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24/01/16

Quando a cabeça quer, os pés acompanham


Não digo que tenha havido falta de empenho nos últimos dois jogos, a equipa até fez mais que suficiente para garantir duas vitórias. Diria que faltou um maior sentido de urgência, uma vontade de esmagar o adversário desde o primeiro minuto, tal como tinha acontecido nos três jogos anteriores.

Desde o primeiro minuto apareceu o Sporting dominador e que tem merecido a liderança do campeonato. O Sporting que, ao contrário das várias versões de Jesus no Benfica, quer atacar com rapidez, mas que a sabe refrear, retirando a bola do jogo em certos momentos.

Rui Patrício fez 0 defesas no jogo. Nunca o Paços foi capaz de ter bola ou de sequer fazer transições rápidas. O grande responsável por isto? William. Quando está bem é um porto seguro neste tipo de jogos. Contra uma equipa do Paços recuada e muito junta, William foi essencial a servir de pêndulo mais atrás, contando com Adrien para a pressão imediata após as perdas de bola. Foi graças a estes dois que os períodos em que a bola não passava do meio-campo do Paços se avolumaram e foram a nota dominante do jogo, particularmente na segunda parte.

A boa exibição da parelha do meio, soltou o artista na frente. Que jogo de João Mário! Mais um a juntar a uma grande época. Pelo meio, pela direita, pela esquerda, enche o campo de classe, decisões certas e de lances que aproximam a equipa do golo. É com alguma distância o melhor jogador português da Liga neste momento.  Mesmo com os golos de Slimani, foi o melhor em campo. A qualidade estava lá e Jesus está a fazer com que ela se mostre em todos os jogos.

Palavra também para Slimani, mais do que os golos notei muito o trabalho individual que Jesus falou em algumas entrevistas. Com a maior proximidade entre todos os jogadores, as decisões têm sido mais fáceis e Slimani tem decidido melhor, parecendo até mais inteligente a jogar. Ao nível técnico a diferença é ainda mais notória. Comparar o Argelino que aterrou em Lisboa em Agosto de 2013 e o actual ponta de lança do Sporting não faz sentido. A sua evolução a jogar, e até nos números, tem sido assombrosa e torna o Sporting uma equipa mais perigosa em qualquer jogo.

A única coisa negativa de ontem foi o golo sofrido. Pela forma como foi concedido, até por não termos permitido qualquer oportunidade de golo ao adversário, é daqueles que custa a sofrer.




03/01/16

O mais forte candidato ao título mora em Alvalade


Percebo o que Jesus diz pela falta de hábito que o Sporting tem de, nos últimos anos, andar verdadeiramente na luta pelo título.

É impossível esconder o seu grande trabalho e a forma como já mudou esta equipa. A forma como o Sporting aborda os jogos, a forma como venceu os seus dois rivais directos nesta volta mostram que é a melhor equipa. Poderá não ser campeã, porque o campeonato é muito fraco e uma escorregadela é fatal, mas é a equipa que está mais bem preparada para o ser. O Porto é mais forte individualmente e o Benfica vai ganhando sem jogar futebol. Mesmo mais forte colectivamente, o Sporting não tem uma vantagem assim tão confortável.

Numa primeira parte mais disputada, notou-se uma grande diferença neste Sporting para o da época transacta. João Mário o ano passado era um bom jogador, mas não era este monstro que agora aparece em campo. O próprio Adrien, que tantas vezes aqui critiquei por falhar demasiado defensivamente, ontem fez um jogo exemplar nesse aspecto. João Pereira, Oliveira, Naldo e Jefferson. Nenhum é extraordinariamente bom e formam a defesa menos batida da Liga. Não é sorte, é trabalho, trabalho de Jesus.

A primeira parte foi sendo disputada por culpa de dois jogadores, Brahimi e Corona. Era pelo possível perigo que podiam criar que o jogo se ia equilibrando. O Porto acabava por segurar mais a bola e é uma equipa que sabe pressionar rápido quando perde a bola. Até ao intervalo isso foi bastando para equilibrar o jogo, mas não o marcador. Slimani de cabeça é fatal.

