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10/08/15

Supertaça a verde: Dominar para ganhar

11/02/2014. O Sporting de Jardim ia à Luz com dois avançados, apostado em surpreender o Benfica de Jesus.
Todos se lembram do que se passou nesse jogou. Um Benfica avassalador e um Sporting sem ideias e a não conseguir jogar.



Tendo em conta que é o primeiro jogo da época e com o que ainda há para desenvolver até Fevereiro, o jogo de ontem foi assim. Mais uma vez a equipa de Jesus meteu a outra no bolso, dominando o jogo do início ao fim.

E o que se viu ontem? As ideias de 6 anos de Benfica apareceram em 6 semanas de Sporting. Não têm a sua maturação, os dias e dias de trabalho, mas estão lá. Defensivamente já lá estão todas e vão ser cada vez mais sistematizadas. Ofensivamente começam a aparecer, embora se note que ainda há muito por onde crescer e evoluir. Teo ainda não tem os 5 anos de trabalho de Lima, por exemplo.

Do outro lado, a diferença também foi notória. Bola no central e charuto para Jonas. Se o brasileiro a apanhasse, a redondinha seguia para Gaitan ou Ola John inventarem um lance. O Benfica até foi capaz de criar algum perigo, mas não da forma regular e consistente como era habitual. Isso existiu apenas do lado do Sporting.

A diferença também se reflecte nos jogadores. Se Jonas foi uma sombra do que foi o ano passado, João Mário (mais que qualquer outro) encheu o campo com classe e confiança. A tal confiança que Jesus falou na conferência de imprensa foi das coisas que mais impressionou no Sporting e João Mário é o maior exemplo disso.

Acrescento ainda algo que notei de diferente. O Benfica de Jesus era uma equipa que não descansava, que não deixava de procurar marcar mais um golo, levando numa ou noutra ocasião a um golo sofrido. Nos últimos dois anos isso foi mudando e ontem voltou a notar-se um maior controlo do jogo com bola depois do golo do Carrillo. É esse o passo que falta para que o Sporting domine e controle o jogo contra qualquer equipa. Saber ter bola e fazer o adversário correr atrás dela.

A fruteira já cá canta, agora é entrar na Liga dos Campeões e amealhar uns trocos.




02/08/15

O que se nota? Trabalho, trabalho e trabalho


Este Sporting não é (nem poderia ser) um trabalho acabado. Estamos numa fase muito inicial da época, há jogadores ainda fora de forma e faltam dois dos melhores da equipa, William e Ewerton.

Nota-se claramente um modelo, uma ideia de jogo. A mesma que foi evoluindo nos últimos 6 anos do Benfica e que lhes valeu os últimos 2 campeonatos, de forma totalmente justa.

Ao fim de um mês é notório o trabalho defensivo, não só na linha mais recuada, mas da equipa enquanto conjunto. Já existe uma boa noção da posição que cada jogador tem de ocupar, consoante o local da bola e o posicionamento do adversário. Neste aspecto, a diferença é gritante para o que fomos vendo a época passada.

Ofensivamente, nota-se a saída de bola "à Jesus". Adrien cresce naquele lugar. Potencia as suas qualidades e esconde as suas limitações, pelo menos as que não podem ser treinadas e ensinadas (ofensivas).

A partir dai, tudo gira à volta das ideias de Jesus. Proximidade entre os jogadores, várias linhas de passe  e várias tentativas de chegar rápido à área. Jesus nunca foi um treinador de posse de bola, não é agora que passará a ser.

Os sinais são positivos e o adversário de ontem, embora visivelmente cansado e sem pernas, já era de outro gabarito. Ainda falta muito trabalho, ainda há muito por potenciar. Isso é o melhor de tudo. Este Sporting ainda por ser muito melhor do que os bons sinais que já tem mostrado em certos momentos.

Venha de lá o caneco na próxima semana. Bem precisamos dele para cimentar os bons sinais com troféus. Mas dos que contam mesmo.

25/07/15

O que temos ao fim de 3 semanas


-Trabalho defensivo. Ainda cheio de erros, mas já há algo que se pareça a uma linha que joga de forma conjunta e que interpreta os movimentos do adversário.

-Jogo interior com várias linhas de passe em vez do balão para a área vindo da ala.

-Inicio do ataque "à JJ" com o trinco no meio dos centrais, os extremos dentro e os laterais bem abertos.

-Mais e melhores coberturas defensivas. Olá Adrien!

O que falta? Tanta, mas tanta coisa.

-Afinar a defesa à zona e eliminar as bolas nas costas que tanto mal nos fizeram o ano passado.

-Acelerar o inicio do ataque e mesmo o seu desenvolvimento.

-Maior integração dos novos. Ciani e Naldo andaram um perdidos durante a segunda parte.

-Defender melhor com menos. Ainda se notam alguns vícios do 433 antigo e lá aparecia um ou outro buraco pela "falta" do 3° médio.

Amanhã o adversário vai ser mais forte e vai colocar mais dificuldades. Ainda bem, é isso que é preciso para evoluirmos mais depressa. Há um título para ganhar daqui a duas semanas.

15/07/15

Mercado de Alvalade : Fechar a defesa (e fechem lá o ataque vá)


A defesa
A recente contratação de João Pereira revela que talvez me tenha enganado. Jesus não vê em Miguel Lopes potencial ou qualidade para o tornar num jogador competente. Acresce isto ao ordenado do rapaz e está meio caminho feito para que se vá embora.

Ao contrário do que muitos doutores do futebol dizem na televisão, João Pereira não é bom tacticamente. É um jogador raçudo, brigão e com recursos técnicos razoáveis. Defensivamente crescerá com Jesus o suficiente para ser um jogador regular. Não é o novo Dani Alves mas cumprirá, indicando que Esgaio crescerá na sua sombra.

Ao início desta noite tudo indica que Douglas é o central a entrar. Do pouco que me lembro era alto, calmeirão, razoável a passar e decidir o que fazer à bola, mas era algo duro de rins. Luisão era tudo isto quando Jesus chegou ao Benfica e hoje é o melhor central do campeonato, com distância. 
Depois da lesão de Ewerton falou-se muito de se poderem ir buscar 2 centrais, mas há realmente necessidade disso?
Paulo Oliveira é um menino de idade, mas já leva 4 anos de primeira liga nas pernas, com um número razoável de jogos europeus pelo meio. Tobias será o quarto central. Não vejo os quartetos de Porto e Benfica tão superiores nos 4 jogadores.

O ataque
No ataque fala-se muito de Teo Gutierrez e Mitroglou. O primeiro parece fechado e o segundo bem encaminhado. Tenho curiosidade para perceber como Jesus vai jogar. Acho que Slimani apenas sairá se o apuramento para a Champions não for atingido. Nesse caso, Bryan Ruiz jogará pelas alas e (confirmando-se) o quarteto da frente será composto por Slimani, Teo, Montero e Mitroglou. Parece muito, mas uma equipa que joga com 2 na frente, precisa de 5 para ter uma época descansada. Juntando Ruiz a estes 4, o ataque ficaria fechado. 

O ataque e o plantel a nível de entradas. A partir daí seria apenas perceber se Iuri ganha o lugar a Capel (PARA ONTEM), quem fica entre Uri e Slavchev e o que acontece a Viola, Wilson, Heldon, Naby Saar, Tanaka e Labyad.

23/06/15

O novo plantel do Sporting


Saídas
Há necessidade de vender para comprar.
Jug já chegou, indicando que um guada-redes poderá sair. Palpita-me que seja Boeck

Cédric já foi e Jefferson poderia ser outra fonte de receita. O brasileiro é relativamente bom a atacar, mas sofrível a defender. Sendo o trabalho defensivo a principal qualidade de Jesus, dependerá sempre do negócio em mãos. Algo como 6 milhões + empréstimo de Bruma (com uma opção de compra) seria um bom negócio, resolvendo um outro problema, a sucessão de Nani. Saar precisa de jogar, mas não o deve fazer fora. Deve rodar na equipa B, errando em casa e treinando com os melhores na equipa A.

