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03/02/16

Mercado de Alvalade : O Inverno

Costuma dizer-se que o mercado de inverno não traz grandes negócios, que não serve para mais que alguns ajustes.

Foi isso que o Sporting fez.

Defesa
Antes de mais a saída de Boeck. Pesa por tardia para a sua carreira. Foram vários anos sem jogar e essa falta de competição notou-se este ano.

Com a intermitência de Ewerton e a lesão prolongada de Tobias, faltavam centrais. Dois são a mais? Pelo menos para o último jogo foi necessário contar com Ruben Semedo, não se vislumbrando a tal vingança ao Setúbal (Cissé seguiu para lá). Com as lesões prolongadas de Tobias e Paulista (?), Semedo pode servir nas duas posições, ficando os tais 4 centrais para o eixo da defesa. São apenas duas competições, mas infelizmente Ewerton não tem conseguido fazer mais que 3 jogos seguidos.
Resta ver se Coates é o mesmo que em 2011 prometia muito.

Nas laterais uma troca e uma adição. Sou fã de Jonathan, até o acho mais completo que Jefferson. Não gosto do empréstimo, muito menos para a América do Sul. Dá tempo de jogo, mas num contexto diferente do europeu. Em ano de JO o próprio jogador poderá ter ajudado. Não conheço bem Zeegelaar. Do que já vi, é rápido e possante e não parece muito burro ofensivamente. A amostra é curta. Defensivamente é inexistente até. A ver.
Já Schelotto parece uma adição um pouco forçada. Não é melhor que os dois que cá estavam e mesmo a polivalência não lhe permite pensar em ganhar um lugar mais à frente. Não percebo o seu lugar no plantel.

Meio-campo
Tudo quase igual e ainda bem. Sem Carrillo faltava gente para as alas. João Mário já andava por lá com Ruiz, com os 2 meninos a dar apoio. Com o regresso de Mané e a entrada de Bruno César a qualidade volta a subir. Nenhum dos dois é Carrillo, mas têm ambos qualidade mais que suficiente para ajudar o Sporting em muitos jogos.

Ataque
Saíram Tanaka (este ano não chegou a entrar verdadeiramente) e Montero, entraram Barcos e, de certa forma, Ruiz. Com Mané e Bruno César, Ruiz pode actuar mais no centro, onde é melhor. Barcos será a alternativa a Slimani que nunca existiu.
Por um lado ficamos mais fortes e mais fracos. Mesmo que Téo fique com a cabeça limpa, ficamos com 3 avançados puros e apenas um jogador para jogar nas suas costas.
Era isso que Montero dava a esta equipa. Qualidade quer a servir o jogador mais avançado quer por vezes a marcar. Muito se falou que a reacção negativa se deve ao golo de sábado. Por aqui não. Fui, até quando não fazia muito sentido, um acérrimo defensor do futebol de Montero. Nunca alinhei naquelas ideias do "não tem garra" porque não vejo o futebol assim. Adrien teve muita garra estes anos todos e só com Jesus percebeu que isso apenas não chega. É bonito ver alguém com garra, é ainda mais bonito ver alguém com qualidade. Montero tem essa qualidade. Do ponto de vista financeiro o negócio parece bom para as duas partes.

O plantel ganhou algumas soluções diferentes, parece mais equilibrado já contando com algum excesso em duas posições. Preferia ter Montero e não ter Téo, fazia mais sentido pelas características dos dois. Preferia não estar a gastar dinheiro com Schelotto. Não há plantéis perfeitos. Que Jesus continue a conseguir que estes jogadores mostrem a sua qualidade.


Uma achega ao negócio Carrillo. Já ouvi gente a gozar com o prémio ou o salário de Carrillo. A qualidade paga-se. Que gosto me daria que Jesus recebesse os 6 milhões que o seu contrato prevê. Carrillo é nesta altura o terceiro melhor jogador que o Benfica tem nos seus quadros, logo depois de Gaitan e Jonas. A qualidade paga-se. Caros são os que não a têm. Os Taraabts, os Pongoles e afins. Tenho pena. Perdemos um grande jogador e ainda o vemos passar para o outro lado da barricada. Que lá chegue como campeão nacional é o meu único desejo.

03/10/15

Desfecho previsível para Carrillo

Ponto prévio. Não é pelo que se está a passar que agora deixo de achar que o jogador é bom. Sempre o defendi nesse aspecto e não mudo de opinião. Carrillo faz parte dos 3 melhores jogadores deste plantel. Nas mãos de Jesus facilmente poderia ser o melhor.