Na segunda parte, um jogo completamente diferente. O meio-campo do Porto nunca foi capaz de ter bola como na primeira parte, abusou ainda mais do passe longo do que havia feito na primeira parte e o jogo ficou à disposição do Sporting, que o controlou defensivamente enquanto tentava ampliar a vantagem progredindo rapidamente no campo. Foi assim que criou várias oportunidades para marca e foi assim que matou o jogo. Grande passe de Ruiz e boa finalização de Slimani.

Esta vitória não resolve nada, apenas devolve a melhor equipa à liderança do campeonato. Segue-se uma deslocação a Setúbal e dois jogos seguidos em casa. Três jogos de vitória obrigatória. É nesta altura que o Sporting tem de tentar ampliar a vantagem. Em Fevereiro volta a Europa e os jogos importantes vão acumular-se.

Uma última nota para a arbitragem. Não influenciou o resultado, mas foi fraquinha. Não consigo gostar de árbitros que apenas conseguem controlar jogos distribuindo amarelos por parvoíces.

22/11/15

A injustiça e uma superioridade avassaladora


Escrevi no twitter, no final dos 90 minutos que era injusto para o Sporting ir a prolongamento. Era o que melhor resumia o jogo até então, tal a diferença de argumentos entre as duas equipas. 

O Sporting é uma equipa bem trabalhada que ainda não atingiu o seu ponto de rebuçado (as equipas de Jesus são melhores em Fevereiro/Março) mas  sabe sempre o que tem de fazer, sabe reagir ao que o jogo oferece e pede, sabe estar em campo em qualquer momento do jogo.
Do outro lado tudo diferente. Vi muitas equipas fracas dos dois lados desde que vou à bola ainda no velho Alvalade, mas não me lembro de um Benfica tão fraco, sem ideias, sem capacidade para fazer 3 passes seguidos. É confrangedor ver um conjunto de alguns bons jogadores completamente perdido em campo, vivendo à base de algum rasgo individual. É algo a que, infelizmente, estava mais acostumado a ver deste lado.

O Benfica fez um golo num bom contra-ataque e saiu de Alvalade aos 6 minutos, não mais sendo visto. Nos 116 minutos seguintes apenas existiu uma equipa em campo, com dois maestros a dirigirem a orquestra. João Mário e Bryan Ruiz fizeram um jogo impressionante. São dois "10" a jogar a partir de uma ala, muitas vezes indo para o meio onde a bola se torna mais perigosa para o adversário, e que bem que o fazem. Com William a meter Gaitán no bolso e Adrien com um jogo com uma agressividade defensiva mais adequada ao modelo de Jesus, o jogo foi de sentido único.

Quem nos segue lembra-se de um artigo em que dizia que com William e Ewerton a equipa atacaria melhor. O brasileiro dá coisas que Paulo Oliveira e Naldo não são capazes. A saída de bola dá-se com outra qualidade, com mais perigo para o adversário. O tal patrão da defesa está ali, não é preciso mexer mais. Assim aguente o físico. 
Posso só dizer que é um crime se Esgaio for emprestado? Vou repetir isto até janeiro.

Muitas vezes aponto os evidentes defeitos de Slimani. Estão à vista e são notórios. Mas o argelino tem outras (grandes) qualidades. Uma equipa também se cria por atitudes, pela união entre os seus membros. Slimani é nesta altura a sua alma, aquele que dá o mote para que todos consigam fazer mais um pouco, consigam correr mais uns metros, para que todos sejam capazes de deixar tudo em campo. A vitória é de todos, adeptos, Jesus, jogadores, mas a fatia de Leão hoje é de Slimani.

Para quem acreditava que Jesus não era a pedra-chave no sucesso que uns tiverem e que outros podem vir a ter, os jogos (mais do que os resultados) não mentem. 
Domínio no primeiro round, superioridade no segundo e um "amasso" no terceiro. Durante 6 anos, os papéis estiveram trocados.

