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13/07/13

O Mercado de Alvalade - as saídas

 
Parece que este está de malas aviadas, o que é normal. Recebe muito, só tem mais um ano de contrato e teve uma última época tão má quanto a equipa em si. Tenho pena mas está na altura.
Arias também deve ir no pack. Chateia-me mais por nos obrigar a ir ao mercado buscar um concorrente para o Cédric. O colombiano tem potencial é verdade, mas se for verdade que recebe quase 50 mil € /mês, está claramente sobrevalorizado.
 
1.8 M pelos dois parece curto, mas não nos podemos esquecer que apenas temos uma baixa % dos passes de cada jogador e que estamos a falar de um jogador que passou metade da época lesionado e de outro que jogou na equipa B. Não estão propriamente valorizados. Fala-se ainda que o PSV pagará os prémios em atraso que o Sporting terá para com o Schaars, o que contribui ainda mais para baixar o preço.
 
Ora são menos 1,2M € em salários, somando ao milhão poupado com Miguel Lopes e os 900 mil € com Gélson Fernandes e temos uma poupança total de 3,1M €. Não são trocos. Somando as faladas compensações pelas transferências temos um total de 3,3 M €.
 
Podemos todos achar que 3.3 M por 3 internacionais A e um internacional sub-20 é pouco, mas não nos podemos esquecer da nossa última época, que somos obrigados a entregar sempre 5M € ao Porto numa possível venda de Miguel Lopes, que Gélson jogou a outra metade da época no 6ª classificado do campeonato suíço e que todos estes jogadores deixaram de ir às suas selecções. há muito tempo. Como é que podiam valer "3M só para o Schaars", "ficar com 20% do Arias", "Miguel Lopes só por 7 ou 8 M". Não dá. Não é vender em saldos, é vender ao preço que os jogadores valem.
Se nos levarem Capel ou Patrício por estes valores, isso sim é vender em saldo. Mas não se admirem de Jeffren, Bojinov. Pranjic, Boulah ou Onyewu todos juntos não renderem mais de 2 M€, se renderem. O dinheiro que se poupa mensalmente é quase mais importante que aquele que recebemos por cada transferência.
 
Agora venha de lá mais um lateral-direito.

20/01/12

Sem pés



Ontem não me apetecia escrever. Foi mais um doloroso regresso ao...normal. E logo em casa contra os suplentes do Moreirense.

Nos últimos 30 anos só ganhámos 4 campeonatos. Talvez tenha havido dedo de apitos dourados, cafés com leite e frutas a impedirem-nos de lá chegar em 2 ou 3 anos, mas a maioria dos anos em que nem sequer luta demos devem-se a tiros nos pés. Ontem foi mais um de caçadeira.

Bojinov veio com o rótulo de poucos golos em 3 anos. Não deixava de ser Bojinov, o homem que tinha jogado na Juventus, no City e na Fiorentina. Que era um poço de força com um bom pé esquerdo e uma namorada desenhada a compasso. Ingenuamente ainda alimentei a esperança de que o homem se pudesse transfigurar num campeonato menos competitivo que o italiano ou o inglês, apesar de saber que isso nunca acontece no Sporting.

A juntar ao pouco que tem jogado e marcado, o búlgaro assinou ontem a sua sentença. Já ouvi falar em coragem por assumir um penalty aos 93' de um jogo miserável. Eu chamo-lhe apenas estupidez e falta de respeito. Não sendo ele a escolha do treinador para marcar, apenas teria de se afastar. Não, pegou na bola e ainda empurrou o colega. Por mim não jogava mais, mesmo que tivesse marcado. (o perdão a Sá Pinto em 2005 veio-se a revelar errado passados 3 anos).
Tudo isto acontece porque o único líder digno desse nome presente neste grupo não enverga a braçadeira porque é holandês e só chegou este ano. Achar que João Pereira pode ser capitão de uma equipa é como meter um cubo de gelo no grelhador. Ele devia ter alguém que o pusesse no lugar, não o contrário.

São estas acumulações de erros que ano após ano nos tiram da luta.

