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03/02/16

Carrillo no Benfica

É bom jogador? É. Precisávamos? É bom reforço? Só o futuro o dirá.

Do que não precisávamos era de um Taarabt, que vai somar zero minutos na equipa principal nesta época, a ganhar quase 200 mil euros por mês. Ou de um paraguaio para a equipa B (que está a fazer uma brilhante época, diga-se de passagem) que custou mais de 2 milhões de euros.

Há negócios e negócios. O de Carrillo pode revelar-se um bom negócio. 
Não vale a pena dizer que isto "é sinal que Gaitan ou Salvio vão sair", porque não é. Sempre que contratamos alguém, é porque alguém vai sair. Nada mais errado. Os jogadores amontoam-se nas mesmas posições - alguns são bons, outros nem tanto, outros estão emprestados e são cartas fora do baralho, outros são contratados porque sim e nunca chegam a vestir a camisola (o jogador "mercadoria").

O planeamento do plantel é um pouco feito ao deus dará. Compram-se muitos jogadores com base na oportunidade e no que pode vir a render (não falo necessariamente de Carrillo), que depois não vingam e andam emprestados durante anos e anos. 

E toda a gente sabe o que "custam" os "custos zero" em prémios de assinatura e afins.

Temos uma lista bem grande de jogadores para as alas. Espero que Carrillo não seja "mais um".

Entretanto, siga a caravana. 


19/08/15

Tudo em aberto para Moscovo


O Sporting venceu e mais uma vez bem.


Jesus disse-o, e com razão, que a entrada da equipa foi fortíssima, a melhor até ao momento. 
O CSKA veio a Lisboa defender muito e aproveitar a velocidade de Tosic, Musa e Doumbia. Com o golo conseguido, acaba por levar um dos objectivos cumpridos.


Mas se há jogo que mais marca a diferença do que se viu o ano passado para o que se vai vendo nesta curta amostra, é o de hoje.

A intensidade, a quantidade de passes e a forma com a equipa se articula de forma colectiva são totalmente distintas.

O que falta nesta altura? Ritmo, pernas e consolidar automatismos. Já há muito trabalho feito em 6 semanas, mas há muito por onde crescer, principalmente a nível ofensivo.

Foi um pouco por isto que nos primeiros 20 minutos da segunda parte tivemos um Sporting menos capaz, menos forte. Ruiz já tinha rebentado e João Mário para lá caminhava. È aqui que Jesus volta a meter a equipa no jogo. Aquilani ainda não está em forma, mas já jogou muitos jogos importantes, já tem muita rodagem. É outro que "sabe tudo". Junta-se isso à sua classe e talento e o Sporting voltou ao jogo. Voltou a ganhar o meio-campo e partiu para 15 minutos novamente em cima do adversário, já com Mané e Gelson em campo. Resultado desse novo período de domínio, o golo de Slimani. O argelino estraga muitas jogadas, por deficiências técnicas na maioria das vezes, mas tem instinto de ponta de lança. É desse instinto que nasce o golo da vitória.

Continuo sem perceber a preferência de Jesus por Téo preterindo Montero. A diferença do que um e outro dão ao jogo é abismal. A equipa sairia beneficiada de forma geral, mas especialmente Carrillo e Ruiz teriam alguém do seu nível técnico e de decisão para "partilhar" criatividade.

Por outro lado, Carrillo voltou a ser assombroso. É curioso como com características diferentes, parece ter aprendido muito com Nani. A parar o jogo quando tem de parar, a ir para cima do adversário quando tem de ir, no fundo a tomar a decisão certa suportado por um modelo de jogo que o ajuda. Numa altura em que se poupam com tantos dispensados que se pague ao homem porque vai valer a pena. Desportivamente e financeiramente.

Não só quando se ganha se deve apontar o dedo à arbitragem. Mais uma vez não fomos "felizes" com os árbitros europeus. Ficaram dois penáltis por marcar que, sendo convertidos, fariam muita diferença na forma como o jogo de Moscovo seria abordado. 
Não foram e só temos de ir a Moscovo sem medo. O lugar entre os melhores está a 90 minutos de distância e o jogo de hoje mostrou que não há razões para ter medo.

13/04/15

Nuns dias chove, noutros faz sol.

Em Paços de Ferreira falharam-se golos suficientes para ganhar dois ou três jogos.
Em Setúbal,  não se aproveitou tanto o espaço que o adversário dava mas com alguma naturalidade o intervalo chegou com vantagem.

Depois, o choco acumulou-se nas barrigas e enquanto alguns dormiam a sesta, um coreano entrou pela área e reduziu.

Mais um jogo a sofrer, mais um jogo a ter de aguentar as unhas até ao fim. De um lado Olegário fazia o que melhor sabe, estragar jogos, do outro Carrillo aguentava a equipa. Se mais provas fossem necessárias de que o rapaz está cá de corpo e alma (e que é para renovar ontem), vejam e revejam este jogo, até a forma como celebrou os golos.

Nesta altura, estamos em cruise control para a final da taça. Há minutos para distribuir e é nesta altura que podemos experimentar e testar coisas diferentes. É preciso é haver vontade.