Ps: Quando Mitroglou marcou, vários adeptos benfiquistas celebraram nas bancadas de sócios do Sporting. Sem problemas, sem provocações, sem stress. Devia ser sempre assim, afinal de contas só lá fomos para ver a bola.


09/11/15

Sporting à Bessa com estrelinha



Contra equipas fechadas e/ou a jogar para o pontinho os problemas são sempre os mesmos. Diz-se que o jogo do Sporting é lento.

Verdade, falta velocidade de raciocínio a alguns jogadores do Sporting. A outros falta capacidade técnica, não para fazer fintas, mas para receber e passar uma bola jogável. A outros faltam as duas coisas.

Do meio-campo para a frente, apenas João Mário, William e Ruiz têm estas duas qualidades. São inteligentes e tecnicamente evoluídos. Depois temos Adrien que é bom tecnicamente e pouco inteligente a jogar, Téo que é semelhante mas pior tecnicamente e Slimani, que acaba por ser o pior tecnicamente mas até chega a parecer esperto ao lado dos outros dois. Depois compensam, na óptica de Jesus, com outras coisas. Slimani e Téo são fortes defensivamente e fisicamente e Adrien é líder. Parece algo sem importância, mas não é.

O problema é que a equipa acaba por ter os seus piores jogadores colocados na zona mais importante, no centro. O Sporting tenta jogar entre-linhas e ter um jogo interior forte. Quem é que lá tem a participar na construção dos lances? Adrien, Slimani e Téo. É assim que surgem jogos complicados contra autocarros (Boavista) e equipas com processos defensivos bons/razoáveis (Estoril e Arouca). 

Desportivamente Carrillo faz muita falta, assim como uma maior aposta em Montero. Estivesse o peruano disponível e João Mário poderia jogar no meio. O Sporting passaria a ser uma super-equipa com estas 3 alterações? Não e não ganharia sempre, mas estaria muito mais próximo de o fazer.

O jogo de hoje foi igual ao do Bessa nesse aspecto. A tal falta de qualidade que Jesus referiu naquela altura, notou-se hoje. Jesus voltou a dar conta disso na conferência de imprensa pós-jogo. Mas também não percebo a exclusão de Mané dos convocados, outro que poderia acrescentar essa "qualidade".

Defensivamente o jogo esteve sempre controlado e o Arouca pouco fez para mudar isso. Foi uma equipa aguerrida e com direito a treinador/jogador. Naldo é idiota por fazer o que faz, mas é triste espectáculo a fita que Lito faz, culminando com aquele andar a cambalear como se tivesse sido atropelado.

A vitória acaba por ser feliz. Pela forma como o golo nasce, pelo penalti que fica por assinalar a favor do Arouca (noutra patetice de Naldo) e pelo jogo pouco criativo da equipa. Numa jornada em que Porto e Benfica já haviam ganho, era importante ganhar e segurar a vantagem para a pausa para selecções e taça. Desta vez foi com estrelinha.

29/07/14

Destes, saem dois de Alvalade

Héldon, Rojo, Slimani, Patrício, William, Dier.

É o meu palpite para a shortlist das saídas. Também metia Capel nestas contas, mas não sei até que ponto terá mercado com aquilo que ganha.

Eu aposto em Héldon e Rojo. 
Héldon porque foi um tiro ao lado. Porque Shikabala tem sido usado a extremo. Porque Capel tem sido utilizado e bastante. Com Mané e Carrillo seguros, na minha opinião, os 4 extremos estarão fechados. Eu trocava Capel por outro, mas isso sou eu. Deve ir num negócio à Wilson, empréstimo com opção.

Rojo porque há mais 4 centrais, porque temos apenas 25% do seu passe e porque está valorizado. Dier tem só 20 anos e ainda comete alguns erros, mas só se tornará no grande central que aparenta se jogar. Gostava de ficar com Rojo mais um ano, mas prefiro a sua saída à de William.

