocidade cruzeiro



Durante 45 minutos não houve futebol em Alvalade. O Nacional porque não tem para mais (e mesmo assim luta pela Europa...) o Sporting porque está com a cabeça noutro lugar.

A isto não ajudou a forma como a equipa entrou. Eu defendi o 4-4-2 utilizado nos últimos dois jogos e continuarei a defender. Acho que é o sistema que melhor se adaptará aos jogadores que o Sporting tem. O problema até é algo transversal ao 4-3-3 tão utilizado. É preciso haver gente entre linhas, é preciso ter alguém a meio do meio-campo adversário.


Não raras vezes durante o jogo existia um buraco em frente à área do Nacional. Se jogam dois jogadores "rotulados" como avançados, um deles terá sempre de baixar, de dar uma linha de passe mais próxima e frontal aos médios. Só que a formatação da linha lateral é demasiado grande. Por mais que se mude o sistema, o automatismo foi criado e agora é muito difícil desfazê-lo. O erro não é de agora, é de Dezembro/Janeiro, onde se abdicou daquilo que a equipa tinha de melhor.

Com a entrada de Carrillo e a saída da camisola de Capel, a equipa naturalmente melhorou um pouco e chegou com naturalidade à vitória. Assim continuará, a gerir e a caminhar naturalmente até ao Jamor. 

28/04/15

Goleada à colombiana


É difícil não associar a vitória em Moreira de Cónegos ao nome de Fredy Montero. Marco Silva voltou a dar-lhe minutos e voltou a dar-lhe companhia. Não percebo porque razão Montero não joga mais vezes na frente acompanhado. O colombiano leva 12 golos nesta época, 9 dos quais com outro avançado em campo. Esteve sempre melhor quando a equipa jogou em 4-4-2 e sempre que marcou o Sporting não perdeu (apenas dois empates). Mais do que desperdiçar um jogador, estamos a desperdiçar uma ideia de jogo, algo que poderia potenciar melhor os nossos jogadores. Tanaka jogaria melhor em 4-4-2. Mané jogaria melhor em 4-4-2 ( na sua posição base, a avançado). João Mário e André Martins idem.

Muitos levantarão a questão do meio-campo. Que ficará menos protegido, que passará a estar em desvantagem numérica em relação aos adversários. O futebol não é estático, é dinâmico. Não é por um jogador ter um rótulo de avançado que não pode a certa altura do jogo ser lateral-direito, médio centro ou extremo esquerdo. Depende do que o jogo pede e da qualidade do jogador. Os que a têm mais facilmente cumprem em todas essas funções. 

Sim, vou falar outra vez de André Martins. Outra vez a jogar de frente para o jogo, outra vez a fazer uma boa exibição. Quantas vezes dobrou Jefferson, quantas bolas recuperou, quantos ataques iniciou com critério? Ah, mas não deu nas vistas nem andou a fazer piscinas atrás da bola. Realmente não presta. Uma pena se realmente se confirmar a sua saída no final da época.

O terceiro lugar está fechado. Será interessante ver a rotação que Marco Silva promoverá até ao Jamor. Na próxima semana não há William. Nova oportunidade para Rosell ou continua o sistema que mais favorece os jogadores do Sporting? Não tenhas medo Marco!

13/04/15

Nuns dias chove, noutros faz sol.

Em Paços de Ferreira falharam-se golos suficientes para ganhar dois ou três jogos.
Em Setúbal,  não se aproveitou tanto o espaço que o adversário dava mas com alguma naturalidade o intervalo chegou com vantagem.

Depois, o choco acumulou-se nas barrigas e enquanto alguns dormiam a sesta, um coreano entrou pela área e reduziu.

Mais um jogo a sofrer, mais um jogo a ter de aguentar as unhas até ao fim. De um lado Olegário fazia o que melhor sabe, estragar jogos, do outro Carrillo aguentava a equipa. Se mais provas fossem necessárias de que o rapaz está cá de corpo e alma (e que é para renovar ontem), vejam e revejam este jogo, até a forma como celebrou os golos.

Nesta altura, estamos em cruise control para a final da taça. Há minutos para distribuir e é nesta altura que podemos experimentar e testar coisas diferentes. É preciso é haver vontade.

09/04/15

Foi feio e foi feito. Até jamor

Não foi bonito, mas o objectivo que resta foi conseguido. Dia 31 há febras e cervejas frescas na mata do Jamor.

Parece-me que não foi bonito por três razões. Primeiro a postura do Nacional. Não veio jogar o jogo pelo jogo, como é normal. Não estacionando o autocarro, tentou jogar no erro e sair em contra-ataque deixando a bola do nosso lado.