Nunca me apeteceu falar muito deste caso e de tudo o que tem sido o extra-jogo desta época. A contratação de Jesus entusiasmou-me muito a nível futebolístico e tenho preferido olhar para esse lado.
O desfecho era previsível desde o jogo com o Lokomotiv. Esta direcção é intransigente no que considera serem os interesses do clube e alguns tweets de Casareto deixaram a ideia de que a coisa estaria extremada. 

Com o comunicado de hoje percebe-se que algumas das coisas veiculadas na comunicação social tinham fundo de verdade, inclusivamente o tal acordo.

O jogador tem o direito de não querer renovar. Tem até o direito de ir para Porto ou Benfica e, caso queira, de ir para lá ganhar menos do que renovando com o Sporting. É o seu direito e seria sempre o seu direito. Nesse aspecto não me parece que o seu direito tenha sido desrespeitado.

O Sporting tinha o direito de tentar ficar com o jogador, apresentando-lhe a melhor proposta possível. Assim o fez, até pelo que transpareceu nos leaks.

Segundo a versão do Sporting, o jogador aceitou acordos que posteriormente rejeitou. Não estamos a falar de crianças. Carrillo tem 24 anos e o seu agente é um adulto. Tinham uma intenção, mas não foram claros nem honestos a expressá-la. Façam as piruetas que quiserem, isso é má fé.

Com o que hoje é comunicado, o Sporting agiu como deveria. 

Pelas recentes visitas de Casareto ao camarote da Doyen no Dragão e a Madrid, é possível especular que este caso seja uma retaliação pelo processo que corre desde o ano passado. É possível e não me admiraria.

Resta agora ouvir a versão do lado do jogador/empresário e aguardar por Janeiro. O meu palpite? Tudo isto terminará num acordo "à Rojo". Pedido de desculpas para sair e cada um para o seu lado. Para um jogador estar 9 meses parado é horrível e Carrillo terá noção disso lá para a frente.

No fim de tudo isto perdem muito os dois lados. O Sporting que teria um trunfo importantíssimo para uma época em que tem uma real hipótese de chegar ao título e o jogador, que cresceria e finalmente confirmaria todo o potencial que lhe foi reconhecido ao longo destes anos, o que vinha acontecendo nos primeiros jogos da temporada. É pena.


20/08/15

Carillo "não é" Gaitan nem Salvio



Carrillo neste Sporting "é" Enzo.

Muita gente se tem admirado com o posicionamento (excessivamente) central de Carrilo nos jogos do Sporting.

As comparações do Sporting de Jesus com o Benfica de Jesus são imensas. O modelo e a ideia de jogo são as mesmas, mas no fim são os jogadores que jogam. E são as suas características que fazem diferenciar o que as equipas mostram futebolisticamente.

A melhor versão do Benfica de Jesus foi, quanto a mim, a que fez a tripla em 2014. Tinha tudo. 4 bons defesas, dois extremos com grande capacidade técnica e de decisão e dois avançados que se complementavam muito bem. No meio...bom no meio, existiam dois monstros. Matic e Enzo.

Enzo era um monstro em que aspecto? Na progressão com bola. Sendo um extremo de origem, era quem muitas vezes queimava linhas com a bola controlada.

João Mário pode desempenhar esse papel em certos lances, mas não é essa a sua melhor característica. Será sempre alguém que poderá gerir os ritmos do jogo e queimar linhas com os seus passes, não tanto através do transporte de bola.

Voltamos a Carrillo. Tem sido esse o papel do peruano, pelo menos nos jogos que acompanhei ao vivo (Benfica e CSKA). Ser o jogador que queima linhas através da sua capacidade de progressão com bola. Quantas arrancadas tem feito Carrillo pelo corredor central? Muitas mesmo.

A vantagem de ser um extremo a desempenhar este papel? O corredor central estará mais protegido e uma eventual bola perdida por Carrillo poderá ser mais rapidamente recuperada.
A desvantagem? João Pereira poderá aparecer mais vezes desacompanhado numa transição rápida do adversário.

Quem faz de Salvio então? Ninguém. Ou melhor, um jogador. Ao nível da inteligência e tomada de decisão, João Pereira será o nosso Salvio. Pudesse "compensar" essas falhas com a valia técnica e física do argentino e não seria o nosso titular mais fraco de forma tão declarada.

É por este tipo de coisas que as equipas por mais que sejam treinadas por um mesmo treinador, construidas com as mesmas ideias e o mesmo modelo, são diferentes. São os jogadores que jogam, por mais que os treinadores treinem (e este é um mestre nisso).