No meio-campo muitas dúvidas. Rosell não rendeu o que se esperava, mas tem o tipo de jogo que encaixa naquilo que Jesus pedia a Javi Garcia. Dependerá da  Sobram Slavchev e Rabia, que ganhariam muito em rodar na primeira liga, preferencialmente em equipas que não joguem para a manutenção.

No ataque não contaria com Tanaka. É muito voluntarioso, muito esforçado, mas não chega para uma equipa que se quer candidata ao título. O mesmo se aplica a Capel, com a agravante do elevado salário.


Entradas
Iuri, Labyad, Rubio e Esgaio ficariam no plantel. 4 jogadores jovens, que tiveram tempo de jogo no último ano e que evoluíram.
Com as saídas anteriores, pensando no 4-4-2 habitual em Jesus, faltariam 3 jogadores. Um lateral esquerdo, um central (além da manutenção de Ewerton) e mais um avançado.
O resto dependeria sempre de uma saída inesperada (William? Slimani? Rui Patrício?)

Dúvidas
Viola, Wilson tiveram épocas com altos e baixos. Poderiam funcionar como polivalentes no ataque, podendo jogar tanto na dupla da frente como nas alas.

Que mexidas fariam?

09/06/15

Quem muda com Jesus?


Mais do que potenciar quem já é bom, Jesus tem sido capaz de tornar os vulgares em úteis e bons. 
William, Montero, Carrillo, Mané , João Mário ou Ewerton vão dar um salto para outro nível, porque Jesus saberá retirar o melhor deles. E quem são então os outros, os tais que vão "passar" a ser bons?


Adrien




"Está bêbedo e não percebe nada de bola" dizem os que estão a ler. Talvez as duas, talvez nenhuma.

Com Jesus, Adrien pode vir a ser o jogador que muitos acham que é. Um grande médio centro, o tal box-to-box. 
Adrien é voluntarioso, é aguerrido, é "intenso" como está na moda dizer. Só não entende muito bem o jogo. Não defende onde deve, nem ataca por onde deve. Não é por acaso que não vai assim tanto à selecção. Não é por acaso que mesmo jogando tanto pelo Sporting não se ouvem falar em grandes propostas pelo seu concurso.

Jesus é obcecado pelo detalhe, por dar todas as armas possíveis para que os seus jogadores melhorem. Quem melhor para explicar a Adrien que terá de dar coberturas a William ou a qualquer outro dos médios? Quem melhor que Jesus para, com o tempo, tornar Adrien um jogador mais completo?
Adrien finalmente será o que dizem dele.

Miguel Lopes


Tem algumas qualidades, só não tem tantas quanto julga. Se a defender, Jesus dar-lhe-á todas as armas que deu a Maxi, e que tornaram um vulgar médio direito num bom lateral, a atacar será mais fácil. Miguel Lopes já explora o espaço interior, não se limita a descarregar bolas na área como Cédric, por exemplo. Tendo em conta a forma como Jesus trabalha a saída de bola e aquilo que pede aos seus laterais no ataque, Miguel Lopes será o tal defesa direito de selecção que há uns anos quiseram vender.

Slimani


Montero será o nosso Jonas, o nosso Saviola, se quiserem o nosso Robin. O Batman é Slimani.
Nunca escondi que preferia o colombiano ao argelino. É mais jogador, ponto final. Também nunca escondi que gostava de os ver jogar juntos, que dos melhores 45 minutos que vi este ano em Alvalade foi contra o Setúbal, com os dois em campo. Calha bem ser o sistema preferido de Jesus.
O que muda então para Slimani? A companhia, a ajuda que tantas vezes lhe faltou. Slimani não é um pensador, um criador como Montero. É essencialmente um finalizador, relativamente bom. Pese embora a tremenda evolução que já teve em Portugal, Slimani continuará a ser melhor quanto mais específica for a sua missão. Neste caso, finalizar. Será no fundo o Cardozo do Sporting, com outras características. Falta o remate fora da área, mas o jogo de cabeça é muito melhor. Montero fará mais ou menos o mesmo número de golos destas duas épocas. Mas dará muitos a marcar, principalmente a Slimani, que marcará muito mais do que fez nestes dois anos.


Ps: Não comentei de propósito o caso de Marco Silva e de todo o circo que mais uma vez se montou. Vou esperar para perceber se há justa causa nas alegações do Sporting e do seu presidente. Ai sim, terei uma opinião formada sobre isto tudo. Como todos devíamos ter, com toda a informação revelada e não falando de cor, consoante gostamos mais ou menos de Bruno de Carvalho.

04/06/15

Mitos e Lendas : a (possível) contratação de Jesus


Digo possível porque aprendi que nestas coisas, só é verdade quando estão na sala Artur Agostinho de cachecol nos ombros. E mesmo nessas...
 
1. "O Sporting abdicou da maioria da SAD para ter dinheiro para o Jesus." FALSO. Algo desse género SÓ pode acontecer se os sócios assim o decidirem em AG.
 
2. "Jorge Jesus é caro". Jesus valoriza constantemente os jogadores que treina e em 6 anos nunca ficou abaixo de 2º, ou seja, garante sempre a champions. Os 6 milhões (que número irónico) que pode vir a ganhar são o bolo completo, ganhando tudo. A título de exemplo, Marco Silva ganha 75 mil €/mês, fora prémios. Produzindo resultados, será caro ou será barato JJ?
 
3. "Vamos deixar de apostar na formação". Os amigos benfiquistas que me desculpem, mas JJ só falhou com 2 portugueses do Seixal. André Gomes e Bernardo eram (e são) os únicos verdadeiramente bons, ao nível a que o Benfica jogava com Jesus. Por outro lado, Markovic, Rodrigo, Ola John, David Luiz, Di Maria, são todos jogadores que passaram por Jesus quando já tinham mais de 25 anos. Ou não.

A propósito.

 
4. "Ninguém quer trabalhar com o Bruno de Carvalho". Confirmando-se Jesus, só os 3 melhores treinadores portugueses dos últimos 2 anos em Portugal. Mas realmente, ninguém trabalha com o gordinho.

5. "Vai ser um rombo nas contas e vamos gastar o que não temos". Ah pois, o garoto. De certeza que andou a ter lucros durante 4 semestres só para nos enganar e agora dar a machadada final no clube. Relaxem, só vamos gastar o que tivermos para gastar.

6. "O Jesus só ganha com colinho e nem é assim tão melhor que o Marco". Podia começar pela parte em que os jogadores de um e de outro lado não são assim tão diferentes em termos de valia individual. Podia começar pela parte em que o Benfica defende muito melhor que o Sporting deste ano alguma vez o fez. Podia começar pela parte em que o sistema de Jesus até é aquele que melhor se ajusta aos jogadores do Sporting. Mas as devidas diferenças vão ser notadas na próxima época. Quanto ao Marco, um muito obrigado pelo que fez este ano.

Confirmando-se tudo isto, é uma tripla vitória. Acreditar que a vitória na Taça resolveria tudo o que há de mal entre Marco e Bruno era acreditar no Pai Natal. Ainda falta perceber o que REALMENTE se passou, mas que não havia volta a dar era óbvio. Numa jogada conseguimos o melhor treinador da liga. Se tiverem paciência, leiam uns quantos posts para trás neste blogue. Vão perceber que a opinião dos dois escribas coincidia nesse ponto.