Depois entraram a cabeça e as pernas em jogo. Tirando os 5 da defesa, este jogo mexeu com a cabeça de muita gente. A equipa tentava gerir a eliminatória em posse, com calma mas depois falhava passes parvos e enervava-se. As pernas também já faltam a alguns jogadores, os 4 do meio principalmente. Adrien está espremido desde Dezembro e rebenta muito rapidamente. Com o acumular de jogos, João Mário e William começam também a parecer cansados.

O Nacional teve duas verdadeiras ocasiões de perigo. O remate de Marco Matias e a bola do canto. O Sporting foi coleccionando tentativas. A bola chegava facilmente à área, mas lá dentro era tudo uma confusão enorme. Slimani esteve muito trapalhão (mesmo para o seu nível) e mesmo sem muitos motivos foi-se sofrendo.

No fim escreveu-se direito por linhas tortas, com uma cabeçada de Ewerton. Mais do que pelo golo, a sua exibição mostra a razão pela qual se foi buscar alguém que estava encostado e que não ia entrar logo na equipa. É o primeiro reforço da próxima época e justifica plenamente o investimento que, acredito, será feito.

Dia 31 estou lá. Sem caracóis e pão torrado, mas de coirato e mini!

16/03/15

Serviços mínimos

 
O Sporting jogou o que precisou para ganhar no Funchal. Tirando os primeiros 10/15 minutos, foi sempre melhor e fez sempre o que quis do jogo. A vitória até poderia ter sido mais larga, com um ou dois contra-ataques mal definidos, mas foi justa e nunca esteve em causa.
 
Muito se tem falado ao longo da época da debilidade dos centrais do Sporting. É óbvio que no início da época, Maurício e Saar abriam muito espaço, mas a equipa soube corrigir isso e as duplas mais recentes dão garantias. O problema está agora nas laterais.
 Num comentário no Norte de Alvalade, referi que não via com mais olhos as saídas simultaneas de Jefferson e Cédric. Porque não são assim tão bons, porque estão na altura ideal para renderem financeiramente e porque as alternativas nunca seriam muito caras.
 
O jogo de ontem serviu para reforçar a minha opinião. Pela amostra Ewerton é um Maurício ao contrário. Sereno, calmo e com alguma capacidade para sair a jogar. Ainda tem muito a referência ao homem, mas com trabalho e um maior entrosamento pode ser o central que tanto procurámos. O problema fica nas alas. Gostei do início de época de Esgaio, que me pareceu entender melhor as ideias que Marco Silva tem para o jogo, quer defensivamente quer ofensivamente. Cédric parece preso a um registo muito igual. Jefferson é o que sabemos, dos melhores laterais a atacar, mas dos mais medianos a defender.
 
Gostei também da calma de Rosell e da sua capacidade para ler o jogo. Não acho que seja o trinco normal, é algo mais que isso. Pela forma como lê o jogo, pelo que dá ofensivamente à equipa parece-me compatível com William num duplo pivot. João Mário será sempre a melhor opção para essa hipótese, mas Rosell tem qualidade. Faltam-lhe minutos.
 
Uma nota para a equipa B. Mais do que ter melhorado o processo de jogo da equipa, melhorou a sua gestão. Continuo a não achar que João de Deus é o homem certo para a função que se pretende (mais do que ganhar, formar), mas reconheço melhorias na equipa. Primeiro que tudo, há uma menor rotatividade, a equipa ganhou alguns automatismos e a sua qualidade facilmente lhe traz melhores resultados. Os vários empréstimos feitos em Janeiro ajudaram e abriram oportunidades para muita gente, como Gélson, Francisco Geraldes ou João Palhinha. Depois há Rubio. Muitos pedem já a sua presença na equipa A. Haja calma. Que continue a jogar e a marcar na B e fará a pré-época. Acho que ganhará um lugar no plantel a jogar como está, muito mais envolvido com os colegas, muito mais certo a decidir do que na primeira passagem.

10/03/15

Twilight zone em Alvalade

Aos 10 o jogo parecia arrumado. O Sporting respondia à série menos positiva com uma entrada forte, com vontade, com dois golos.

Depois o jogo virou. A goleada "prometida"esfumou-se num minuto com uma expulsão (justa) e um golo na sequência do livre. Era mesmo o que faltava. Depois de semanas de grande desgaste, 80 minutos com 10.

A equipa não tremeu como quiseram passar na conferência de imprensa mas teve azar. O corte de Paulo Oliveira foi para onde não podia e o Penafiel empatava a 2 ao segundo remate. Mesmo com 10, o Sporting foi melhor em todo o jogo e ficou a dever a si mesmo um resultado mais folgado e mais adequado à diferença entre as equipas.