11/01/15

A justiça veio do Japão


Tanaka impediu uma grande injustiça em Braga. O "grande que nunca foi" entrou a jogar da única forma que sabe, com garra e a correr muito. É uma equipa organizada e que sai bem no contra-ataque, mas não sabe muito mais que isso. O Sporting soube aguentar esse ímpeto inicial dos bracarenses e paulatinamente pegar no jogo, algo mais evidente a partir dos 25 minutos. 

A primeira meia hora da segunda parte é esmagadora por parte do Sporting. Carrillo percebeu que Djavan não estava à sua altura e começou a fazer dele o que quis. João Mário duas vezes, Montero, Carrillo. Ou era Matheus ou a azelhice ou até um desvio num defesa. A bola teimou em não entrar e o resultado era injusto. Nos últimos 15 minutos de jogo pouco futebol houve. Matheus varreu Tanaka, num golpe que deixaria Anderson Silva orgulhoso, e o japonês fez-lhe aquela maldade. Que golaço, que vale 3 pontos, o terceiro lugar e a manter viva a perseguição aos dois da frente.

William não esteve muito bem no passe, mas soube compensar algumas falhas com um grande jogo a nível defensivo. Carrillo foi mais uma vez o motor da equipa, numa noite em que Nani só apareceu a espaços. Já Adrien continua a aparecer desligado do jogo, mal colocado em muitos lances. Talvez tivesse saído mais cedo se André Martins estivesse apto.

Não só nas derrotas ou empates há más arbitragens. Já sabemos que em Braga acontecem sempre coisas estranhas (em jogos do Benfica então é um fartote) e hoje não foi excepção. Hugo Miguel não esteve à altura do jogo, perdoando várias faltas e cartões a jogadores do Braga. Por exemplo a falta que dá o justo amarelo a Maurício nasce de uma falta não assinalada de Danilo sobre Nani no outro lado do campo. A não expulsão de Matheus foi só a cereja no topo do bolo de uma má arbitragem, o normal em Hugo Miguel.

Vitória muito importante, num campo difícil e na véspera de dois jogos seguidos em Alvalade. Segue-se mais um jogo para os miúdos a meio da semana. Se correr bem óptimo, se correr mal que o tribunal de Alvalade não os queime já.

6 vitórias seguidas? ABENÇOADA CRISE!

08/01/15

Missão cumprida rumo ao Jamor



Com calma, mas com vontade. Foi assim que se ultrapassou mais um obstáculo rumo ao Jamor.

Mesmo com a noite gélida de Alvalade, a festa foi bonita e aproveitada da melhor maneira pelas gentes de Famalicão.

A primeira parte foi um jogo de paciência. O Famalicão tentou proteger a sua baliza ao máximo e prolongar o empate, na esperança de lançar um contra-ataque onde pudesse marcar. O Sporting foi competente o suficiente para o perceber e soube ter paciência, não se lançando em ataques desesperados.

Pese a fraca oposição, William voltou a estar bem pelo terceiro jogo consecutivo. A amostra é curta, mas parece, repito parece, estar a voltar devagarinho à sua melhor forma. Carrillo foi o mesmo de sempre (desta época) e Tanaka mostrou que não é tanto avançado, mais um 10. Talvez o único e verdadeiro que temos no plantel. Depois de uma primeira parte algo apagada, fez uma segunda parte de bom nível e mostrou que pode ser útil. As três assistências conseguidas foram apenas uma parte de vários bons pormenores que apresentou.

Nota ainda para Tobias. Não é ainda o que querem fazer dele, o que não invalida que não tenha muito mais qualidade que Maurício e Naby Saar. Contudo, se há algo que consegui perceber ontem graças à maior proximidade ao relvado é que o problema do Sporting além de individual é também colectivo. A equipa não sabe controlar o espaço nas suas costas. É algo que Marco Silva terá de trabalhar e melhorar para que se possam atingir os objectivos a que nos propomos para o resto da época.

PS: O Miguel Lopes não pode ir para o Córdoba com o Bebé?

04/01/15

Haja paz e vitórias


Tudo está bem, quando acaba bem. Pelo menos para já.
Entrei em Alvalade sem saber do comunicado do Presidente. Continuo sem perceber a origem de toda esta história e a sua evolução. Contento-me para já com o seu aparente final. No meio disto tudo a equipa ganhou 4 jogos seguidos. Que esta união seja para continuar, assim como as vitórias.

