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06/02/16
Manita no Restelo
O Benfica está, jogando melhor ou pior, num bom momento de forma. A juntar aos resultados, começa-se a ver mais futebol, e mais individualidades ao serviço do colectivo.
Ontem voltou-se a ver Mitroglou em bom plano, Jonas a ser Jonas (aquele 2º golo...), Gaitan e Pizzi a fazerem um excelente jogo, e uma equipa muito junta em campo, sem parecer estar à deriva. Viu-se também um Renato Sanches a (e tenho sido crítico) mostrar futebol, com os erros naturais da idade. Mas não apenas a viver da sua capacidade física mas sim de saber ler o jogo e tomar as melhores decisões.
Principalmente na 2ª parte só deu Benfica. Permitimos alguns remates ao Belenenses, dai eu dizer que o posicionamento não é excepcional. Mas é mais difícil para o adversário criar situações de golo. No entanto, uma palavrinha ao Belenenses, que infelizmente para muita gente, não estacionou o autocarro. Isto faz falta ao futebol português, no entanto, vamos ver se é para valer, ou se é até o treinador espanhol perceber que tem de estacionar os Jerónimos à frente da baliza em alguns jogos.
Não é que os posicionamentos sejam excepcionais. As rotinas sejam fantásticas e estejam muito bem trabalhadas. Não é isso. É sim o facto de ser possível ver as raízes daquilo que se quer de jogo de equipa grande. Leva tempo a adquirir, é fundamental o trabalho semanal, mas Rui Vitória tem esse mérito, pois nesta fase o Benfica está a portar-se muito bem.
Não quero lançar um balde de água fria ou cortar o momento mas, se queremos ser campeões, temos de vencer o Porto em casa. De nada adianta andarmos a dar 4 ou 5 todas as semanas a clubes do meio da tabela. Há jogos onde é preciso matar e na próxima 6ª feira temos um desses. Uma vitória deixa o Porto mais longe e a corrida passa a ser mais a dois. O jogo em Alvalade é outra conversa.
Temos de nos manter colados ao 1º, e assim temos conseguido. Que para a semana seja igual.
03/01/16
Nos 50-50 do costume, caiu para o nosso lado
Quando falo em 50-50, falo da maneira como o Benfica entra nos jogos. Com Rui Vitória tornou-se impossível entrar em campo só com uma coisa na cabeça: "Vamos ganhar". Aquela confiança inabalável que existia (e nem sempre se ganhava, claro) desapareceu. O Benfica vai para cada jogo, seja em casa ou seja fora, seja com o último ou com o segundo, com a "nuvem" de perder pontos em cima da cabeça.
Ainda mais quando se joga em Guimarães, frente a um adversário que não joga nada, mas mesmo assim nos fez tremer durante 90 minutos, onde muito pouco futebol se viu. Valeu pela pancadaria (ou agressividade excessiva) da malta do Sérgio Conceição.
Nota-se que o grande princípio do futebol do Benfica é explorar as alas. Pontualmente aparece um Jonas mais atrás, para tentar fazer qualquer coisa pelo meio, ou outros jogadores, por iniciativa própria. Mas a matriz trabalhada durante a semana é a mudança rápida de flanco e tentar aproveitar para ir à linha e cruzar.
Renato Sanches continua a jogar (e tem de jogar). Não está a fazer nenhuns jogos fantásticos, não é (ainda) aquilo que dizem que é, erra passes, tenta iniciativas individuais que não resultam, mas luta, corre, rouba muitas bolas, e é isso que fica na retina do público. Eu acho que tem de jogar, porque não temos neste momento ninguém que consiga fazer isto. Marcou também o golo, e é óbvio que tem o seu mérito. Acho que é um miúdo que numa equipa bem orientada podia estar patamares acima do que está (e quem fala no Renato, pode falar noutros casos).
Estamos a terminar a primeira volta e continua o discurso de ser preciso dar tempo ao treinador. No Benfica não há tempo. Não se ganha sempre (ninguém exige a Rui Vitória que seja campeão, de certa forma) mas exige-se trabalho de qualidade. E este não tem aparecido.
30/12/15
O problema é que o Manuel Machado tem razão
Não que o Nacional tenha feito um jogão, acho que não é isso que o senhor da prosa do futebol português quer dizer. Mas sim, realçar o facto do Benfica, mais uma vez, não ter jogado nada.