Ewerton estreou-se sem grandes problemas, mas mostrou ainda estar sem ritmo e pouco entrosado. Tem no jogo do Funchal nova chance para se mostrar.

Marco Silva hoje falou de arbitragens e bem. Convém relembrar o Sr.Quinta do seu silêncio quando foi assaltado frente à casa mãe bem há 2 meses.

Por último, os assobios a Nani. Eu percebo que se espere muito do Nani, faz sentido tendo em conta a sua qualidade. Mas dá para ter um bocado mais de paciência? Dá para não assobiar ao primeiro ou segundo passe falhado? Dá para bater palmas como se o Capel estivesse a sprintar para a linha de fundo para mandar um balão para a área?

01/03/15

Perdidos no dilúvio do Dragão

O Sporting apresentou-se como o tempo. Cinzento e frio.
Durante meia hora jogou com as linhas juntas e não foi permitindo que o Porto criasse muito perigo. Nessa altura apareceu "o" avançado deste campeonato. Jackson desbloqueou o jogo e deu o golo a Tello. 

55 minutos, o mesmo filme. Jackson, bola nas costas e golo de Tello. O terceiro golo a mesma coisa.

As pernas faltaram aos de Alvalade e até a clarividência. Adrien não está bem. Não é de hoje, não é de quinta-feira. Adrien não está bem há muito tempo. Mas continua a jogar. O plantel é curto, mas será que têm de jogar sempre os mesmos? Mané (ficou de fora por lesão?) não poderia ter jogado hoje? André Martins o mesmo?

Disse a semana passada que esta semana jogávamos a Europa. A liga europa já foi e o acesso directo à Champions é nesta altura uma miragem. Que se segure o terceiro lugar e se termine a época com a conquista da Taça. A época será razoável se isso for conseguido. O falhanço de um ou outro objectivo torna-a, a nível de resultados, má.

Nem tudo está mal hoje, da mesma forma que nem tudo estava bem aquando do jogo de Outubro.
Não digo que Marco Silva tem de ser demitido e que é um "lampião infiltrado a rebentar o Sporting por dentro".
Digo que o jogo defensivo da equipa melhorou apenas pela melhoria individual dos seus centrais e que o jogo ofensivo da equipa se afunilou nas alas, o que também levou a uma ligeira melhoria defensiva. Mas o problema está lá desde o início da época. 
O Chelsea não goleou em Alvalade porque Patricio não deixou, mas as suas oportunidades foram semelhantes aos golos de hoje do Porto. O golo de Jackson para a Taça foi semelhante aos de hoje. Bolas nas costas, bolas nas costas, bolas nas costas, bolas nas costas. Até o Paços em Alvalade marcou desta maneira, Huntelaar na Champions, Bas dost na Liga Europa. É sempre igual.

27/02/15

Outra vez os alemães


O Sporting chega ao fim da sua época europeia frustrado por duas equipas alemãs. Se a superiodade foi evidente contra o Schalke, contra o Wolfsburgo notou-se no mínimo uma igualdade de forças.

O Sporting entrou em jogo a tentar perceber o que fazer, a tentar empurrar mas sem saber como. Queria atacar, mas notou que tinha um peão no meio de duas torres. Demorou meia hora a perceber que não ia lá pelo ar, que tinha de ser pelo chão.

Foi o tempo que William demorou a aquecer para ser (mais uma vez) o melhor da noite. Afinal já é bom outra vez não é? O problema de William, e João Mário já agora, é que lhes falta um companheiro de sector. Adrien não está em forma, está desgastado, está a mais no 11. Eu sei que todos vão dizer que André Martins é curto, que é isto e aquilo. Eu gostava de o ver jogar mais vezes, mais vezes a par de João Mário, mais vezes com dois interiores do que com um falso 10. Domingo não será uma dessas vezes de certeza.

As oportunidades sucederam-se, mas o jogo acabou com um nulo. Porquê? Porque o Sporting tentou partir uma parede de tijolo com um martelo de marisco. Não perceberam? Porque Tanaka esteve quase 80 minutos em campo. Não digo isto pelas três oportunidades que falhou, mas sim pelo pouco que dá ao futebol da equipa em períodos muito alargados. Slimani e Montero dão soluções diferentes à equipa e complementares em certas ocasiões. Tanaka por enquanto não é jogador para mais de 10 minutos num jogo como estes.  Nem Slimani nem Montero são matadores, os seus números são prova disso. Mas têm algum instinto, alguma fixação pela baliza. Tanaka não. Chega a ser demasiado altruísta, não percebendo que em certas situações é mais útil à equipa que remate do que um passe para um companheiro. Há uns que querem sempre ser as estrelas, acham que o melhor para a equipa é marcarem os golos todos. Tanaka é o oposto.