Quanto ao jogo, não creio ter sido muito diferente dos realizados contra Belenenses e Paços de Ferreira e que nos valeram dois empates. Em todos eles o Sporting foi a melhor equipa em campo, com a diferença na concretização. Hoje marcou 3 em 5 ou 6 oportunidades claras, noutros jogos não foi capaz de fazer o mesmo.

A presença de Nani é demasiado importante para esta equipa. Estabiliza-a, dá-lhe calma e maior acerto nas decisões. Depois há algo que noutras épocas nos faltou. Carrillo estabilizou e está a mostrar ser o jogador que sempre prometeu. Está mais possante, melhor tacticamente e praticamente sempre ligado ao jogo. A sua renovação é para ontem.


Segue-se a Taça, num jogo que não podemos menosprezar, e uma difícil visita a Braga. Já não há Slimani, pode ser que apareça um central.

11/12/14

Reality check em Londres


Não era pelo jogo de ontem que passava o apuramento do Sporting. Como previsto, os 3 pontos perdidos nas deslocações a Maribor e Gelsenkirchen fizeram-nos falta, uma vez que o Maribor não conseguiu repetir a gracinha de não perder em casa.
 
O jogo de ontem foi uma chamada à realidade, à nossa realidade.
Pensavam alguns que por Mourinho utilizar alguns suplentes, o jogo seria mais fácil, que estaria mais ao nosso alcance. Mourinho resumiu tudo na conferência de imprensa. Qualquer daqueles suplentes seria titularissímo no Sporting e em qualquer equipa portuguesa. É outro nível de investimento, outro nível de jogadores. Um desses suplentes até é campeão do mundo, outro campeão de Espanha e vice-campeão da Europa. Se ainda lhes juntarmos Fabrégas e Diego Costa, que juntos custaram mais do dobro do nosso orçamento, dá para ter ideia das forças em confronto. Destaque para os dois rapazes da foto. Foram os melhores na noite de ontem, demonstrando que temos qualidade pese embora a diferença para o actual líder do melhor campeonato do mundo.
 
Ainda assim foi uma boa campanha, deu para deixar uma boa imagem num palco que tem de ser nosso, onde temos de estar de forma consecutiva por várias razões. Pela vertente desportiva, porque só se cresce e evolui a jogar contra os melhores, mas também pela vertente financeira. Mesmo sem apuramento o Sporting ganha 11.5 milhões em prémios, fora receitas televisivas e bilheteira. Inclusivamente numa altura de procura de patrocinador para as camisolas, uma montra como a Champions é um grande trunfo a nosso favor.
 
Objectivos para o resto
 
Diria que o grande objectivo passa pela qualificação directa para a Champions, algo complicado dado a distância pontual a que nos encontramos no campeonato. A Taça terá de ser outro objectivo, temos de voltar a conquistar títulos. Sobra a Liga Europa. Depende dos sorteios. Podemos ter o azar de apanhar já uma Roma ou um Liverpool e a coisa complica-se. Não são equipas invencíveis, mas a Liga Europa é uma competição estranha, onde por vezes os grandes são pequenos e os desconhecidos são grandes. Esperar para ver. A Taça da Liga servirá unicamente para rodar jogadores. 4 jogos para dar competição a Slavchev, Gauld, Rosell, Tanaka, Boeck e à malta da B.

06/12/14

A serpentear no Bessa


Jogo de sentido único (mais um). 

Marco Silva é um treinador inteligente e já percebeu que a liga deste ano está recheada de várias equipas muito fracas. Ora essas equipas, não possuindo jogadores para discutir os jogos vão, de uma forma geral, defender o mais que puderem com pequeninos autocarros segurando as melhores equipas enquanto conseguirem. Esta será uma liga de muitas goleadas e de alguns 1-0 em períodos de descontos, muito devido a esta grande discrepância entre os melhores e os piores. Como é que se combate isto? Com inteligência, com um 10. O nosso é Montero. Ver Montero nos últimos dois jogos tem sido uma delícia. Marcando apenas 1 dos 6 golos da equipa, foi ele que a elevou a nível ofensivo dando-lhe mais soluções e mais qualidade. Não é menosprezar João Mário, mas Montero está num n´ivel acima e tem permitido abrir estas defesas mais fechadas de forma mais fácil. Lembram-se dos anos em que dizíamos "contra equipas fechadas andamos sempre lixados" ? Pois, agora é mais fácil. Mas mesmo com Montero tão bem, foi outro o homem da noite.