A cereja no topo do bolo? O actual bicampeão parece ter avançado para Rui Vitória. Marco Silva seria o melhor treinador disponível nesta altura. LFV terá preferido Rui Vitória, um treinador de contra-ataque. Melhor...para nós.

25/05/15

Renovar com Jorge Jesus







Sou um defensor da continuidade de Jorge Jesus como treinador do Benfica. Acho que, se sair, não será por falta de vontade da direcção em renovar.

Jorge Jesus é bicampeão nacional e já conquistou 3 títulos de campeão à frente do Benfica. Foi a duas finais da Liga Europa, uma meia-final da mesma competição, conquistou 1 Taça de Portugal e umas quantas Taças da Liga.

Nestes anos, esquecendo os títulos, o bom futebol tem sido constante durante a maior parte das épocas. A grande pedra no sapato de Jorge Jesus é a prestação na Liga dos Campeões, passando só uma vez na fase de grupos. É algo a rever, e que não deixa ninguém satisfeito.

Com Jesus o Benfica está mais perto de vencer e com isto não quero dizer "2º lugar". O Benfica joga bem e joga para ganhar 99% dos jogos. Jesus conhece o campeonato português e sabe que não faz sentido jogar na retranca contra adversários muito mais fracos. Não tenho saudades do 4-2-3-1 em que ao intervalo, sem 1 remate feito, obrigava o Benfica a tirar um médio e a acrescentar um avançado.

De todas as épocas em que se falou na saída de Jesus, a única em que achei mesmo que era o melhor foi a de 2011/2012. A época que ficou mais na memória devido ao drama com que se perderam 3 competições foi a de 2012/2013 mas, na minha opinião, era impossível por em causa o trabalho que tinha sido feito. Uma das decisões mais difíceis da direcção do Benfica, e que se revelou acertada. Hoje, com um bicampeonato, é óbvio que Jesus é para ficar. Difícil foi renovar com o mister quando se perdeu tudo...

Os jogadores podem mudar, mas a ideia base de jogo da equipa é constante. Jesus trabalha um modelo de jogo colectivo sem depender de A ou B. Não se limita a confiar na qualidade individual dos jogadores e esperar que sejam estes a resolver. Uma orquestra afinada toca melhor do que muitos músicos isolados. São vários os casos de jogadores que julgámos serem de topo ou fora de série ao atravessarem óptimos momentos de forma no Benfica mas, ao saírem do clube, têm tido dificuldades em conseguir impor o seu jogo. Existem por aí diversos casos de dream teams com bons treinadores que confiam demasiado na qualidade individual das suas peças, e depois... 

Não conheço o relacionamento de Jesus com os jogadores a nível pessoal (apesar de se falar que não é o melhor), mas são muitos os casos de jogadores do Benfica, ou ex-jogadores, que o elogiam. Dá ainda mais que pensar quando jogadores que pouco jogaram o elogiam pelas suas capacidades enquanto técnico. Pessoalmente prefiro um general do que um amigo dos jogadores. Quando se gosta de um jogador diz-se que merece outro respeito do treinador, mas quando não se gosta usa-se o argumento de o tipo ganha milhões, só tem é de comer e calar.Veja-se o exemplo de Djuricic, que mal foi utilizado. Mais recentemente, Salvio pediu a renovação vitalícia. Pizzi, Gaitan, Júlio César, Jardel, Jonas, também pedem a renovação.

Cai o mito de só ganha ao pior Porto dos últimos 30 anos. Vitor Pereira, apesar de não ter um futebol atractivo, teve mérito em ser campeão. Este ano, depois de uma razia no plantel, e com um adversário a investir em boas individualidades, provou que consegue potenciar ao máximo os jogadores com base no colectivo. Alguém tem duvidas da qualidade do plantel do Porto? Mas o Benfica tinha melhor equipa.

E se Jesus sair? 
O Benfica não acaba, mas não vejo ninguém ao nosso alcance para nos dar o que Jesus dá. Títulos talvez, mas o futebol a que estamos habituados... duvido.
Gostava de um treinador estrangeiro por um lado; são um bocado malucos e vêm com coisas novas (um pouco à imagem do que Jesus fez, ao não jogar em 4-3-3). Mas por outro lado aparecem muitas vezes com a crista demasiado alta (assim de repente lembro-me de 2, do Benfica e não só) que se acham demasiado importantes para o campeonato português. Fazem boas prestações na Liga dos Campeões, mas ignoram o principal objectivo. 
A nível de treinadores portugueses... não sei, não faço mesmo ideia.

Há no entanto alguns pontos que não podemos ignorar.

1 - A aposta na formação (ou falta dela). E merece um post só sobre este assunto, em breve.

2 - As participações na Liga dos Campeões têm de ser melhores. Passar regularmente a fase de grupos é imperativo.





05/04/15

Regresso à normalidade na Luz






Em casa, a confiança é sempre outra. E foi assim que o Benfica entrou, confiante, a jogar com a chamada nota artística ainda com o resultado em branco.

Os executantes são bons, o egoísmo fica de parte, o colectivo vem ao de cima, e as coisas acontecem naturalmente. Os golos resultam todos de um bom envolvimento ofensivo, e até, imagine-se, de uma corrida de Gaitan para trás com o objectivo de sacar uma bola com um carrinho. É isto que se quer.

Gaitan traz outro encanto ao futebol do Benfica devido à maneira como interpreta a ideia de jogo da equipa. É soberbo ver este tipo em campo. Gosto muito de jogadores de ala que não estão sempre encostados à ala, e Gaitan é isso mesmo, um todo o terreno. Salvio, no caso oposto, é mais jogador de linha. No entanto ambos os argentinos conduzem muito bem a bola pelo meio em contra ataque. São visiveis no estádio das indicações de Jorge Jesus quando, por exemplo, o adversário dispõe de um lançamento já no meio campo defensivo do Benfica. O extremo do lado oposto vem mesmo para o meio do campo. Se a bola é recuperada, ficamos com um jogador rápido e que sabe progredir com bola na zona mais central do terreno, o que causa muito perigo.

Jonas é inesgotável a jogar. É muito mais que golos (e que grande golo ontem). Parece um peixe na água a jogar numa equipa com este estilo de jogo. Não sei como é que veio cá parar a custo 0 (ou negociatas via Enzo?).

Já tinha escrito quando saímos das competições europeias que este ano o plantel ia ser mais curto. Não só em qualidade individual (que já o era no início da época), mas porque não iria exigir tanta rotatividade à equipa. É assim que depois jogadores bastante úteis como Sílvio ou Sulejmani têm muitos poucos minutos nesta época. Não jogam bem? Não, não é isso. Apenas não têm sido necessários e, com poucos jogos, percebe-se a política de Jesus em dar prioridade aos que jogam mais. Se deviam ser opção em vez de outros? Talvez... mais no caso de Sílvio.

Com isto não quero dizer que o Benfica não deve contar com jogadores como estes para a próxima época. Este ano podem estar encostados e, caso não saiam do clube no Verão, podem muito bem ser mais protagonistas na próxima época. Faz parte do futebol.

Ainda falta muito, mas é fundamental ganhar todos os jogos até ao jogo com os azuis do norte.

 


08/03/15

Ao colo de Jorge Jesus






Torna-se cada vez mais difícil não perceber, não ver, não compreender as ideias de Jorge Jesus para a equipa. Não falo nos 11 que manda lá para dentro, não, isso só é ser treinador atrás de uma consola ou de um computador. Falo da estratégia, do saber ler o jogo, de tomar decisões com o objectivo de tornar o jogo mais nosso, como aquilo que fez ao intervalo.

O Arouca foi uma vez à baliza, salvo erro, e marcou, num erro primário do elo mais fraco do 11 - Eliseu. Eliseu pode dar mais à equipa no ataque, mas cá atrás tem cometido erros. Não só pela finta que o jogador do Arouca lhe fez (e tem o seu mérito, claro) mas pelo mau posicionamento relativamente aos companheiros de equipa em toda a jogada.