O grande medo de toda a gente era a defesa. O quarteto defensivo fez o seu trabalho com competência, excepto na única ocasião que os alemães tiveram em Alvalade. No lance da bola ao poste de De Bruyne, Tobias não compensou a ausência de Paulo Oliveira e deixou a meia lua totalmente livre para o belga. Foi ao poste, podia ter dado golo. Foi uma "Mauriçada" que espero que não volte a repetir. Até do ponto de vista ofensivo foi um bom jogos dos centrais. Por mais do que uma vez tentaram jogar para a frente, em vez da habitual troca de passes entre um e outro ou com os laterais. Já arriscaram mais passes verticais, mais passes "à Garay" e menos balões "à Polga".

Que o Sporting no Dragão seja mais o Sporting que joga pelo chão e menos aquele que tenta resolver tudo pelo ar. Se já agora puder ser um Sporting que também joga pelo meio, é meio caminho andado para fazer o pleno.


20/02/15

Reality check maneirinho na Alemanha


Este reality check não foi tão "bruto" como o de Londres com o Chelsea. O Wolfsburgo é uma grande equipa, mas nem defende assim tão bem nem podia contar com o seu meio-campo habitual.

O problema é que do meio-campo para a frente é muito forte e o Sporting jogou como nos últimos jogos. É frustrante ver este Sporting e fazer a comparação com o início da época. A equipa  e/ou o treinador, desistiram do jogo interior. Já não se trata de não conseguirem, não querem. Alas, tudo pelas alas. Dessa forma Montero (ou Tanaka) fica completamente fora do jogo, os extremos são facilmente mais anulados, etc (completar com que disse depois do jogo contra o Belém).

Há hipóteses de passar? Ténues. Com William em Alvalade as coisas podem ser diferentes. Luis Gustavo e Guilavogui também já vão estar disponíveis, mas tudo dependerá do que o Sporting quiser fazer. Se for para continuar a apostar na bola alta para área, arrumamos as botas e jogamos o que há para jogar no campeonato (dia 1 é um tudo ou nada para o segundo lugar) e focamos baterias na Taça. Se quisermos voltar a jogar futebol...talvez, talvez.

Já agora Marco, contra o Gil dá para testar alguém diferente no lugar de Adrien e recuar João Mário?

Uma última palavra para Rui Patrício. Como sempre respondeu a um erro como os grandes. A ele se deve ainda haver eliminatória para disputar.

15/02/15

Entregues


Foi assim que a equipa do Sporting entrou ontem em campo, entregue. Os jogadores sentiram o golo de Jardel e pareceram apáticos, sem reacção. Mas não só ao plano mental se deve o empate de ontem.

Lembro-me de escrever aqui após os jogos com o Porto que o Sporting tinha uma equipa. Não tinha as individualidades de outros mas tinha equipa, especialmente a nível ofensivo. A nível defensivo falhava muito por ter dois centrais que não sabiam interpretar a defesa zonal que o treinador pretendia, mas era uma equipa. Funcionava em bloco.

Ora hoje em dia o Sporting tem melhores centrais, melhorou ligeiramente o seu processo defensivo e piorou bastante o seu processo ofensivo, fazendo lembrar o estilo de jogo de Jardim na segunda volta da época passada. Montero não é Slimani, para o bem e para o mal. Se defendo que o Colombiano é mais talhado para o tipo de futebol que o Sporting deve jogar (e que estava a ser implementado a certa altura da época), para o futebol de equipa pequena apresentado ontem, Slimani faz falta. Faz mesmo muita falta. Nos últimos dois jogos o Sporting voltou a ser aquela equipa previsivel, que passa 90 minutos a tirar cruzamentos, que faz tudo pelos flancos. Com Slimani lá, esse tipo de jogo até poderá ter alguns frutos, com Montero e Tanaka será pouco provável.

Se há algo de bom a retirar da Taça da Liga deste ano é o aumento de soluções encontradas na equipa B. Viu-se que Tobias era melhor que Saar e Mauricio, Tanaka ganhou importantes minutos de jogo na sua adaptação ao nosso futebol e Gauld e Wallyson mostraram muita qualidade. É aqui que fico confuso. Capel já demonstrou que não dá mais nada à equipa, ao seu futebol. André Martins foi proscrito pelo treinador e só entra se alguém se lesionar. Porque não experimentar Gauld numa altura em que o meio campo parece não funcionar? Porque não retirar Adrien e jogar com João Mário na sua posição? Marco Silva já percebeu que isto ajuda a equipa, ou não teria retirado Adrien e recuado João Mário em 3 ou 4 dos últimos 8 jogos. No fundo porque não voltar a jogar o futebol que a equipa apresentou nos dois jogos contra o Porto, no jogo contra o Setúbal para o campeonato. Por esta altura a acumulação de amarelos de Adrien seria um upgrade ao futebol da equipa.

