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18/12/14

Sonolentos em Moreira de Cónegos

 
Jogo apagado, sem garra da maioria dos jogadores. Salvou-se o do costume (Paulo Oliveira) e outro que poucas oportunidades tem tido desde que saiu da equipa (André Martins).
 
Para o Vizela era o jogo da época. Para a maioria dos jogadores do Sporting era um treino. Um treino que lhes podia ter corrido mal. A passagem nunca esteve verdadeiramente em risco, basta ver os 15 minutos que o Sporting faz até ao golo na segunda parte. Mesmo sem brilhantismo, bastou acelerar um bocadinho o jogo para os honrados rapazes de Vizela ficarem encostados à área.
 
Rosell, Saar e Boeck desaproveitaram a oportunidade de resgatarem mais alguns minutos no futuro. Se face ao mau momento de forma de William muitos achavam (eu incluído) que Rosell poderia ter uma oportunidade, o jogo de ontem talvez explique a insistência de Marco Silva no português.
 
Leva-se a passagem da eliminatória de uma competição que tem de ser encarada com mais atitude e talvez mais respeito pela maioria dos jogadores. Dado o pouco interesse que temos na Taça da Liga, passa pela Taça de Portugal a melhor e maior oportunidade de levantar um caneco este ano.

11/12/14

Reality check em Londres


Não era pelo jogo de ontem que passava o apuramento do Sporting. Como previsto, os 3 pontos perdidos nas deslocações a Maribor e Gelsenkirchen fizeram-nos falta, uma vez que o Maribor não conseguiu repetir a gracinha de não perder em casa.
 
O jogo de ontem foi uma chamada à realidade, à nossa realidade.
Pensavam alguns que por Mourinho utilizar alguns suplentes, o jogo seria mais fácil, que estaria mais ao nosso alcance. Mourinho resumiu tudo na conferência de imprensa. Qualquer daqueles suplentes seria titularissímo no Sporting e em qualquer equipa portuguesa. É outro nível de investimento, outro nível de jogadores. Um desses suplentes até é campeão do mundo, outro campeão de Espanha e vice-campeão da Europa. Se ainda lhes juntarmos Fabrégas e Diego Costa, que juntos custaram mais do dobro do nosso orçamento, dá para ter ideia das forças em confronto. Destaque para os dois rapazes da foto. Foram os melhores na noite de ontem, demonstrando que temos qualidade pese embora a diferença para o actual líder do melhor campeonato do mundo.
 
Ainda assim foi uma boa campanha, deu para deixar uma boa imagem num palco que tem de ser nosso, onde temos de estar de forma consecutiva por várias razões. Pela vertente desportiva, porque só se cresce e evolui a jogar contra os melhores, mas também pela vertente financeira. Mesmo sem apuramento o Sporting ganha 11.5 milhões em prémios, fora receitas televisivas e bilheteira. Inclusivamente numa altura de procura de patrocinador para as camisolas, uma montra como a Champions é um grande trunfo a nosso favor.
 
Objectivos para o resto
 
Diria que o grande objectivo passa pela qualificação directa para a Champions, algo complicado dado a distância pontual a que nos encontramos no campeonato. A Taça terá de ser outro objectivo, temos de voltar a conquistar títulos. Sobra a Liga Europa. Depende dos sorteios. Podemos ter o azar de apanhar já uma Roma ou um Liverpool e a coisa complica-se. Não são equipas invencíveis, mas a Liga Europa é uma competição estranha, onde por vezes os grandes são pequenos e os desconhecidos são grandes. Esperar para ver. A Taça da Liga servirá unicamente para rodar jogadores. 4 jogos para dar competição a Slavchev, Gauld, Rosell, Tanaka, Boeck e à malta da B.

19/10/14

Sporting, que partidazo!






Que festival! De todos. Adeptos, dirigentes, equipa e treinador. A forma como o banco salta no terceiro golo mostra a importância desta eliminatória.

Parece que o Sporting só ganhou porque o OPorto errou. Nada mais errado. O OPorto também errou muito por culpa de um Sporting agressivo, compacto e muito competitivo. Ficou mais uma vez à vista a diferença entre os dois clubes. O OPorto provavelmente terá melhores jogadores, mas a melhor equipa é o Sporting. Como é óbvio, ter o melhor jogador a actuar em Portugal ajuda muito à causa verde e branca, mas o Sporting desequilibra a balança a seu favor pelo seu colectivo.

Que bom foi rever o verdadeiro William. Que jogo! O segundo melhor em campo.
Que bom foi rever o Maurício do ano passado.
Que bom foi ver Paulo Oliveira, mesmo que haja trabalho a fazer para que bolas como a do golo não entrem por ali.
Que bom ver Patrício a ser Patrício.

Que prazer foi ver Nani jogar! Está tão acima dos demais que faz confusão. É ele quem gere a equipa, que diz por onde é que esta vai, como vai e quando vai. É o líder de uma equipa que segue unida atrás do seu treinador.

Já o fiz no facebook, mas queria relembrar mais uma vez que este é o mesmo treinador que muitos queriam despedir. Esteve muito bem a mexer na equipa ao longo do jogo, não só nas substituições, mas também nos ajustes às alterações que o OPorto fazia. A forma como celebra o terceiro golo e a sua conferência de imprensa pós jogo são as cerejas no topo do bolo.