A perder ao intervalo, Jesus mostrou mais uma vez que o futebol é um desporto colectivo. O Arouca não existia, especialmente no meio campo. Sim, já sabemos que os nossos "2 médios centro" estavam em desvantagem relativamente ao trio de jogadores de Arouca naquele sector. Quantidade não significa superioridade. Samaris estava a jogar mal? Não. Era preciso? Também não.

Mudaram as ideias da equipa ao intervalo? Acho que não. Apenas existiram outros actores nos papéis da equipa - é aqui que entra a individualidade no futebol. Pizzi e Talisca sabem o que tem de se fazer naquelas 2 posições centrais, e fizeram. Contra uma oposição fraca naquele sector, ainda mais fácil. Ganhou-se critério e capacidade com bola. O Benfica começou a empurrar, a empurrar, os adeptos empurraram ainda mais um bocadinho e deu-se a volta ao resultado. E o Pedro Emanuel não teve mais de gritar com os apanha bolas para demorarem mais tempo a dar a bola aos jogadores. E ainda deu para descansar Gaitan (parece que nem esteve lesionado - que qualidade!).

Perdemos Talisca para o jogo da próxima semana, mas vamos com Maxi, Salvio e Gaitan. Menos mal. Há alternativas ao brasileiro para o lugar que tem ocupado no banco.

Nesta jornada toda a gente esperava que o Porto perdesse pontos, mas não aconteceu. As massas revoltam-se - porque o Braga só joga bem contra nós, porque o Conceição isto, porque o presidente deles aquilo - peaners. Coisas sem importância. Não vou dizer que não quero que o Porto perca pontos, mas não vivo a pensar nisso. O jogo mais importante desta jornada jogou-se hoje em Arouca.




15/02/15

Presa fácil



2 jogos com o Vitória, 2 vitórias. É o resumo desta semana.

Depois do empate em Alvalade (por milagre) era necessário voltar a jogar bem e a ganhar. O Vitória foi presa fácil, não tem os argumentos colectivos nem individuais que outras equipas "do seu campeonato" e as coisas surgiram com naturalidade, especialmente hoje. O Lima que toda a gente quer no banco marcou 2 vezes, ora vejam lá. Os papéis estão invertidos - é Jonas que joga, Lima que marca, e não o contrário (que tantos golos deu ao brasileiro que veio de Espanha).

Fez-se o funeral ao Benfica depois da saída de Enzo e da lesão de Gaitan. Fez-se o funeral depois da exibição mediocre a nível ofensivo na semana passada. Júlio César lesionado, Artur ia comprometer. Mas isto tudo aconteceria se não houvesse trabalho todos os dias.

Samaris subiu de rendimento. Pizzi começa a ganhar espaço no 11. Ola John, com mais minutos de jogo, tem jogado melhor. Salvio continua a ser bastante agressivo ofensivamente em 90% dos jogos. Só faz falta quem está é uma expressão que tem a sua razão de ser, apesar de todos termos saudades de A ou B. Mas são com os que estão que a equipa técnica tem de contar, e é o que tem feito.

Todos os jogos vão ser dificeis até ao final do campeonato, e ainda faltam muitos. Existe uma vantagem de 4 pontos e daqui a 2 jornadas um jogo entre 2º e 3º, cujo resultado pode ajudar o Benfica. Ainda falta um pouco para aquela fase decisiva onde a "pressão aumenta" e os pequenos tentam salvar-se com autocarros de dois andares - mas não é só assim para o Benfica... é assim para todos.

Tranquilidade, serenidade, jogos apenas ao fim de semana (ai Jesus...) e com confiança para o que aí vem.

09/02/15

Conscientes


Estava indeciso com o título para este post. Pensei no "Conscientes" ou no "Jesus sabe o que tem em mãos". Ou ainda "A realidade é esta".

Jesus sabe o que tem em mãos, porque o 11 que apresentou ontem revela consciência da realidade que temos. Num jogo difícil, contra um Sporting que precisava de ganhar para reduzir a distância para o 1º classificado, o Benfica não podia, ontem, apresentar um meio campo com Samaris e Talisca, ou Samaris e Pizzi. E porquê? Bem, vendemos alguém em Janeiro que permitia atacar, permitia defender, permitia colocar uma intensidade brutal no jogo, e que podia ligar defesa e ataque, mesmo num jogo rasgadinho como o de ontem. Talisca e Pizzi chegam para 95% dos jogos do campeonato, contra equipas que se fecham mais e procuram o pontinho.

Ontem foi a vez de sermos nós a procurar o pontinho. A defesa esteve bem, a saída para os contra ataques não.  Os alas não jogaram ofensivamente e salvou-se Jonas do meio campo para a frente. Gaitan era dos poucos que podia agarrar o jogo sem medo, mas ficou em casa a ver na TV. Eliseu tem experiência, mas desconcentra-se facilmente. Ola John não percebia bem o que tinha de fazer em termos defensivos, tanto que Jesus teve de meter Talisca e esboçar ali um 4-3-3 com André Almeida a ir muitas vezes ao lado esquerdo. Grande jogo de Samaris, mais uma vez. em 4-4-3 Jesus não pode jogar com um trinco sem pés. Daí as constantes "adaptações" de 8's a 6's, como está na moda agora dizer.

Marco Silva foi inteligente e quis aproveitar a tendência natural dos laterais benfiquistas para subir no terreno. Mas foi coisa que não aconteceu ontem. No entanto, continuou a carregar pelas alas. E Jesus convidou-o para isso... foi notória a estratégia do Benfica. Ai querem linha? Então tomem lá a linha, metam a bola no Nani e no Carrillo. O problema é que depois disso, apareciam defesas benfiquistas a causar superioridade numérica. Nani e Carrillo tiveram muita bola, tentaram algumas iniciativas individuais, mas foram algo inconsequentes devido ao bom posicionamento do lateral e do extremo benfiquista que enfrentavam. Solução fácil? Cruzar. Para quem, Montero? Acabavam por não o fazer e afastava-se um pouco o perigo.

O Sporting teve 2 bolas claras de golo - um cabeceamento de Carrillo e o remate de João Mário, que deu origem à recarga e ao golo. Teve mais bola, e não deixou o Benfica ter oportunidades. Mas acho que ninguém pode falar de baile

Valeu Jardel nos descontos. E sabemos lá nós quanto é que este pontinho pode valer no final do campeonato. Quando foi Kelvin no minuto 92 e eu disse que havia azar à mistura, chamaram-me tudo, porque tinha sido sim incompetência extrema da equipa e do treinador. Ontem, curiosamente, já tivémos uma sorte desgraçada. Coerência?

Continuamos em 1º, mas a vantagem diminuiu. Que sirva para nos mantermos alerta, e confiantes q.b. para enfrentar os jogos que faltam (e são muitos). Não se podia facilitar antes, nem se pode facilitar agora. Fossem 4, 6 ou 9 pontos de vantagem para o 2º. Ainda falta muito, para todos.

Acho lamentável a história da faixa alusiva ao que aconteceu no Jamor em 96. Aplaudo as claques que apoiam a equipa de forma incansável, mas há coisas com que não se brincam. E nisto englobo também a claque do Sporting que ontem tinha uma faixa alusiva à morte de Eusébio. E também os que pintam paredes. E carros. E outros. Enfim, os atrasados mentais que há em todos os clubes. E as estratégias dos próprios orgãos oficiais (redes sociais, speakers...) de clubes, em irem atrás destas coisas de adeptos, que só fazem com que certas atitudes aconteçam cada vez mais nas bancadas. Ao menos estes que mantenham alguma decência. Claques a insultarem o advesário durante grande parte do jogo é uma coisa que faz parte e nada me atormenta. No entanto há coisas que vão para lá dos limites.