 Muito se tem dito que Nani está menos influente, é normal. Se a equipa não ataca pelo meio, é mais fácil acumular gente nos flancos e defender sempre em superioridade numérica nessa zona. A vantagem de ter dois grandes jogadores nos flancos dissipa-se e o Sporting joga muito pior por isso. 

O título está entregue para o nosso lado e apnas uma vitória no Dragão poderá reabrir a luta pelo segundo lugar.

Jogando desta forma o Sporting não terá grande probabilidade de derrotar a segunda melhor equipa que vai defrontar esta época. O Wolfsburgo é uma grande equipa, que apenas não lidera a Bundesliga porque existe um monstro chamado Bayern (curioso como o Bayern tem uma vantagem menor para o Wolfsburgo que aquela que o Benfica tem para o Sporting). O sporting terá de voltar a jogar à Sporting para ter alguma hipótese de passagem. Deixar de descarregar bolas para a área é um bom começo.


01/02/15

A luta de Arouca



Já li e vi muita gente a falar da arbitragem de Arouca. Eu acho que foi na sequência das que tenho visto em muitos jogos, miserável.

Há um penalti por assinalar a favor do Arouca com 0-0, inúmeras faltas a favor do Sporting não assinaladas na primeira meia hora, a expulsão (justa) de Jonathan e as zero consequências ao banco do Arouca pelos "mimos" que o argentino levou no chão, entre outras. Salvaram-se três decisões. O penalti convertido pelo Arouca é penalti aos meus olhos (a lei fala em intencionalidade, mas eu prefiro ser objectivo), Carrillo está em linha no golo e Jonathan toca na bola no "penalti escandaloso" que abalou os alicerces do futebol.

Ou seja, potencialmente o Sporting poderia ter estado a perder por 2-0. Potencialmente.

Quanto ao jogo, foi semelhante ao do ano passado. Em Arouca não se joga, luta-se. O Sporting lutou e a sua maior qualidade tratou do resto. Foram três golos marcados, poderiam ter sido mais dois ou três. Destaque para Montero. Num campo que não o ajuda em nada, foi sempre o mais esclarecido, foi sempre o nosso 10. E parece que Slimani está de volta para lhe fazer companhia.

Na próximo domingo Lisboa pára. Em campo os maiores adversários que temos, os maiores "inimigos". Fora dele, muito provavelmente, os nossos maiores amigos. É o jogo que levou à criação deste tasco. É aquele que não gostamos de perder nem que seja no tiro ao prato.
Para o Sporting? Pode ser o nascer de um ténue sonho. Só a vitória interessa.

25/01/15

Paciência e o regresso do Sir


Não foi um grande jogo da nossa parte, foi acima de tudo um jogo de paciência, muita paciência. Paciência para furar um autocarro que chegou, a certa altura, estar fechado em pouco mais de 30 metros de campo.

Olhando para o plantel falta-nos um 10, ou melhor, falta maior envolvimento nessa zona. Há um jogador capaz de criar e desequilibrar nessa zona, mas tem estado demasiado encostado à linha nos últimos jogos (Nani). Não aproveitando essa zona, o jogo torna-se mais previsível, dependendo muito da inspiração de Nani e Carrillo, que não esteve assim tão presente no jogo de hoje.

Desta forma o jogo foi-se arrastando, sem que a Académica alguma vez tentasse jogar e sem que o Sporting conseguisse criar perigo de forma consecutiva.

William foi sempre unindo todo o jogo do Sporting tentando começando atrás o que muitas vezes morria mais à frente. Faltava sempre ajuda, alguém no meio. Entrou Tanaka e William teve esse companheiro. Não é de admirar que ambos estejam no lance do golo de João Mário.

O Sir está de volta e o Sporting ganha com isso. Falta que tenha um companheiro mais adiantado e entra Marco Silva. Adrien, João Mário e André Martins concorrem para o mesmo lugar e em jogos como este são muito parecidos. Mais do que jogar com 2 pontas de lança contra equipas pequenas não será melhor jogar com alguém que pense e desequilibre o jogo? Como Nani por exemplo?

Não será também melhor dotar o banco de uma outra solução ofensiva em detrimento de Naby Saar por exemplo?Talvez Gauld, por exemplo. Rosell fez toda a sua formação no Barcelona nessa posição, podendo ser solução para duas posições.