O azar de Nani foi a sorte de Carrillo. É indiscutível a influência de Marco Silva (e Nani diria eu) no jogo do Peruano. Muito menos displicente, menos ausente dos jogos, a decidir quase sempre bem e o resto é o talento que todos já conhecíamos. Que exibição de La Culebra! Fraca oposição é certo, mas que jogatana do rapaz que abriu definitivamente o jogo com uma arrancada de 50 metros. Depois ainda deu 3 golos a marcar, sendo 2 concretizados. 4 golos e 5 assistências no total. Não está nada mau.

Venha de lá o (já não invicto) líder da Premier League.

27/09/14

A melhor equipa e o melhor conjunto de jogadores


Se provas faltassem que este Sporting é a valer, que se vai bater até ao fim, elas ontem ficaram dissipadas. 

Sendo um jogo que nos últimos minutos podia ter caído para qualquer um dos lados, foram dois pontos perdidos pelo Sporting e um ganho pelo Porto (irritante aquela história de se chamar equipa visitante no estádio).

A primeira parte do Sporting foi muito boa, não excelente. Apenas a eficácia impediu que esse nível se atingisse.  Por tudo o que jogou, o Sporting devia e merecia ir a ganhar para o intervalo por mais. William voltou a ser William durante os primeiros 45 minutos e João Mário, Nani e Carrillo mostraram que há qualidade em Alvalade, a tal qualidade que nos permitirá lutar por qualquer jogo.
Carrillo, esse que tanta gente queria ver pelas costas, esse que mesmo sendo irregular era sempre quem mais assistências fazia na equipa. Vai mais uma e mais uma grande exibição. Depois temos Jonathan Silva. Gostei, mesmo sem o golo. Ainda tem algumas deficiencias de posicionamento, mas respondeu bem. Não é bom em coisas que se podem treinar e aprender, o que é uma boa notícia. Mas os jogadores que vieram são todos uma merda.

Juntando à ineficiência do Sporting na concretização, estes dois pontos perderam-se muito pelo banco que o Porto tem. Lopetegui entrou a medo, com 3 médios iguais, a tentar segurar o meio-campo do Sporting. Deu o que deu. Mal entrou Oliver e a história foi outra, com o Porto a assumir o jogo durante 15 minutos e a aproveitar o ponto fraco do Sporting, a sua defesa. Digo defesa porque a forma como Saar e Maurício não se adaptam à forma de jogar da equipa, afecta todo o processo defensivo. Nem sequer é o auto-golo que está em causa, mas basta pensar que  Rui Patrício tem sido muito mais decisivo neste início de época do que havia sido o ano passado. Tem intervido em mais situações limite e isso deve-se a uma maior permeabilidade da equipa a nível defensivo. Paulo Oliveira é para ontem. Saar tem de aprender a jogar, mas não à custa da equipa principal. Que faça companhia a Tobias na equipa B.

Neste momento é essa a principal nota. O Porto tem o melhor conjunto de jogadores do campeonato. Depois, a níveis diferentes, Benfica e Sporting são mais equipas.

Chamem-me chato, mas já agora volto a dizer. Marco Silva tem os avançados trocados. Joga com Slimani quando é para trocar a bola de pé para pé e mete Montero quando é para lançar bolas para a área. 



17/08/14

Já descemos de divisão e ninguém me avisou

É o que parece quando dou uma leitura nas gordas e pela net.
O treinador "está apresentado", a equipa é fraca

Eu mantive a mesma opinião. Enquanto dominou este Sporting foi melhor que o melhor do ano passado, falta o resto. Aprender a controlar o jogo como o até o mais  fraco Sporting do ano passado fazia.

Carrillo jogou bem, não fez um jogão. Porquê? Porque está com demasiada vontade de fazer tudo, de resolver tudo e acaba por tomar decisões estúpidas. Tem duas ou três jogadas em que com mais cabeça (como lhe pediu Marco Silva) poderia isolar Montero. Ah espera, Montero falhava, segundo muito sabichão, portanto ainda bem que o Carrillo rematou para a bancada. Mostra iniciativa!

Mas voltando ao jogo, falta saber guardar a bola, saber congelar o jogo. É só aí que eu posso dizer que não concordo com Marco Silva. A sua substituição é certa. Era escolher entre dois jogadores estoirados, Carrillo ou André Martins, e meter Paulo Oliveira. Eu teria metido João Mário, alguém que saberia guardar a bola e não retiraria os cansados, tirava o mais fresco de todos. Capel fazia sentido em 11 para 11. Sempre de cabeça no chão, mas podia aproveitar algum espaço nas costas da Académica. Com a justa expulsão de William deixa de fazer sentido, esteja em campo há 2 ou há 90 minutos, é igual.