Não costumo falar disto, até porque a CS portuguesa dispara para todo o lado. Não é por acaso que os benfiquistas acham que os jornais estão sempre contra eles, sportinguistas e portistas idem. Mas vou aplaudir toda a gente que andou a semana toda a malhar no Artur. Não é perfeito (e  que o Júlio César volte depressa, xiça!) mas ontem fez um bom jogo.

E mais uma vez, o derby dos derbys, terminou entre amigos. É sempre engraçado comentar, gozar, mandar bocas no dia a seguir, independentemente do desfecho final do jogo. E perceber que esta rivalidade (para alguns) ainda é muito saudável.


27/01/15

Encomendem as faixas





Mas não é para o Benfica.

As notícias das últimas semanas falavam em "Benfica não tira o pé do acelerador" e "Benfica mantém a vantagem de 6 pontos para o FC Porto". As de hoje já falam em "Benfica põe liderança em perigo"...

Não foi bom, especialmente a 2ª parte, mesmo com algumas oportunidades para marcar. Não podemos apenas falar em demérito nosso, há que o dar ao Paços, em especial ao seu treinador (vem aí novela no final da época, com Marco Silva ocupado?). Na 1ª, um penalty falhado e outra bola no ferro podem parecer azar - mas também foi a sorte que tivemos (e não aproveitámos) no jogo da véspera no Funchal. A equipa manteve-se no seu registo colectivo na maior parte do tempo, embora com o golo a não aparecer, alguns jogadores começassem a querer resolver sozinhos. Ah, então não dizias que o Gaitan e o Enzo não fazem falta? Claro que fazem, mas a equipa não muda a sua forma de jogar devido à sua ausência.

Jesus não mexeu bem, na minha opinião. Não, não estou a falar do próximo bola de ouro Gonçalo Guedes. Também podia ter entrado, mas não gostei da saída de Ola John, mantendo Talisca em campo. Talisca vai (ou ia) marcando, tem remate fácil, mas em jogos mais dificeis vê-se tudo aquilo que ainda não é. "Ah tem 20 anos tens de ter calma" - pois tenho, mas no Benfica querem-se resultados imediatos e não oportunidades. Os resultados interessam.

Como já eramos campeões se tivessemos ganho agora também já estamos condenados ao insucesso. Ainda para mais vem aí o autocarro do Boavista. E depois Alvalade. Ai, já tremo.
Bipolaridade benfiquista mais uma vez no seu melhor.

Não há jogos fáceis - claro que não. Mas com trabalho e concentração podemos ganhar, ou não? Às vezes acho que os profetas da desgraça são ao mesmo tempo os mais bravos que ostentam a basófia lampiónica.

Keep calm que ainda há muito campeonato. Mas agora a 6 pontos do FC Porto, já não os apanhamos de certeza...

22/01/15

À mesa com a primeira volta: Benfica


Agora a meio do campeonato, há que fazer um pequeno rescaldo do que já se passou.

A pré-época não foi animadora, e não foi por causa dos resultados, que valem o que valem. Depois de uma época de euforia - e que grande época - perdemos uma série de jogadores importantes, uns por lesão, outros por transferência. Matic foi em Janeiro, perdemos Siqueira (eu sei que estava emprestado), Oblak, Rodrigo, André Gomes (embora não tivesse tanta influência no 11), Markovic e Garay. 
As primeiras contratações feitas foram de jogadores abaixo do nível esperado para o Benfica, sem qualquer dúvida. Daí o contentor ter sido quase todo emprestado. Ficaram por cá Talisca, César e Benito, sendo que apenas o primeiro tem tido bastantes minutos de jogo. Ligeiramente mais tarde, e já com o campeonato a decorrer, chegaram Samaris, Júlio César, Cristante e Jonas. Os melhores ficaram mais para o fim. Mais uma salva de palmas para este planeamento...
Júlio César e Jonas foram determinantes nesta primeira metade.

Foi uma primeira metade de 8 e 80. A nível de campeonato, estamos no 80. Até Dezembro as equipas de Jesus ganham muitos jogos mas sem jogar a um nível de excelência, que normalmente só acontece a partir de Janeiro. Espero que a história se repita. A Taça da Liga deu para passar, rodar q.b. a equipa - apesar de já ter dito que esta prova surge numa altura em que acaba por funcionar como segunda pré-época, logo há que dar ritmo aos jogadores mais utilizado.

A Liga dos Campeões continua a ser o ponto fraco de Jorge Jesus. Podia dar-lhe o benefício por ter perdido muita gente e ter de recomeçar do zero (mais uma vez), mas o 4º lugar no grupo é mau demais. A juntar a isto, nem uma boa Liga Europa vamos poder fazer... E que falta Jonas fez.
Outra desilusão foi a Taça de Portugal. Depois de ganhar no Dragão para o campeonato, o Benfica deixou-se surpreender por um Braga de combate na Luz. Jogos a eliminar são isso mesmo, a eliminar, seja contra que equipa for. E nestes jogos não se pode dormir.

As lesões não ajudaram, e quando mais se esperava que as coisas abanassem, pelo menos no campeonato, lá nos aguentámos. Pragmáticos, sem nota artística, chamem-lhe o que quiserem - mas com muito trabalho de casa feito no Seixal, como Jesus já nos habituou. Entretanto perdemos Enzo, e toda a gente espera a derrocada do Benfica. Até agora, não temos estado mal...

Sair Enzo (até à data) não é um drama, tal como a saída de Matic não o foi, e isto é pura e simplesmente responsabilidade da equipa técnica. O Benfica não joga em função de A ou B. Sem Enzo as coisas podem correr pior, e pode sair caro - claro que pode. Mas o Benfica, mesmo se não for campeão, vai continuar a jogar a um nível acima da média. Os jogadores vão render o dobro. Isso deixa-me ligeiramente mais descansado. Mas uma vez mais, tal como na pré-época, a política de contratações/gestão do plantel é de risco. A nível individual destaco Gaitan, Júlio César e Jonas, como os melhores da parte do Benfica. E Enzo, vá...

Contratar uma série de jogadores de qualidade duvidosa/para o carrossel dos empréstimos faz parte do negócio? E esse negócio não nos sairá caro?
Para quê gastar em jogadores que não têm qualidade para o Benfica, quando se pode incluir a pouco e pouco jovens da formação?

E que jovens da formação? Se um dos melhores é vendido? 15M é muita fruta, e do ponto de vista encaixe/minutos jogados é excelente, mas e do ponto de vista desportivo? Não podemos ignorar a componente negócio do clube, mas será que esta já se sobrepõe à componente desportiva?

Ter um presidente que apregoa o Benfica Made in Seixal e que depois vende as pérolas? Vamos jogar com jovens formados, é? Mas quais, os maus, se deixamos sair os melhores? É isso?

Lembro-me de 3 ou 4 jogadores contratados na pré-época sem necessidade, que chegariam para "pagar o centro de estágio" como um jornal hoje apregoa - e que seriam um encaixe de 15M... sem gastar um cêntimo. E ainda ficávamos com o jogador...

Para a segunda volta espero que ninguém nos agarre, é o que mais desejo. Que se continue em cruise control até ao final da época. E não entrar em euforias, nem em depressões pré-ida ao Dragão.

Relativamente à renovação de JJ, sou a favor, a não ser que algum descalabro ocorra nesta segunda metade. E isto não é baixar a exigência como tantos benfiquistas apregoam - que são do tempo do Eusébio e não sei quê - trata-se de reconhecer o bom trabalho feito pela equipa técnica, ano após ano. 