O apuramento directo para a Champions está a 1 ponto. Cabe-nos tentar alcançar esse lugar o mais depressa possível. O resto, logo se vê.

21/01/15

À mesa com a primeira volta : Sporting

Nota: A comparação foi feita com a 17ª jornada do ano passado, dada a diferença do número de equipas participantes na liga.

 
"O Sporting está a fazer um campeonato abaixo das expectativas. Jardim estava a fazer um trabalho muito melhor."
 
De forma geral, é o que temos ouvido sobre a prestação do actual Sporting na Liga.
 
Ora à 17ª jornada do ano passado o Sporting tinha 38 pontos (11 V 5E 1D), sendo que na 17ª jornada deste ano tem 36 pontos (10V 6E 1D). Diferença para pior, sendo contudo curta.
Mesmo a nível de golos a diferença é ténue. 35-12 em 2013/2014 e 34-14 em 2014/2015.
 
"O desempenho do Marco tem sido miserável em casa."
 
Outra crítica feita são os desempenhos caseiros do Sporting. Diz-se por aí que perdemos a fortaleza criada no ano anterior. Nada mais errado. Dos 5 empates de Jardim, 4 eram caseiros. Dos 6 empates de Marco Silva, 4 são caseiros.
 
Nada disto invalida que os empates com os 4 empates em casa (e o de Coimbra) sejam maus resultados. Simplesmente são resultados ao nível da época passada.
 
Saliente-se ainda que os dois treinadores apenas perderam uma vez em 17 jornadas, Jardim no Dragão e Marco Silva em Guimarães.
 
O que altera então a percepção da campanha do Sporting? A campanha dos seus rivais.
 
O Porto melhorou  (+4) e o Benfica também (+6). Os primeiros fizeram-no graças ao all-in feito a esta época, que lhes permite ter uma equipa com qualidade individual acima de qualquer outra na Liga.
Os segundos baseiam-se no trabalho do seu grande treinador e num 11 titular de qualidade. Sim, o Benfica poderia ter menos alguns pontos por algumas decisões erradas de arbitragem, mas não creio que  possa estar em discussão a sua liderança.
 
Outras competições
 
É aqui que tudo é diferente.
 
Nesta altura Jardim já havia sido eliminado da Taça de Portugal, na Luz, enquanto Marco Silva continua em prova tendo eliminado o Porto no Dragão.
Jardim não tinha competições europeias. Marco Silva esteve na maior de todas elas e por pouco (e algumas influências) não passou aos oitavos de final. Segue carreira na Liga Europa.
 
Marco Silva tem Nani, Paulo Oliveira, um terceiro avançado e suplentes para Jefferson e William.
Jardim tinha Rojo, Dier e Maurício.
 
Apesar de o plantel ter mais soluções que o da época passada, acrescem-se mais 9 jogos noutras competições (Champions e Taça) à equação e ainda a integração dos métodos de um novo treinador, o qual não dispõe de semanas inteiras para treinar na maioria das vezes.
 
São campanhas semelhantes. Com Jardim talvez se defendesse um pouco melhor, mas não se atacava tão bem. Eu prefiro o estilo de jogo de Marco Silva, é de equipa grande.
 
Marco Silva fez sempre melhores segundas voltas que primeiras. Que o repita.

11/01/15

A justiça veio do Japão


Tanaka impediu uma grande injustiça em Braga. O "grande que nunca foi" entrou a jogar da única forma que sabe, com garra e a correr muito. É uma equipa organizada e que sai bem no contra-ataque, mas não sabe muito mais que isso. O Sporting soube aguentar esse ímpeto inicial dos bracarenses e paulatinamente pegar no jogo, algo mais evidente a partir dos 25 minutos. 

A primeira meia hora da segunda parte é esmagadora por parte do Sporting. Carrillo percebeu que Djavan não estava à sua altura e começou a fazer dele o que quis. João Mário duas vezes, Montero, Carrillo. Ou era Matheus ou a azelhice ou até um desvio num defesa. A bola teimou em não entrar e o resultado era injusto. Nos últimos 15 minutos de jogo pouco futebol houve. Matheus varreu Tanaka, num golpe que deixaria Anderson Silva orgulhoso, e o japonês fez-lhe aquela maldade. Que golaço, que vale 3 pontos, o terceiro lugar e a manter viva a perseguição aos dois da frente.

William não esteve muito bem no passe, mas soube compensar algumas falhas com um grande jogo a nível defensivo. Carrillo foi mais uma vez o motor da equipa, numa noite em que Nani só apareceu a espaços. Já Adrien continua a aparecer desligado do jogo, mal colocado em muitos lances. Talvez tivesse saído mais cedo se André Martins estivesse apto.