Também incluía Slimani nestas contas porque está brutalmente valorizado, como duvido que volte a estar. Gosto dele, mas não é um portento. É necessário no plantel mas nunca poderá ser um titular, porque é um bocadinho "Jardel". O bocadinho que precisa que a equipa jogue por ele, faltando sempre o bocadão de ser tudo o resto que Jardel era. Dito tudo isto, duvido que se vá embora.

Sabendo que muito dificilmente toda a gente fica, quem seriam as vossas apostas para sair?



13/04/14

Marcar cedo e jogar devagar


Foi a receita para hoje. A equipa chegou cedo ao golo e abrandou. Mentira, quase toda abrandou. Cédric e Carrillo foram sempre acelerando, fazendo o novo mal-amado de Alvalade uma boa primeira parte, como há muito já não fazia. Mas na bancada o que mais se ouvia era um "porque é que ainda apostamos nele". É a diferença, quando Carrillo se atrapalhou num contra-ataque na 2ª parte foi assobiado. William falhou 3 seguidos e "saiu mal pá". Culpa das suas performances anteriores, mas também falta de vista de alguns.

O jogo arrastou-se na 2ª parte. O Gil não existia e o Sporting sempre que acelerava quase criava perigo. Quase porque faltava sempre qualquer coisa. Uma recepção, um passe, havia sempre um pequeno empecilho. A desinspiração de Mané, Adrien e Jefferson não ajudou.

Bem Jardim nas substituições. Martins, outro mal amado, trouxe um bocado de cabeça ao jogo da equipa, sendo mais tarde ajudado por Montero, um que também já é visto por alguns como um barrete. Ah, como me vou rir quando vir o Fredy no inicio da próxima época, com férias para descansar.

Palavra para Rojo. A oposição era muito fraca, mas não deixou de mostrar o grande jogador em que se está a tornar. Tanto tempo se pediu um central que saísse a jogar e temos 1 (e outro no banco). É muitas vezes graças ao argentino que se foge à nova forma de nos condicionarem, com marcações apertadas a  William. Não vai por um vai pelo outro e sempre com qualidade. Era tão bom manter esta equipa junta e acrescentar-lhe 2 titulares e 2 peças extra para o banco.

23/03/14

Primeira batalha na ilha vencida

Falta a dificil deslocação à Choupana. Nada que meta medo a esta tropa.


Não foi um jogo muito bem jogado, mas foi um jogo consistente. A única falha deu em golo adversário.
O Marítimo teve 2 ou 3 jogadas relativamente perigosas na 2ª parte, mas nunca pareceu capaz de nos roubar a vitória.
 
Este não era um jogo para Slimani. Tem marcado e merece a titularidade por isso, mas com o espaço que o Marítimo abria entre linhas, Montero podia e devia ter entrado mais cedo.
 
Gostei, mais uma vez, de ver Mané mais no meio. Dá-nos velocidade, criatividade e imprevisibilidade naquela zona. Perde-se algum rigor, mas o ataque ganha claramente.
 
Nota: Já só faltam 540 minutos de William no Sporting.

17/03/14

Deixem-me chorar mais um bocado...

...por pensar que o William se vai embora no fim da época.


O Sporting venceu e bem o mais fraco Porto que me lembro de ver pisar Alvalade. Sim, mais fraco até que o de Couceiro ou de Otávio. Este Porto é Quaresma e só Quaresma. Todos os outros ou são fracos (Abdoulaye é uma piada de mau gosto) ou estão a anos luz do que sabem.

Do nosso lado as coisas estão ao contrário. Que jogo de Rojo e Dier. Que grande dupla que formam, fazendo-me pensar que não me importava de ver Maurício no banco até ao fim da temporada. Não que o brasileiro tenha feito algo de mal, mas por mais esforçado que seja, os outros dois têm mais qualidade. À frente deles, o melhor jogador desta liga a par de Enzo. A classe brota-lhe a cada toque, cada passe, cada desarme. É uma pena que se vá já embora e não esteja connosco para atacar o título em pé de igualdade com os nossos rivais. Este triângulo, não esquecendo Adrien, foi a base de uma boa exibição, bem conseguida e que justificou a vitória. Não da forma como aconteceu, mas foi justificada.