Para finalizar, um desabafo. Há atrasados mentais a apoiar qualquer clube, toda a gente sabe. Mas rio-me sempre de ver adeptos a defenderem as decisões idiotas das direcções. Vale para vermelhos como para verdes. E quem não os defende, é logo acusado por estes atrasados mentais de estarem a atacar o clube.

Deixem-se de merdas, os jornais não treinam, as televisões não jogam, o que interessa são os 20 e tal gajos que treinam todos os dias e que ao fim de semana tentam ganhar jogos.

18/01/15

Outra boa exibição


Quando as coisas correm mal devido a ausências, toda a gente fala nelas. Quando correm bem, mesmo com ausências, ninguém se lembra. Foi assim com uma defesa remendada em alguns jogos, e já lá vão uns quantos sem sofrer golos. Outro caso é o de hoje, pois caso não se lembrem, o melhor jogador da equipa saiu lesionado na 1ª parte. Dificulta as coisas, não estou a dizer que Gaitan não faz falta, mas não as torna impossíveis se houver trabalho durante a semana. Entrou Ola John e, embora com características diferentes, o Benfica arrancou para um grande jogo, com nota artística ao barulho. Estas coisas deixam-me genuinamente contente - além da vitória, o facto de ver futebol colectivo que não depende de A ou B. Repito, não digo que Gaitan não faz falta. Faz, e muita. Mas a equipa não se ressentiu assim tanto. Obviamente ainda falta meio campeonato e tudo pode acontecer, não vamos jogar bem todas as semanas - mas estamos a atravessar um excelente momento. E o Benfica nunca joga 11 contra 0. Defensivamente falando, a capacidade que a equipa tem de subir e deixar os adversários em fora de jogo quando o adversário muda de flanco é notável.

Ola John não é o vagabundo Gaitan que joga ao longo de todo o campo e limita-se a fechar à esquerda, mas tem vindo a desenvolver outras coisas. Sempre foi jogador de puxar para dentro quando chega junto à área, mas agora começa a fazer isso mais cedo, e a soltar bem a bola, como aconteceu no 1º golo.

Salvio fez um enorme jogo. Continua com o seu estilo de jogo, mas começa a aparecer mais em zonas centrais - aleluia! o que traz imprevisibilidade às suas acções, e só faz com que a sua qualidade de jogo aumente. Destao também Jonas - a jogada do 4º golo é muito boa.

Não se vai continuar a jogar assim até ao final do campeonato. Também não vamos ganhar os jogos todos. Também não podemos dizer que não precisamos de Nico Gaitan. Mas podemos estar mais descansados do que o normal, pois temos um treinador que quer 11 tipos em campo. Não é fácil parar o Benfica, com todas as variações/alternâncias tácticas que apresenta - então mas o velho joga sempre em 4-4-2 - se o caro leitor tem essa opinião, é o que dá ver muitos debates com o Rui Santos e companhia. O treinador que conseguir estancar tanta criatividade ofenseiva da nossa equipa terá, certamente, o seu mérito. 

Ainda podemos fazer melhor, já dizia o mister.



05/01/15

Acima de tudo... eficaz


O Penafiel não assustou, por isso também não foi preciso muito mais. No entanto, era um daqueles jogos à Benfica onde vai tudo cheio de medo. Depois da saída de um jogador fulcral, num campo pequeno, fora.... bom, aquele nervosinho do costume. Mas o Benfica foi eficaz.

Talisca ali no meio... não consigo estar à vontade com isso, muito menos em jogos fora. Nota-se trabalho, notam-se melhorias, nota-se esforço do brasileiro, mas ainda não me convence. Não peço que imite Enzo (que por acaso jogou a trinco ontem...) mas que jogue bem. Gostei de Cristante, Gaitan mais uma vez a revelar que deve ser o próximo a deixar o Benfica e a fazer um grande jogo (merece mais, merece outros palcos - de qualidade, e não de dinheiro (Zenit, PSG, por exemplo). Óbvio que o gostava de ter cá mais tempo...

Jesus diz que o Benfica fez 2 equipas em 5 meses. E é verdade. Esta razia de lesões não é benéfica em nada, mas só se continua a ganhar jogos porque há trabalho colectivo, e não estamos dependentes de A ou B. A qualidade diminui, obviamente, mas o fio de jogo da equipa mantem-se.

Continua a ser normal que haja gente a não perceber o papel de um treinador numa equipa. Por muito bom que um jogador seja (e falo para a realidade do futebol português) precisa sempre de um treinador.
Se olharmos para alguns jogadores que saíram do Benfica (e que teriam de caras lugar neste plantel) podemos ver que alguns, que valiam 30 milhões, ou por esse gajo só de 40 milhões para cima, estão abaixo das expectactivas nos seus clubes. E porquê? Se calhar por quando nos fizeram acreditar que valiam esse dinheiro todo, estavam enquadrados numa equipa oleada e que jogava bom futebol. O futebol do Benfica de Jesus, tem sido, em 90% das vezes, bom. Não falo em goleadas. Falo em domínio, capacidade ofensiva. Por isso é que há gente que não está a render lá fora tanto como rendia no Benfica... tirando um ou outro caso, em que cresceram (na minha modesta opinião). DiMaria e Matic, por exemplo.

Não se gosta do treinador por diversos motivos. Hoje em dia embirra-se com Jorge Jesus pelo sistema de jogo. Pela teimosia em jogador A ou B. Por não meter a jogar quem eu quero e fazer as substituições que eu quero. Por não saber falar português. Por usar um casaco preto. Por não dar uma cambalhota para festejar cada golo que o Benfica marca.
Embirra-se por coisas com razão, e por coisas completamente estúpidas.
E só de pensar que existe gente que prefere o despedimento do mister ao 34º título de campeão nacional...

01/01/15

Benfica e os "erros" de Janeiro

Pela 2ª época consecutiva o Benfica vende um jogador "nuclear" a meio da época. E, na minha opinião, o jogador mais "difícil" de substituir. Digo isto porque Matic, para a posição onde joga, é um jogador "fora do comum" - não é habitual ver um médio defensivo com tanta técnica e capacidade ofensiva. Desta vez foi Enzo, um médio centro que consegue romper linhas e progredir com a bola como se de um extremo se tratasse.

Desviando um pouco da parte táctica da coisa, o que é que leva o Benfica a dar estes tiros nos pés? Mas é claro que estamos em Janeiro, portanto a malta liga ao assunto. Se em  Maio forem todos para o Marquês, ninguém quer saber do que se passou antes. O facto é que podemos estar a correr riscos desnecessários... e porquê? Má gestão? Finanças? Porquê então? Alguém sabe explicar, sem ser pelas teorias da internet ou pelo que se lê nos jornais? O que é que leva o Benfica a vender um jogador tão importante em Janeiro?

O ano passado escrevi que como se ganhou tudo em Portugal, ninguém se ia lembrar de erros claros de gestão do plantel, na parte de constituição do mesmo. 2 laterais esquerdos por empréstimo (Siqueira e... Cortez) tendo o primeiro sido contratado no último dia. E a venda de Matic em Janeiro. Como em Maio se festejou... parece que foi tudo bem feito. E não foi... tal como não foi tudo mal feito  no ano do minuto 92, do tri-melão, etc etc.

Entrando no "futabol" da coisa, percebo a ideia de Jesus em meter Pizzi no meio, como já o fez algumas vezes. É um jogador de ala (pode não ser de raíz, mas sabe jogar aí) e pode "imitar" melhor Enzo Perez. Talvez a defender ainda esteja demasiado macio. Mas com trabalho, chega-se lá. Estranho que quando surgiram as primeiras jornalices a falar de Pizzi como substituto de Enzo, o mister foi criticado. Pizzi fez um joguinho bom aqui e ali, nomeadamente contra o Leverkusen, e agora qualquer coisa que não seja colocar o português naquela posição é uma estupidez e uma invenção.