Não só nas derrotas ou empates há más arbitragens. Já sabemos que em Braga acontecem sempre coisas estranhas (em jogos do Benfica então é um fartote) e hoje não foi excepção. Hugo Miguel não esteve à altura do jogo, perdoando várias faltas e cartões a jogadores do Braga. Por exemplo a falta que dá o justo amarelo a Maurício nasce de uma falta não assinalada de Danilo sobre Nani no outro lado do campo. A não expulsão de Matheus foi só a cereja no topo do bolo de uma má arbitragem, o normal em Hugo Miguel.

Vitória muito importante, num campo difícil e na véspera de dois jogos seguidos em Alvalade. Segue-se mais um jogo para os miúdos a meio da semana. Se correr bem óptimo, se correr mal que o tribunal de Alvalade não os queime já.

6 vitórias seguidas? ABENÇOADA CRISE!

08/01/15

Missão cumprida rumo ao Jamor



Com calma, mas com vontade. Foi assim que se ultrapassou mais um obstáculo rumo ao Jamor.

Mesmo com a noite gélida de Alvalade, a festa foi bonita e aproveitada da melhor maneira pelas gentes de Famalicão.

A primeira parte foi um jogo de paciência. O Famalicão tentou proteger a sua baliza ao máximo e prolongar o empate, na esperança de lançar um contra-ataque onde pudesse marcar. O Sporting foi competente o suficiente para o perceber e soube ter paciência, não se lançando em ataques desesperados.

Pese a fraca oposição, William voltou a estar bem pelo terceiro jogo consecutivo. A amostra é curta, mas parece, repito parece, estar a voltar devagarinho à sua melhor forma. Carrillo foi o mesmo de sempre (desta época) e Tanaka mostrou que não é tanto avançado, mais um 10. Talvez o único e verdadeiro que temos no plantel. Depois de uma primeira parte algo apagada, fez uma segunda parte de bom nível e mostrou que pode ser útil. As três assistências conseguidas foram apenas uma parte de vários bons pormenores que apresentou.

Nota ainda para Tobias. Não é ainda o que querem fazer dele, o que não invalida que não tenha muito mais qualidade que Maurício e Naby Saar. Contudo, se há algo que consegui perceber ontem graças à maior proximidade ao relvado é que o problema do Sporting além de individual é também colectivo. A equipa não sabe controlar o espaço nas suas costas. É algo que Marco Silva terá de trabalhar e melhorar para que se possam atingir os objectivos a que nos propomos para o resto da época.

PS: O Miguel Lopes não pode ir para o Córdoba com o Bebé?

06/01/15

E no meio da poeira o que resta?


Continuo a achar que faltam dados, que toda esta história está mal contada. Não se percebe como e porque é que tudo isto aconteceu, mas aconteceu. Mais do que achar que perdeu um e ganhou outro, acho que perdeu o Sporting.





Marco Silva
As suas declarações foram, de forma geral, calmas e ponderadas. Podia não ter dado a bicada do "cara-a-cara", mas é algo compreensível tendo em conta o teor do comunicado de BdC alguns dias antes. Resta saber se as críticas implícitas no comunicado teriam sido feitas pessoalmente, antes da sua exposição pública.

No fim de tudo isto não gostei que tivesse dito que não sabia o que o Presidente tinha dito no comunicado "de paz". Se há ou tem de haver sintonia, tem de se saber o que o outro diz. Não acredito que Marco Silva viva numa bolha onde não chegue toda a informação relevante da sua entidade patronal. Deu ar de paz forçada, a tal "paz podre".



O papel de José Eduardo
Fico com dúvidas sobre o seu verdadeiro papel no meio de toda esta história. Sempre foi um dos principais apoiantes da actual direcção na praça pública e um dos raros comentadores televisivos afectos ao Sporting capaz de revelar muito podre existente no nosso futebol.

Existem duas hipóteses. Ou estava mandatado pela direcção para tentar descredibilizar o treinador, rasgando-o de alto a baixo, ou fez o que fez para retirar todo o ónus da questão dos dois envolvidos, dando o peito às balas. Honestamente não sei o que pensar. Por um lado sempre vi José Eduardo como alguém inteligente. Pelo menos inteligente o suficiente para ter noção das consequências das suas palavras e actos e da chacina pública que sofreria por elas. Por outro lado parece revelar um conhecimento profundo de tudo o que se passa no interior do clube, quer durante todo este processo, quer durante o mandado da actual direcção. Alguns dos seus argumentos eram facilmente descontruídos, mas havia demasiada informação "relevante" nas suas palavras.

Qual das hipóteses é a certa? Confesso, não sei. Há claramente algo que me escapa e que continua por contar.