Pode dar-se o caso de dizerem que a choradeira de BdC surtiu efeito. O que nos foi retirado no Bonfim foi-nos hoje devolvido. Não gosto de ganhar assim, mas não me lembro de ninguém a reclamar pela verdade desportiva quando Maicon marcou assim na Luz ou quando Capela não viu 3 penaltis no mesmo estádio.. A arbitragem portuguesa é má e enquanto apenas se preocuparem em tomar conta dela e não em melhorar tudo o que a rodeia, vamos continuar com estas asneiras, jogo após jogo.

02/03/14

Coração de Leão

 
 
Mais um autogolo injusto e mais uma remontada.

Quem não perceber uma beata de futebol, ou escrever crónicas ridículas para o maisfutebol, dirá "Este Sporting agora só ganha pela margem mínima, estão a abrandar". Este Sporting desde 24 de Novembro sofreu 5 golos para a Liga. 1 em Arouca, 2 na Luz e estes últimos 2, que são auto-golos. Se em Vila do Conde fizemos uns primeiros 45 minutos um bocado abaixo do que já fez este ano, ontem nem por isso. Ontem o Sporting entrou bem, muito bem. Um pouco na onda do jogo com o Olhanense. O problema foi o mesmo desse jogo, não marcar. Carrillo não jogou mal, Mané esteve mexido e a tomar cada vez mais decisões certas e Slimani perdulário.
 
O Braga mostrou o mesmo de sempre. Que Rafa é bom jogador, é rápido, mas faz sempre a mesma finta. Que Alan com os seus 34 anos, continua a ser o melhor que ali anda. Que Ruben Micael é sofrível. Mas conseguiram ir para o intervalo a ganhar, graças a uma má saída de Patrício e a uma carambola que levou a bola para dentro da baliza. Uma injustiça, ainda mais realçada pelo falhanço de Slimani e Maurício já nos descontos.
 
Onde o Sporting esteve mal foi nos primeiros 15/20 minutos da segunda parte. Aí sim, a equipa pareceu um bocado perdida e sem soluções. Mal se refrescou, especialmente com a entrada de Capel, voltou o ânimo e o coração de leão. Uma reviravolta justa, carimbada pelo amuleto argelino.
 
Rojo mostrou mais uma vez que o trabalho de Jardim não se cinge a montar uma equipa, também potencia quem nela joga e Magrão surpreendeu, aparecendo bem quando a equipa mais precisava.
 
O que não surpreendeu foi a atitude das claques durante o minuto de silêncio a Coluna. Não me lixem com o "Eusébio e Coluna destilaram ódio ao Sporting". Se dizemos ser diferentes, temos de o demonstrar.

22/02/14

Afinal há banco em Alvalade


Jogo complicado como têm sido quase todos ultimamente. Com a quebra de Martins e a seca de Montero, tem sido mais fácil para os nossos adversários criar-nos problemas e prolongar algum sofrimento nos jogos. Se contra o Olhanense esse sofrimento foi exagerado pelo que se jogou, hoje não o foi. A equipa esteve amarrada na primeira parte e nunca conseguiu pagar verdadeiramente no jogo. Maurício fechou uma semana de azar com um auto-golo (e dois enormes cortes na primeira parte) e a equipa acusou muito o golo. Porque tinha voltado do intervalo melhor, mais rápida e porque o golo resultava de alguém que pouco falha. Mal Jefferson naquela brincadeira.