Quando Jesus diz algo como "estou cá para encontrar soluções" cerca de 99% das pessoas não percebe. Mas o não perceber faz parte. Afinal de contas, o trabalho de um treinador é só meter 11 gajos em campo ao fim de semana... não é?
Qualquer pessoa que pratique ou tenha praticado um desporto colectivo de forma oficial, seja a que nível for, sabe que as coisas não são assim. Sabe certamente o tempo que se perde nos treinos... a treinar.
"O importante é que a gente jogue com 11. Desde que eu jogue com 11 não tenho problema nenhum. Não joga o Matic, joga o Manel."
"Não muda nada. O que muda é o nome do jogador. Nós trabalhamos com uma ideia de equipa, não trabalhamos com nomes de jogadores".

Ninguém sabe qual vai ser o desfecho desta época, mas se o treinador fosse outro, se calhar estava bem mais preocupado com a saída de Enzo. No entanto, não se percebe. E as hipóteses de insucesso aumentam, claro. Mas vamos com calma e nada de sofrer por antecipação.

Sobre a Taça da Liga... bom, eu também gostava de meter A ou B a jogar, menos utilizados e tal, mas esta competição surge depois das férias de Natal. Os mais utilizados têm de recuperar o ritmo nesta "2ª pré época". Era bem mais preocupante a exibição que fizemos contra o Nacional, se tivesse sido para o campeonato.

15/12/14

A caçar fantasmas


Não foi uma grande vitória, mas sim uma vitória grande. Pelos 3 pontos em casa de um rival directo e pelos novos hábitos que queremos criar.

Dizia no sábado, em conversa com amigos, que era fundamental pressionar os centrais do Porto. Não esperava que fosse com Lima e Talisca, a "pior dupla possível para marcar golos". No entanto foram escolhidos com essa missão. O Porto fazia o seu jogo de costume - sem meio campo - e trocava a bola na defesa, tentando passes longos, que acabaram por criar alguns problemas, até a defesa se ajustar (e bem). Digo que o Porto joga sem meio campo (e há quem diga que é o Benfica que o faz por só ter 2 médios) porque Herrera e Oliver começaram o jogo.... a não desempnhar essas funções. Muitos raides pela defesa contrária para receberem passes longos. Causou problemas sim, mas assim que se estancou isso, o Porto adormeceu. E demoraram muito a fazerem o que lhes compete, pegar no jogo.
O Porto adormeceu e levou um golo de um lançamento de linha lateral, num lance limpíssimo (ou limpinho limpinho como se diz agora).

Segurou-se a vantagem até ao intervalo com unhas e dentes. E deu para rever algumas coisas e limar arestas. A equipa entrou para a 2ª parte mais à vontade com a vantagem e marcou outra vez. E que bem que jogaram os jogadores do Benfica, com inteligência, a partir daqui.O Porto parece-me um conjunto de boas individualidades, que nos lances de 1vs1 ganharam quase sempre. Mas o futebol é colectivo, e por cada benfiquista que era ultrapassado, apareciam 2 ou 3 para barrar o caminho. Brahimi e Tello podem ser muito bons individualmente, mas ontem, com mérito dos nossos laterais, não estiveram bem. O abre-latas Quaresma saiu do banco e lá conseguiu desequilibrar alguma coisa no 1vs1, mas acabou por não dar em nada.

O nosso terceiro defesa central, Jackson, ainda fez um corte muito importante. Pena a lesão de Luisão, que abanou um pouco a defesa. Se tivesse de destacar alguém individualmente (apesar do colectivo ter sido enorme), destacava Maxi e André Almeida. Que grande jogo dos dois a limitar Brahimi e Tello, dois dos mais perigosos adversários. Lopetegui (ou Lotopegui) ainda tentou ali trocar os extremos, mas cedo desistiu.

Houve sorte e houve mérito. Como há sempre. Não ganhámos porque jogámos 100% bem, nem perdemos o jogo do minuto 92 por termos sido os piores do mundo. 
Jesus voltou a explicar que não é parvo - apenas é humano e erra como todos. É ele que trabalha com os jogadores, é ele que toma as decisões - umas vezes certas, outras vezes erradas. Ou agora já foi promovido a génio novamente porque foi Lima a fazer os golos? Longe de mim pensar que ia marcar 2 golos, disse no final, sobre Lima. Mas até explicou porque o escolheu. Mostra que nada é feito ao acaso e tudo tem a sua razão de ser. E, tal como toda a gente, às vezes erra. Esperem, podemos mesmo dizer que inventou e ganhámos? Não... sempre que inventa, o Benfica perde. Toda a gente sabe. Há que repetir isto ainda mais vezes para se tornar verdade. Talvez fossem estes que já sofriam com a derrota por antecipação, porque alguma vez ganhamos? É pá Talisca e Lima? Este gajo está a gozar connosco. Ou aqueles que há coisa de 1 mês já diziam vamos perder de certeza, sempre que estamos nestas situações é derrota certa. Pois pá, é o futebol. Vale a pena sofrer por antecipação?

6 pontos não são nada, é verdade. Mas já fizemos 2 deslocações muito complicadas e ganhámos na que teoricamente seria mais difícil, e a um rival directo. Depois das conquistas do ano passado - e dos momentos em que defrontámos os azuis terem sido quase todos favoráveis - há que cimentar este hábito, especialmente nos jogos em casa. E sempre que possível fazer estas gracinhas fora.
Agora, sem Europa (ai Jesus, até me passo...) resta saber se nos vai ser benéfico por não cansarmos tanto a equipa, ou se vai ser mau porque os jogadores perdem ritmo. Enfim, a lógica do adepto de café dá para tudo. Uma coisa (acho que) é certa: vai haver menos espaço para alguns jogadores, vai haver menos rotatividade. A menos que se venda meio plantel, ou uma praga de lesões apareça na Luz. 

Agora 5ª é para ganhar, que também não vai ser fácil.





09/12/14

A inteligência de uns ou a burrice de outros?


O futebol é um desporto colectivo. São poucos os extraterrestres que conseguem fazer a balança pender para o seu lado independentemente dos colegas que têm em campo, por mais fracos que sejam. Ninguém joga sozinho, é verdade, mas alguns conseguem jogar mais sozinhos do que outros.

Aqui entra o treinador. O 11 de hoje do Benfica, num jogo de pré-época, com pouco tempo de trabalho, seria uma anedota. E numa equipa feita de "individualidades" e não de uma série de jogadores que trabalham com um conceito único - o de equipa - também passaria mal. Uma derrota seria automaticamente desculpada como um 11 sem rotinas. Uma vitória seria uma chapada de luvra branca no treinador, porque até os suplentes jogam melhores que os titulares. Um empate é a tal coisa, os pormenores individuais do Pizzi. Enfim, o chamado ver bola pelos olhos de comentador desportivo.

César e Lisandro num jogo da Champions? O suficiente para deixar muita gente a tremer. Mas a defesa do Benfica - juntamente com um André Almeida que já está muito rodado nos princípios colectivos e um Benito que parece ser, destes 4, o mais fora das ideias, esteve muito bem. Dá-me gozo ver o Benfica ganhar, claro. Mas em jogos destes, onde não há grande coisa em jogo e onde quase nada nos pode dar uma alegria, fico satisfeito em ver 4 gajos que nunca jogam juntos a conseguirem apanhar várias vezes a equipa adversária em fora de jogo. Porquê? Porque há trabalho de equipa. Repito-me, mas como Jesus disse, não joga o Matic, joga o Manel. E à medida que a época avança, isto nota-se cada vez mais.

O futebol precisa de jogadores individualistas claro, aqueles que levam o seu futebol individual para dentro de campo com o objectivo de ajudar a equipa e respeitando os princípios que a equipa trabalha durante a semana. Há um Salvio, ou até um Ola John que podem ser enquadrados nesta categoria. Mas curiosamente os melhores jogos que fazem são aqueles onde conseguem ser colectivos com a sua individualidade. 