Não gostei ainda de ficar no ar a ideia de que José Eduardo seria um melhor mediador e a pessoa mais adequada para explicar o "projecto Sporting" a Marco Silva. Onde fica Augusto Inácio do meio de tudo isto?



Bruno de Carvalho
Mais do que nunca notou-se o incómodo que este Presidente causa em certos quadrantes do nosso futebol. Como já disse, desconheço todos os contornos deste caso e admito que possa ter cometido vários erros ao longo de toda esta história, mas isso não pode impedir qualquer Sportinguista (mais próximo ou mais distante das posições do seu Presidente) de notar a campanha que contra ele se move. Há muita coisa que estava melhor com as anteriores direcções. Melhor, para os nossos rivais. Era mais fácil gerir as coisas a dois (dando um ar público de afastamento). Como foram desmascarados pela actual direcção, as afrontas já são públicas e sucedem-se. Na comunicação social cria-se a ideia de que este Presidente se quer eternizar no cargo com esta novela. Curiosa acusação (justa ou não) vinda de adeptos de clubes onde a democracia há muito foi espezinhada, sendo estatutos adulterados em certos casos ou putativos candidatos arrumados com base na velha amiga porrada.

Posto isto, acho que Bruno de Carvalho não sai bem deste filme.
Se José Eduardo é tão próximo do Presidente como diz, então como é que o segundo não o cala imediatamente após a primeira intervenção na Portela?

Do que se vai conhecendo de Bruno de Carvalho, não parece ser o tipo de pessoa que perdoe ou desculpe faltas de confiança. Caso Marco Silva tivesse feito sequer metade do que José Eduardo disse, duvido que ficasse em Alvalade mais uma tarde sequer. Não seria sequer o dinheiro a travar Bruno de Carvalho, que mais depressa ia vender bifanas para pagar a indemnização do que permitiria ter um "Cavalo de Tróia" dentro de portas por uma questão de dinheiro, por maior que o montante fosse. Se tudo aquilo que José Eduardo disse é verdade, um simples comunicado a clarificar toda a situação e a razão do despedimento do treinador, permitiria uma saída limpa desta situação.

É também isto que não percebo. Bruno de Carvalho não é burro, já o demonstrou. Contudo a gestão de toda esta história foi feita de forma quase amadora. Não se pode calar a comunicação social, é verdade. Mas é possível acabar com as dúvidas, impedir que certas teorias sejam alimentadas e extrapoladas. Não consegue ver que isto seria um ângulo de ataque para aqueles que ainda hoje não suportam a sua subida ao poder? Não consegue ver que isto apenas afastaria e dividiria os associados, formando-se duas facções opostas? Duvido que alguém inteligente como Bruno de Carvalho não consiga ver isto. Duvido também que seja o tipo de pessoa que recue porque os sócios fizeram barulho do facebook. Se fosse a única pessoa no mundo a achar que Marco Silva deveria ser despedido, não teria ido contra o mundo se fosse essa a sua convicção?



A equipa
No fim sobram os jogadores, porventura os menos culpados. No meio de tudo isto conseguiram 4 vitórias e uniram-se



Parece-me que ninguém esteve bem e pode sacudir culpas para outros. Inácio teve uma expressão feliz ao falar da muita poeira que andava pelo ar. Com tanta dúvida, tanta contradição, há ainda muita espalhada no ar, mesmo que a maior parte tenha assentado para já.

04/01/15

Haja paz e vitórias


Tudo está bem, quando acaba bem. Pelo menos para já.
Entrei em Alvalade sem saber do comunicado do Presidente. Continuo sem perceber a origem de toda esta história e a sua evolução. Contento-me para já com o seu aparente final. No meio disto tudo a equipa ganhou 4 jogos seguidos. Que esta união seja para continuar, assim como as vitórias.

Quanto ao jogo, não creio ter sido muito diferente dos realizados contra Belenenses e Paços de Ferreira e que nos valeram dois empates. Em todos eles o Sporting foi a melhor equipa em campo, com a diferença na concretização. Hoje marcou 3 em 5 ou 6 oportunidades claras, noutros jogos não foi capaz de fazer o mesmo.

A presença de Nani é demasiado importante para esta equipa. Estabiliza-a, dá-lhe calma e maior acerto nas decisões. Depois há algo que noutras épocas nos faltou. Carrillo estabilizou e está a mostrar ser o jogador que sempre prometeu. Está mais possante, melhor tacticamente e praticamente sempre ligado ao jogo. A sua renovação é para ontem.


Segue-se a Taça, num jogo que não podemos menosprezar, e uma difícil visita a Braga. Já não há Slimani, pode ser que apareça um central.