Outro pormenor em que discordo de Marco Silva. Levar Héldon a jogo, deixando Esgaio na bancada. É óbvio que ninguém é vidente, mas nem Héldon é jogador de futebol (e estragou o 2-0 numa jogada de 3 para 1) nem existiam outras hipóteses para substituir Cédric ou Jefferson, como se veio a verificar ser necessário.

Ponto final de tudo isto. Perdemos dois pontos, nos descontos. Facilmente poderíamos ter arrumado o jogo bem antes da expulsão e mesmo depois. Mas não matem já a equipa. Que os outros o tentem é normal, que sejamos nós, os Sportinguistas a fazê-lo é estúpido.


Ps: Presidente, que se resolvam depressa Rojo e Slimani, se encontre colocação para Capel e Héldon e venham de lá esses esse extremo e esse avançado.

02/08/14

Sporting do Silva

O Sporting do Jardim defendia bem, era muito bem organizado e atacava de forma razoável. Razoável porque era muito padronizado, ao ponto de os nossos adversários estudarem o padrão e a coisa precisar de ser resolvida pelo ar. Não era bonito, mas o problema resolvia-se.



Pela tv já tinha ficado com essa ideia, ontem confirmei-a. O Sporting do Silva é diferente. Ainda não apresenta tanta segurança defensiva, não pela forma como tenta defender, mas pela falta de pernas que Rojo e William ainda mostram. O Sporting defende mais à frente. No ano passado a equipa recuava e Martins e o avançado pressionavam sozinhos. Agora são 10 a pressionar alto, levando a que o adversário perca mais bolas.

A atacar também se notam diferenças. Martins já não tem um jogo robotizado que o obriga a ir para a direita a trocar com o extremo. Agora joga livre, mostrando a todos o grande jogador que é. Nem tanto pelos golos, mas pela forma como joga, como ajuda Montero a gerir o futebol da equipa do meio campo para a frente. William faz um passe a rasgar o meio-campo adversário e a bola, normalmente, chega aos dois estrategas. É esta a maior diferença, a bola roda sem que o adversário conheça o movimento. Até Capel, dentro das suas limitações tem jogado com a cabeça ligeiramente mais levantada, a preferir jogar mais simples do que a partir para aquelas corridas à doida que raramente dão alguma coisa.

Leigo me confesso, mas a ideia com que fico é que a equipa pensa mais no que fazer e menos no que tem de fazer de forma obrigatória, o que resulta num jogo mais variado, mais apelativo e menos decifrável pelos adversários.

Reforços
Verdadeiros, temos 5 até ao momento. Dois já cá estavam. Martins e Carrillo, que beneficiam muito desta forma de jogar ligeiramente diferente.
Dos novos, Tanaka, João Mário e Rosell. Têm algo em comum, sabem perfeitamente o que fazer e quando. Os dois primeiros evidenciariam-no na jogada em que Mané não soube o que fazer. Tanaka pelo grande passe, "à 10" e João Mário, quando a bancada pedia um remate ou 30 fintas, a perceber que a jogada tinha acabado e mais valia voltar um pouco atrás e começar de novo.

Ps: engraçado rever Pereirinha. Não se tornou um craque, mas é um médio centro muito competente. Tanto se falou que Meireles estava acabado e cada vez mais se percebe que soluções não faltaram, apenas vontade de as utilizar.

13/04/14

Marcar cedo e jogar devagar


Foi a receita para hoje. A equipa chegou cedo ao golo e abrandou. Mentira, quase toda abrandou. Cédric e Carrillo foram sempre acelerando, fazendo o novo mal-amado de Alvalade uma boa primeira parte, como há muito já não fazia. Mas na bancada o que mais se ouvia era um "porque é que ainda apostamos nele". É a diferença, quando Carrillo se atrapalhou num contra-ataque na 2ª parte foi assobiado. William falhou 3 seguidos e "saiu mal pá". Culpa das suas performances anteriores, mas também falta de vista de alguns.

O jogo arrastou-se na 2ª parte. O Gil não existia e o Sporting sempre que acelerava quase criava perigo. Quase porque faltava sempre qualquer coisa. Uma recepção, um passe, havia sempre um pequeno empecilho. A desinspiração de Mané, Adrien e Jefferson não ajudou.

Bem Jardim nas substituições. Martins, outro mal amado, trouxe um bocado de cabeça ao jogo da equipa, sendo mais tarde ajudado por Montero, um que também já é visto por alguns como um barrete. Ah, como me vou rir quando vir o Fredy no inicio da próxima época, com férias para descansar.