Pizzi não é, hoje, um jogador acima da média. Mas aparenta, do que tenho visto dele, ser um tipo extremamente inteligente. Estamos a falar de um médio direito/médio ofensivo centro que, por embirrância do mister (mais uma, tal como a de Coentrão, Matic, ou até a utilização por recurso de Enzo a médio centro - digo isto porque a malta só gosta de se lembrar das más adaptações) tem sido arrastado para a posição de um argentino. E curiosamente, bem. Pizzi parece entender exactamente aquilo que a equipa pede do jogador que joga naquela posição e, como também não tem duas tábuas no lugar dos pés, fez um excelente jogo. Vejo-o como o natural substituto de Enzo Perez em campo. Parece ser o jogador mais adequado para aquela posição, além do argentino. A ter em conta, caso haja uma saída em Janeiro. Cristante também se articulou bem com Pizzi. Mas pronto, a malta só vê os brilharetes individuais... Há que saber apreciar o futebol como um jogo colectivo.

Lima e Derley - muito esforçados. Lima já conhece as bocas de Jesus de trás para a frente, e faz por isso, por jogar para a equipa. Corre muito, luta muito, joga muito mas está a anos luz do que já foi em termos de finalização. Derley também não parece ser parvo - pode não ser nenhum prodígio - mas encaixa cada vez melhor no que a equipa pede. O mesmo para Talisca, que teve alguma evolução no início do campeonato. Agora anda perdido outra vez.

Tiago (ou Bébé para os amigos) só não é dos maiores flops do Benfica porque já tivemos jogadores como Pesaresi, por exemplo. E não tenho nada contra o rapaz. Ele esforça-se. Mas joga a pensar em si. A série de bolas que não passou a um colega deixando-o na cara do golo foi gritante. Há pequenos pormenores de jogador de distrital que são deliciosos. O de ir pressionar o lateral adversário que está à espera dele para chutar contra ele, e ganhar o lançamento. Tiago vai lá orgulhosamente meter o pé em vez de deixar a bola sair. Pressionou, mostrou raça, esforçou-se. Os adeptos aplaudem. Tiago fez um grande jogo! Não. Na realidade, é apenas mais uma das parvoíces que nem um iniciado faz.

Até Nélson Oliveira (!) que já critiquei várias vezes, mas sempre com uma pontinha de esperança, entrou bem. E porquê? A sua primeira intervenção foi ar um remate fácil a Talisca, que por pouco não resultou em golo. É muito importante que Nélson Oliveira perceba - como hoje percebeu, resta saber se foi só hoje - que ganha mais em fazer 5 assistências do que em fazer 30 remates para marcar 1 golo. Tem técnica, parece ter acalmado (ou ter levado um banho de humildade) e mostrou mais hoje em 15 minutos do que Jara numa pré-época inteira. Outro que joga para si.

João Teixeira foi lançado, e é outro que comparo a Pizzi. Não é nenhum prodígio, mas é inteligente. Sabe ver, decidir, optar, nem sempre bem claro, é um miúdo. Mas não está em campo porque sim, ou a jogar para si como os Bebes e os Jaras que por aí andam. Eu juro que um dia faço um post sobre "Benfica e formação", se algum dos meus assíduos 3 leitores quiser. Mas isto com a máquina do futuro no Seixal agora é que vai ser, é ver os Messis a saírem dos portões do Seixal para irem triunfar nos Valencias que para aí andam.

Domingo, o jogo decisivo que não o é. Podemos levar 3, mas acho que também podemos dar 3. Lopetegui já mostrou ser capaz do melhor, e do pior. Mas Jesus não se dá muito bem com equipas estrangeiras... 

Domingo é para ganhaaaar... tal como se ouvia nas bancadas hoje.



01/12/14

Nem tanto ao mar, nem tanto à terra


O Benfica é um clube de extremos. E não falo de Gaitan e Salvio. Falo do ganhamos - está tudo bem e somos os maiores, 15-0 todos os jogos e do perdemos - está tudo mal, era despedir todos, vai ser tudo vendido, ai que agora é que vão ser elas.

Em vários posts defendo Jorge Jesus, e já me assumi como apreciador das suas qualidades como treinador, defendendo às vezes até o indefensável. Não porque eu tenho razão, mas mais porque há críticas que se fazem que não deviam ser feitas a ninguém. Mas é como tudo na vida - se gostamos, defendemos. Se não gostamos, atacamos porque sim e porque não. Um pouco como Jorge Jesus na vida dos benfiquistas.

Uma das críticas que sempre fiz ao nosso treinador foi a incapacidade de seguir em frente na Liga dos Campeões. Acho que faltava (e ainda falta...) estudo dos adversários e adaptar a equipa aos jogos europeus. Na Europa é que se deve inventar. E como já disse várias vezes, não é a por o David Luiz a lateral esquerdo. É a explorar as debilidades do adversário e jogar de acordo com esses buracos. Não tentar impor a nossa maneira de jogar em todo o lado. Na Champions há plantéis mais fracos mas equipas muito mais fortes. E aí entra muito o trabalho do treinador.

Agora... se queria estar na Liga dos Campeões ainda? Ou pelo menos na corrida para o apuramento? Claro que sim. Ficar em último é um trambolhão enorme. E continuo a achar que Jorge Jesus, se continuar na frente do Benfica, TEM mesmo de ultrapassar mais vezes a fase de grupos. A rever este capítulo no final da época (mais a história da renovação, isto vai encher jornais durante semanas...)

Mas... nem tanto ao mar nem tanto à terra. Quando comentadores apregoavam o descalabro, o início da crise, o fim do mundo benfiquista... o Benfica foi a Coimbra, jogou bem, e ganhou com facilidade. Valeu o grande passe de Enzo para um grande golo de Gaitan, e um frango do guarda-redes da Briosa. Talisca não esteve em campo e Jonas continua a jogar à bola que se farta, mesmo que não marque. André Almeida voltou a fazer um jogo bastante competente na lateral esquerda.
Esta semana vai haver mesmo especialistas a falar da resposta categórica do Benfica. Tretas... escrever e comentar consoante a maré deve ser fácil. Não mudámos assim tanto desde que ganhámos ao Monaco em casa para quando perdemos com o Zenit, e também não mudámos assim tanto de 4ª feira passada até ontem.

Há gente que já sofre por antecipação com a ida ao norte daqui a 2 semanas (!!!!) como se estivessemos em Maio e o Kelvin fosse titular na equipa de azul. Mais uma vez aqui os benfiquistas se dividem - os que acham que vamos lá espetar 3, e os que acham que vamos sair de lá com o saco cheio. Ainda falta um jogo pelo meio que ninguém pode esquecer que é para ganhar. Relativamente a esse jogo, falarei depois. Também já há gente a sofrer com o mercado de Janeiro. Preocupa-me mais o que a nossa equipa faz em campo do que as eventuais saídas.

Jesus disse uma coisa feia mas que tem o seu quê de verdade. Ficar fora da Europa pode trazer vantagens a nível nacional. Se nos queixávamos tanto que o plantel era curto... pois, já pagámos as consequências disso. Mas também temos de concordar que, com menos jogos, as coisas podem eventualmente correr melhor em Portugal. No entanto, isto não é motivo de satisfação para ninguém, nem pode ser.

Para finalizar reforço mais uma vez o título deste post. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Não estamos formidáveis, mas também não somos os piores de sempre. Estamos no início de Dezembro, em 1º, com uma ligeira vantagem para o 2º e 3º. Há muita época e mais vale, seja em que altura do ano for, olhar para "cima" e não ver ninguém.