Só voltou à tona graças à nossa arma secreta mais conhecida. Slimani voltou a marcar e a marcar pontos. Veremos como a equipa se dá sem os apoios de Montero na próxima jornada e com o jogo mais físico do argelino. A partir do empate o jogo virou e deu Sporting até ao fim. Mané voltou a resolver e a dar outra vitória, importante para meter muita pressão no Borussia do Porto e alguma no clube do Manel.

Na próxima semana não há Adrien nem Montero. Já agora que não haja Wilson e Héldon. Que Carrillo e Mané acompanhem Slimani e André Martins jogue outra vez na sua verdadeira posição, de frente para o jogo. O outro lugar, bom... dá para o Elias ser integrado a meio da semana?

19/01/14

Alguém que mande o golo do Slimani ao Joaquim Rita


A imagem mais pixelizada tem um propósito. Tanto nos quiseram ensombrar com os terrenos pesados da chuva, tanto nos quiseram enfiar o rótulo de equipa que não vai aguentar condições adversas que a equipa respondeu em campo. Com Esforço, Dedicação e Devoção, mais 3 pontinhos de Glória. A união que esta malta mostra é assinalável.
 
O jogo foi complicado. Uma entrada a dormir, que um Arouca a todo o gás soube aproveitar. Só que estas equipas têm todas o mesmo problema. Gastam tudo muito depressa e depois...pois. Depois é defender tudo o que se possa. Hoje tinham um aliado, o bicho papão do terreno pesado. Mas isso não impediu esta equipa de crescer mais um pouco e saber ganhar sem jogar bem, sem ter a bola pelo chão. Também fica mais fácil quando se tem alguém que percebe, e muito, da poda. Muito bem Jardim nas 2 primeiras substituições. Mudou primeiro para um 442, tornando Wilson praticamente noutro médio e depois ao tirar William para aproveitar a melhor qualidade de Adrien nas bolas longas. O resto é um amuleto argelino. Um Pinheiro que não é assim tão tosco e que luta muito.
Luta ele e lutam aqueles que andam de leão rampante ao peito. É por isso que por esse mundo fora há muito orgulho neste grupo, nestes rapazes. Não é preciso serem campeões, basta terem esta atitude em todos os jogos. Se a juntarem à qualidade que têm, nós vamos sonhando mais um dia.
 
Jardim diz que o Sporting se está a tornar numa grande equipa. Pode ser curta de banco, mas grande já é.
 
Já agora vejam a capa do Record. Se depois disso continuarem sequer a abrir o site deles e a dar-lhes dinheiro com as publicidade, são idiotas.
 
Ps: O vermelho ao jogador do Arouca é exagerado, para não dizer outra coisa. Mas não, estes árbitros são dos melhores do mundo.

22/12/13

A fruta pode ser servida de várias maneiras

 
Foram dois pontos perdidos.
 
O jogo
O Sporting tentou desde o primeiro minuto e desde esse minuto o Nacional apenas tentou não perder e aproveitar um qualquer contra-ataque. Ia sendo bem sucedido na segunda parte. Patrício voltou a não ser chamado a salvar e isso mostra que o Nacional "foi claramente quem teve as melhores ocasiões".
 
Ao contrário do jogo da semana passada, o Sporting rapidamente se conseguiu impor no jogo. Com algum excesso de vontade, o que tornou o ataque atabalhoado em certas jogadas, mas sempre sem que o Nacional conseguisse assumir algo mais do que uma postura defensiva em todo o jogo.
 
Mas com este jogo, e até por todo este domínio, ficou mais uma vez à vista o calcanhar de Aquiles deste plantel. Sem competições europeias e com as limitações financeiras que se conhecem, o plantel precisaria de mais 1 ou 2 jogadores de ataque. Sim, de ataque. Um médio verdadeiramente ofensivo e um extremo. Wilson é bom jogador, mas não é o tipo de jogador que mexa com um jogo fechado como o de ontem. Gosto dele, mas não é este tipo de jogador. Mané é um menino. Ora num jogo em que Capel não jogou e Carrillo se perdeu depois do intervalo, falta um outro abre-latas no banco.
O médio é o meu velho cavalo de batalha. Vítor não é um médio de grande equipa. Não é mau jogador, mas não me parece que seja capaz de ser uma verdadeira solução. E foi por isso que Jardim puxou logo do trunfo argelino ao intervalo. O problema é que com isso o Sporting perdeu o meio campo e até deu maior liberdade ao Nacional para respirar e pegar mais no jogo. Esse jogador até podia ser o meu mal amado Labyad. Se Jardim transformou Rojo num central fiável, deixem-me acreditar que faria de Labyad o médio ofensivo que o plantel precisa.
 