Palavra para Rojo. A oposição era muito fraca, mas não deixou de mostrar o grande jogador em que se está a tornar. Tanto tempo se pediu um central que saísse a jogar e temos 1 (e outro no banco). É muitas vezes graças ao argentino que se foge à nova forma de nos condicionarem, com marcações apertadas a  William. Não vai por um vai pelo outro e sempre com qualidade. Era tão bom manter esta equipa junta e acrescentar-lhe 2 titulares e 2 peças extra para o banco.

06/04/14

Um Leão (quase) milionário


O objectivo está cumprido. Pelo menos por uma vez o hino da Liga dos Campeões tocará em Alvalade na próxima época. O mais provável é que este número mínimo suba para três, mas lá chegaremos.
 
Jogo relativamente calmo, quase em velocidade cruzeiro. Sim, foram existindo aqueles remates de Bebé com algum perigo, mas o jogo nunca pareceu sair da mão do Sporting e do seu controlo. Quando o Paços tentou pegar um bocadinho mais no jogo, apareceu o golo de Adrien e a questão ficou fechada. Mais uma vez tive pena que Carrillo não aproveitasse outra oportunidade. Começa a não valer a pena.
 
Toda a época do Sporting pode ser resumida pelo primeiro golo de ontem, mais uma forma de William nos dizer adeus. Tão simples e tão bem feito. Tem sido um pouco essa a imagem de marca desta equipa, a simplicidade com que joga e com que vai alcançando vitórias.
 
Agora é esperar pelo que os outros vão fazer, quer para baixo quer para cima.

06/10/13

Um leão que mastiga mas também devora

 
 
 
A primeira parte de ontem fez lembrar o jogo com o Rio Ave. Tudo muito "mastigado", por vezes muito lento e, excepção feita aos remates de Carrillo e Adrien, com poucos pontos de interesse. Pelo menos até o Setúbal entregar o ouro ao principal bandido desta liga. Montero recebeu a oferta, sentou o guarda-redes e desbloqueou o jogo.
 
Ao contrário do jogo com os de Vila do Conde, o golo não adormeceu a equipa, pelo contrário. O Sporting voltou dos balneários com a atitude e futebol dos três primeiros jogos do campeonato e devorou um Setúbal demasiado fraquinho do meio campo para trás.
 
Equipa e adeptos a puxarem uns pelos outros e o resultado foi uma segunda parte de festa em Alvalade. Duas grandes jogadas colectivas e um penalti fecharam as contas, que poderiam ter sido mais largas.
 
Se provas fossem necessárias para garantir que estes jogadores formam mesmo uma equipa, basta ver a forma como todos celebraram o golo de Carrillo. Sabem que sou um dos que mais desespera quando o vê perder jogadas por displicência, por achar que todo aquele talento poderia dar-nos muito mais, mas assobia-lo no nosso estádio é estúpido. E a equipa reagiu da maneira como reagiu ao golo do peruano.
 
E o festival que foi a Curva Sul durante a segunda parte? SÓ EU SEI, PORQUE NÃO FICO EM CASA!

22/09/13

Verdinhos e rodeados de abutres


Enquanto vinha para casa ouvia um comentador de rádio dizer que o Sporting tinha feito uns primeiros 20 a 25 minutos de qualidade e que a vantagem ao intervalo era merecida. Honestamente não vi o jogo da mesma forma. Sim, durante a primeira parte a bola foi sempre nossa, mas nunca a tivemos de forma consequente, nunca se criou perigo. O golo nasce de um erro clamoroso de Salin.

A grande força deste Sporting é o seu meio-campo, por ele vive por ele morre. Os três do meio deram tudo o que tinham (era visível o seu cansaço nos últimos minutos de jogo) mas o jogo não lhes saiu e, consequentemente, a equipa esteve alguns furos abaixo do que já mostrou. Na segunda parte isso foi ainda mais evidente. Toda a equipa adormeceu, um erro aqui, um erro ali e o Rio Ave foi ganhando confiança e tomando conta do jogo. O resultado é justo, mas deixou à vista as fraquezas deste Sporting. Quando apenas se fazem dois remates enquadrados com a baliza em 90 minutos, dá para perceber que as coisas estão longe de estar perfeitas.

Falta um fora de série. Ou melhor, falta que o nosso fora de série se comece a comportar como tal. Carrillo começou bem a época, mas desde o jogo com o Benfica voltou à irregularidade do costume, sendo ultrapassado por Capel no 11 titular. Mais do que nos jogos "fáceis" é nestes que um jogador como Carrillo aparenta ser é mais necessário. Mas já vai na terceira época e tarda em confirmar tudo o que dele se diz...