O Sporting já não marcava na Luz há 7 anos.
O Sporting já não ganhava no Dragon há 7 anos.
Nem tudo estava mal quando empatámos com o Belenenses, nem tudo está bem hoje. Mas que seja agora dado o tempo e crédito a Marco Silva para continuar o seu bom trabalho.

31/05/14

Sporting : como acrescentar mais qualidade

Na cabeça de todos ainda está fresca a boa época que o Sporting realizou. Poderemos até considerar que a época foi muito boa se tivermos em conta todas as condicionantes, quer desportivas quer financeiras. Com a divulgação do R&C ontem, confirmou-se que o trabalho está a ser bem desenvolvido nas duas componentes.

Vamos por partes.

Treinador
Leonardo Jardim foi sem dúvida um dos grandes (ou talvez o maior) obreiro da última época. Poucos esperariam um ano tão bom tendo em conta o passado recente e o grande desinvestimento que a equipa sofreu. Aqueles que agora dizem estar satisfeitos com a saída de um "mercenário" são hipócritas e mal agradecidos. É certo que o Sporting projectou Leornardo Jardim, mas muito do bom que se viu na época que agora termina, deve-se ao bom trabalho do madeirense. Algo que não se verificou apenas no Sporting, mas por todo o lado por onde passou. Que assim continue no Mónaco, que o Sporting tirará dividendos do seu sucesso. Isto leva-nos a outro ponto. A temporada foi de tal maneira inédita que pela primeira vez o Sporting vendeu um treinador. 3 milhões no imediato e mais 3 que dependem do sucesso de Jardim no principado são um bom negócio.

Marco Silva é o homem que se segue. Deu muito boas indicações no Estoril (onde nunca perdeu com o Sporting), mas a exigência vai ser diferente. Penso que a sua ideia sobre como deve jogar se ajusta ao Sporting, ser dominante durante os jogos. Restará saber como o fará quando não tiver o espaço que as outras equipas davam ao seu Estoril. De qualquer das formas tenho confiança no seu trabalho e essencialmente em quem o escolheu. A celeridade com que todo o processo foi tratado revela o tipo de trabalho que agora se faz em Alvalade. A bola que bate na barra e não entra perdeu muita importância.

Plantel

Olhando para o rendimento da última época o Sporting gravitou à volta de 14/15 jogadores. Os 11 titulares, Slimani, Mané, Wilson/Héldon e Dier. Acabou por chegar, tendo em conta que não houve competições europeias e que fomos prematuramente eliminados na Taça de Portugal. Mesmo assim, foi evidente, especialmente no final da época, que não existiam muitas soluções no banco, particularmente no meio-campo. 

William, Adrien e até Martins nunca tiveram concorrência à altura. Com o regresso de João Mário e a contratação de Slavchev o problema poderá estar resolvido. Continua no entanto a faltar o chamado 10. Será Shikabala ou terá de haver nova contratação? Falta saber se Vitor e Wallyson, por razões diferentes, contam para a nova época.

Para a defesa já chegou Paulo Oliveira, a meu ver para ocupar a vaga de Dier que assumirá a titularidade com a mais que provável saída de Rojo. Cédric terá em Petkovic o seu concorrente directo. Fica a faltar um central para fechar o quarteto (Tobias?) e um concorrente para Jefferson.

No ataque a coisa é mais bicuda. Se Montero e Slimani corresponderam em alturas diferentes (e mesmo assim devem contar com mais um concorrente), nas alas apenas Mané fez uma boa época. Todos os outros foram demasiado intermitentes. Capel deve sair, pelo ordenado e até aproveitando uma ponta final de campeonato de maior fulgor. Héldon não deve sair ao fim de 6 meses. Sobram Carrillo e Wilson. Um dos dois sairá. Carrillo é talvez o maior talento do plantel, mas é também o seu jogador mais irregular. Wilson é um bom rapaz, da formação, talvez mais útil como segundo avançado do que como extremo. Pode ser útil, mas creio que a sua permanência dependerá do que se conseguir encontrar no mercado. A estas contas podemos somar Esgaio, que pelo rendimento que apresentou na equipa B nos últimos 2 anos merece uma oportunidade.

Fazendo as contas de forma rápida, o plantel contará com 24/25 jogadores. Um número ligeiramente superior a este ano, mas que se justifica. Na pior das hipóteses o Sporting terá mais 10 (4 de campeonato e 6 na Champions) jogos na próxima época, levando a que o plantel seja mais extenso, em quantidade e qualidade.

Pelos jogadores que já entraram e pelos que se dizem poder vir a entrar, muitos vão atacar o Sporting dizendo que não apostará na formação como em outros anos. No mínimo mais um jogador da formação fará parte do plantel e a integração desta malta não pode ser forçada, apenas para que um Jorge Mendes desta vida nos venda o menino ao magnata de Singapura. Se todos os anos pudermos subir 1 ou 2 miúdos de forma sustentável e responsável, já será muito bom.

Olhando para tudo isto e sabendo que as trutas não vão existir, o Sporting partirá sempre atrás de Benfica, principalmente, e Porto. Mas parte muito menos atrás que na época anterior, o que só abre boas perspectivas para a próxima.