A arbitragem
Não vou ficar agarrado ao lance de Slimani. Esse é simples. São dois erros. Slimani não faz falta, mas sim Montero quando a bola cruza a área a primeira vez. Não só a equipa de arbitragem ( creio que foi o bandeirinha ) marcou a falta que não existia, como não assinalou a que existia. Não seria golo de qualquer forma, mas o erro existe.
O que me chateou mesmo foi tudo o resto. O título fala de fruta e foi disso que os jogadores do Nacional andaram a distribuir na primeira parte. Fruta e da boa, ao ponto de lesionarem Martins, de Jefferson não ter ficado bem tratado. Apesar da brutalidade dos jogadores do Nacional, nem cartões nem faltas. Ao intervalo até era o Sporting a equipa mais faltosa. Bastará rever o jogo para se perceber que essa estatística atesta bem a qualidade da arbitragem de ontem. Não deixa de ser curioso que Manuel Mota fosse até ontem o árbitro com a maior média de cartões, quer amarelos quer vermelhos, por jogo. Ontem deixou-os em casa.
Não foi um roubo o que se passou ontem em Alvalade. Foi sim, uma arbitragem muito bem preparada.
 
 
O resto
Pese embora tudo isto, creio que nenhum Sportinguista não tem motivos para deixar de estar orgulhoso em tudo o que foi feito até agora. Sempre se falou que o Natal era o Cabo das Tormentas do Sporting. Mesmo com o resultado de ontem, o Sporting segue em primeiro e tem um Natal como já não tinha há muito.

24/11/13

O amuleto argelino


 
Sporting 1-2 com o Marítimo. Slimani entra para fazer o empate.
 
Sporting a perder 3-2 com o Benfica na Luz. Slimani entra para fazer o empate.
 
Hoje entrou para dar a vitória frente ao Vitória.
Jogo complicado, não muito bem jogado da nossa parte. Os adversários começam a perceber onde está a força do Sporting. Dão André Martins um pouco de borla e focam-se em Adrien e William. Como o André não está na melhor forma, não só não aproveitamos o espaço que ele tem como a nossa construção sofre. A equipa foi organizada e sempre competente a defender. Mas, também por ter um Vitória mais recuado em casa do que se esperaria, o jogo a meio campo não nos sai com a mesma fluidez do inicio da época.
 
Mas também é assim que as grandes equipas se formam e crescem, aprendendo a ganhar mesmo quando não jogam muito bem. Mais um degrau que se subiu.
 
Por último. Foi tão bom ver o verdadeiro Dier jogar de novo não foi?

10/11/13

A alma leonina e as dores de crescimento

 
Houve de tudo na Luz. Golos, emoção, incerteza no resultado e muita festa. Já começa a ser habitual esta mistura nos dérbis da taça. Nos últimos 3 temos um 3-3, um 5-3 e agora um 4-3. Palavras para quê? É o dérbi de Portugal, o jogo que é mais especial que qualquer outro.
 
 
O Sporting voltou a demonstrar que ainda não é aquilo que todos queremos e que ambicionamos num futuro bem próximo, uma grande equipa de forma consistente. Mais uma vez o Sporting soube ter bola, mas não a soube ter da forma certa.
 