As bolas paradas, a porcaria das bolas paradas. Um fantasma que a pouco e pouco tem regressado. O jogo aéreo é uma debilidade. Julguei que com Dier esse mal fosse atenuado, pelo melhor posicionamento que revela em comparação com Rojo e Maurício. Mas não, o problema é mesmo da equipa. Algo para Leonardo Jardim corrigir.

Pegando em Leonardo Jardim para falar de Xistra. Não é Xistra o meu abutre. Jardim tem razão no que disse. Eu apenas lhe acrescento que os grandes são sempre mais beneficiados, havendo um que se destaca dos outros. Muita atenção a essa 8ª jornada Leonardo.

Para o fim os abutres. Gosto de chegar a casa depois dos jogos e ler o que se diz. Seja onde for. Jornais, blogues, redes sociais, fóruns. Gosto de ler algumas opiniões. Na blogosfera nunca se viram tantos blogues rivais a falarem do Sporting. Parece que agora os incomoda, que agora já vêm os nossos jogos. Na imprensa desportiva há mais crónicas sobre o novo Sporting que as que existiam sobre o Sporting decadente, aquele que não conseguia ganhar quando equipava de laranja. Todas as semanas a equipa está em teste na imprensa. "Agora acabam os amigáveis, é um grande teste", "o Arouca era fraco, fora vai ser mais difícil", "O Benfica é que é o verdadeiro teste", "Veremos como é que os meninos aguentam o empate com o rival e os 15 dias de paragem", "Este é que era o teste de fogo, porque dava a liderança provisória". O Sporting incomoda. Não vai ser campeão este ano, mas talvez baralhe umas contas, talvez não deixe bipolarizar a liga como tantos queriam. Aguentem-se, o Sporting não se irá abaixo tão depressa. Porque os adeptos estão com a equipa. É verdade que temos sempre os "assobiadores profissionais", mas esses atrasados mentais sempre que tentaram intervir foram imediatamente abafados. Esta equipa tem três meses. Vamos ajudá-la a crescer.

"NÓS ACREDITAMOS EM VOCÊS!"

24/08/13

Coimbra teve encanto de verde e branco

Paulo Novais/Lusa
 
 
Estádio muito bem composto, maioria Sportinguista. É esta a magia do futebol e do Sporting em particular. Uma goleada e bons pormenores e toda a gente sai de casa para ver os miúdos.
 
E o que é que os miúdos fizeram hoje? Mais uma goleada e mais bons pormenores. Muitos deles da estrela adiada nas últimas duas épocas. Carrillo parece ter entrado na sua fase "DiMaria com Jesus". Já não perde a maioria das jogadas e parece finalmente meter todo o seu talento dentro da equipa. Mesmo com uma segunda parte mais apagada seria facilmente o melhor em campo...se o Sr.Silva não tivesse estado hoje em Coimbra.
 
Finalmente temos Adrien! Finalmente  o homem se tornou jogador, joga e faz jogar a equipa. Sem grandes floreados, recebe e dá, corre atrás dos adversários. No fundo o complemento ideal para William. Refira-se ainda que esta parelha dá muito jeito ao pequenote Martins, que assim pode jogar mais vezes como o fez na segunda parte. Solto e a coordenar o futebol ofensivo da equipa.
 
Referência ainda para Montero e Rojo. O primeiro porque reforçou a liderança na tabela dos melhores marcadores. O segundo porque até já marca golos! Realmente quando as coisas correm bem, tudo acontece.
 
São 9 golos em dois jogos, com muitos bons pormenores. Mas não deixam de ser apenas 6 pontos. Não se ganhou nada mais do que 2 jogos de futebol. Não comecem a pensar que na próxima semana vamos cilindrar o Benfica. Com todos os problemas que têm, e mesmo com as nossas (novas) virtudes, continuam a ter uma equipa bem capaz de nos vencer.
Não quero que entendam esta chamada à terra como um "não fiquem contentes com a equipa". Só não acho que seja bom para a equipa que se espere mundos e fundos dela Vamos continuar a apoiar esta malta sem lhes exigir o Olimpo.
 
Por último repito aquilo que disse no twitter.
Espalhem a mensagem. Estádio cheio a entoar o novo cântico no início do próximo jogo. Jardim e os putos merecem!
 
Ps: Chupa Porto, mais uma Supertaça em Andebol.