O BBC Vida Selvagem de um estádio de futebol tem animais de todas as espécies. Os treinadores de bancada, as crianças que olham para tudo menos para o jogo, a malta das claques a cantar, os que dizem mal de tudo (olhem aqui o vosso amigo Pesaresi!), entre outros. Mas, como disse Manuel Machado, ninguém deixa de apoiar. Ninguém. Eu vou com Rui Vitória até à morte, apesar de não lhe reconhecer qualidades para liderar o Benfica.
Não percebo como é que realmente há gente que se entusiasme com o fio de jogo do Benfica. Não é deixar de apoiar - não, não é essa idiotice que espalham pelos blogs e redes sociais - é mesmo... ter sentido crítico. Como se as parvoíces que um gajo diz na internet tivessem alguma influência no jogo da equipa.
Dizem que Rui Vitória ainda não conseguiu implementar a sua ideia de jogo no Benfica. Mentira. É esta. É isto. É cruzar umas 40 vezes por jogo e esperar que o golo aconteça, como ontem. É entrar em campo com uma moeda ao ar, onde tanto podemos ganhar por 4 como perder por 5. É ir para o campo sem segurança do que se vai fazer, sem nada planeado, sem nada estudado até ao mais pequeno detalhe, que é como as grandes equipas fazem.
Curiosos os assobios ao Renato ontem, quando errou uns passes e perdeu umas bolas. Não era um super craque? Querem miúdos, mas depois não os deixam errar...
01/12/15
Nem tudo o que reluz é ouro
Foi uma vitória importante, num campo que se esperava mais difícil. Há algumas semanas atrás, disse que achava que Paulo Fonseca tem mais futebol que Rui Vitória. E continuo a achar. Mas ontem falhou redondamente.
Tentou explorar a fraqueza do Benfica - a dificuldade em alinhar a defesa para por adversários em fora de jogo. Mas sempre com lançamentos longos, fáceis de interceptar pela dupla de centrais. Jardel e Lisandro ganham muitos lances no corpo a corpo, mas metade deles não teriam de ser disputados se instantes antes tivessem colocado o adversário em fora de jogo. O Benfica continua a pecar nisto.
Agora um exercício. Imaginem que chegaram ao sofá só a partir do minuto 15, e não sabiam quanto estava o resultado, e estiveram os 90 minutos sem o saber. Qual a vossa opinião no final do jogo? O Benfica jogou alguma coisa? Não.
Autocarro ou não, forçado ou não, fruto da vantagem madrugadora ou não, o Benfica meteu-se lá atrás e dali não saiu. O Benfica não faz um contra ataque, nem ontem, nem em muitos jogos. A escassez de ideias ofensivas continua lá. Não mudou nada.
Renato Sanches, a espaços, joga bem com a bola nos pés. Ainda se aventura em corridas loucas com a bola controlada, que muitas vezes não dão em nada. Vive muito da sua enorme capacidade física. A sua função foi a de parar o jogador do Braga que iniciava o ataque, e conseguiu. Um cão de caça, ou uma daquelas marcações individuais que faziam ao João Vieira Pinto e que já não se usam. Existe um lance em que corta a bola na área já na 2ª parte, sprinta que nem um louco até ao meio para pressionar, e é ultrapassado. Isto são erros que se corrigem. Acredito que a margem de progressão esteja lá, mas os miúdos só saem beneficiados se não os colocarem num altar tão cedo. No entanto, tem de jogar. Nem que seja pela capacidade física que dá ao meio campo, e que nos faz falta em muitos jogos.
Ofensivamente a tentação de cruzar é enorme, ainda. Ao passar o meio campo, a primeira coisa que qualquer jogador do Benfica nas alas faz é olhar para a área, a ver se anda por lá um dos pinheiros do Benfica.Jonas, condicionado ontem, pelos vistos, faz muita falta a esta equipa. Sabe jogar no meio, e faz com que o jogo não se faça tanto pelas linhas.
Mentalizem-se que isto não vai chegar para ganhar muitos mais jogos. Nem para ser campeões. Ou há uma mudança drástica da maneira de jogar, ou vai dar na melhor das hipóteses para andar junto aos da frente.
Para finalizar, um pequeno momento que vi ontem. Pizzi caído no chão, equipa "com menos 1", Braga a partir para o ataque e Gaitan aos gritos com Jimenez para vir para trás? Ainda há alguém que joga com a cabeça e não com os pés.
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