À imagem do jogo do Dragão, o Sporting até entrou sem medo mas sofreu um golo demasiado depressa. Cardozo, pegou na batuta de Liedson e continuou a sua cruzada pelos dérbis.
A nossa malta ainda se conseguiu erguer, pegar um pouquinho no jogo e aproveitar a única oportunidade que tivemos de bola corrida na 1ª parte. Capel a confirmar a veia goleadora dos últimos jogos. Mais uma vez, igual ao Dragão. Marcar para mal saborear o empate. Cardozo outra vez. E outra vez. Intervalo. Pensei para mim "talvez seja hoje que a malta não aguente o choque, que não seja capaz de reagir".
 
Enganei-me. Embora não tenha conseguido pegar no jogo até ao golo de Maurício, o Sporting mostrou que não tinha desmoronado. A equipa acreditava e fez com que os 6500 na bancada acreditassem com ela. Foi a partir daí que o Benfica também criou mais perigo. Jardim já tinha arriscado e havia mais espaço. Adrien e William jogavam por 3, mostrando que deviam estar lado a lado na nossa selecção que tão bem tem estado no miolo.
 
Slimani ao poste. Pensei que tinha sido o nosso canto do cisne. Mas não, já depois da hora o "pinheiro" voltou a facturar.  Slimani 3, Ghilas 0.
 
Vinha o prolongamento e tinha tudo para ser nosso, até acontecer aquela parvoíce. Mais do que ser inglório perder no prolongamento depois de recuperar fora de uma desvantagem de 2 golos, perder com uma fífia de quem já tantas vezes nos deu vitórias ou evitou derrotas certas, custa e muito.
 
 
Mais uma vez ficou demonstrado que já crescemos muito em pouco tempo, mas temos ainda muito para crescer, ganhar tarimba para estes jogos, não empatar e sofrer a seguir. O "Nós acreditamos em vocês" faz todo o sentido, esta malta merece.
 
 
Arbitragem? Subscrevo o que o David Duarte escreveu no Cabelo do Aimar.

03/11/13

Afinal o Leão não morreu



Durante toda a época temos ouvido "O Sporting não é candidato? O tanas é que não é!". Durante a última semana "O Sporting? Coitados, são limitados, não chegam sequer para o pódio". Curiosamente nada disto foi dito por Sportinguistas.
 
Toda esta gente queria ver o Sporting a vacilar depois da derrota no Dragão. "Os miúdos não vão conseguir reagir a isto". Foi por isso que se criou uma oportunidade de golo logo aos 2 minutos. A alma da equipa (Capel) fez questão de puxar por todos durante quase 90 minutos.
 
"Se as coisas lhes começam a correr mal, eles vêm por ai abaixo". Para azia de muita gente não vieram. O Sporting, pese embora não ter criado oportunidades em catadupa na primeira parte, foi sempre mais equipa que o Maritimo.  Sim, aqueles pontapés para a velocidade dos gajos das ilhas foram criando algum perigo. Os gajos sabem o que é uma bola e a falta de ritmo de Dier ajudou um pouco.
 
Mesmo estando em desvantagem o Sporting não desesperou e continuou a jogar o que sabe, criando mais oportunidades do que na primeira parte.
 
Jardim, o tal que muitos dizem "ser meio nabo nas substituições", mexeu e bem. Percebeu que Carrillo não ia dar nada, que não estava a saber fazer companhia a Montero nos cruzamentos de Capel e meteu Wilson, que até ajudou mais a defender. Faltava apenas um gajo maior, para responder aos muitos cruzamentos bem feitos, principalmente pela ala esquerda. Entrou Slimani para fazer o empate e falhar a tranquilidade. Pelo meio Adrien fechou as contas.
 
Para os que querem "testar" o Sporting todas as semanas, aqui fica mais um passado. O da reviravolta no marcador após uma derrota num clássico.
 
Na próxima semana há derby. Não há razão nenhum para que qualquer Sportinguista não acredite na vitória no próximo sábado. Eles são muito bons, mas acreditem que nós não somos assim tão maus quanto nos pintam.
 
Um registo privado. Slimani 2, Ghilas 0.