Como se a equipa não andasse jogar mal o suficiente, tendo em conta a qualidade que este ano tem, os dirigentes do clube resolveram cair no ridículo. Já se tinham posto a jeito quando puserem as primeiras imagens nos corredores. Tiveram azar que o Público executou na perfeição o pedido vá-se lá saber de quem. Depois de serem desmentidos pela UEFA resolveram meter paisagens com girassóis, como que a perguntar "isto ainda é agressivo?".
Não haverá figuras suficientes no clube para preencher aquelas paredes?
Assim de repente lembro-me de Joaquim Agostinho, Ricardo Andorinho, Moniz Pereira, Yazalde, Paulinho, os 5 violinos, Hilário, Damas, Livramento, Carlos Lopes, Fernando Mamede, Obikwelu,Rui Silva,João Benedito, Zezito, Stromp, entre tantos outros.
Mas não,vamos apenas cair no ridículo e dar motivos para que outros possam gozar connosco.
O Sporting só será tão grande quanto os seus dirigentes e adeptos quiserem que seja. Não basta dizer que se é grande, é preciso fazer por isso. E nos último mês tem-se feito muito pouco.

11/01/12

Mau



Não sei o que é pior.

Se é a exibição, o resultado, os mil passes longos do Polga ou saber que este estarola vai ser titular caso o Ricky não recupere.

Juro que não compreendo que o Polga ainda não tenha percebido que a bola não vai chegar em condições. Ele que veja um jogo ao meu lado na bancada percebe logo.

Volta Sporting de há 2 meses atrás. Estás perdoado.

02/12/11

Fácil


Como disse Nani num programa de televisão há uns largos meses "parece fácil".
Parece, porque não é.
A forma como o jogo se desenrolou ontem foi de mérito total da nossa equipa. Bem sei que este Zurique é fraquinho, chegando a parecer que algum dos seus jogadores é dono da bola logo eles têm de jogar , mas a forma fácil como tudo se resolveu advém da seriedade com que encarámos o jogo.
Há um ano atrás, um jogo destes era mais uma oportunidade para passar uma vergonha. Agora até dá para lançar outro puto da academia. E que bem que ele jogou! Apesar do seu metro e sessenta, André Martins tem algo que eu gosto num médio. Não tem medo de ter a bola, vindo atrás para pegar nela e começar a construir o jogo da equipa. Já tinha gostado nos sub-21. Voltei a gostar.

De resto, tivemos um Carriço melhor a trinco( já não havia Aimar), Wolfs a picar o ponto, Onyewu a levantar paredes e Bojinov a voltar aos golos. Só não gostei da posição do Búlgaro em campo. Se for para jogar a extremo, mais vale entrar eu oh Domingos.

25/10/11

Venham mais cinco...e já agora mais um


14 de Novembro de 2004. Peseiro a treinador, Boavistinha de Jaime Pacheco como adversário.
Há praticamente 7 anos que Alvalade não via o Sporting marcar 6 golos num só jogo.

Depois de uma primeira parte hesitante, embora controlasse o jogo e fosse criando uma ou outra oportunidade, o Sporting surgiu sedento na segunda parte .De que? DE ALEGRIA! Como há muito não se via naquele estádio. Até deu para fazer a hola e reeditar o excusado "e quem não salta é lampião".

Com o 1-0 registado ao intervalo, golo de Carriço aos 7, a segunda parte arrancou com um daqueles penaltis que é marcado a favor dos grandes e nunca é marcado contra, aproveitando Wolfswinkel para encurtar distâncias para o sortudo da jornada. Juntando esse 2-0, à incapacidade ofensiva do Gil Vicente e à entrada de Carrillo, surgiu um festival de golos. Com bis de Capel ( já conquistou a bancada) e de Bojinov, chegou-se à meia dúzia, ficando ainda mais 2 ou 3 por marcar. Pelo meio lá surgiu o golinho sofrido da praxe, com João Pereira a marcar com os olhos.

Apesar de tudo isto, o melhor em campo mora mais atrás. Schaars jogou muito, mesmo muito.
De tal maneira que se podia adaptar um cântico da época passada.
"Que se f*da o Moutinho, nós ficamos com o Schaars!"
(E com o Elias, com o Capel, com o Insua, com o Ricky...)

Último destaque para as declarações de Bojinov :

[Acha que já merece um lugar na equipa?]
«Não! O importante é darmos continuidade ao trabalho, semana a semana e continuar a ganhar. Isso é mais importante. Se ganharmos, a equipa tem tranquilidade e os adeptos ficam felizes. Somos todos um grupo e o importante é manter a continuidade».

Parece a lengalenga do costume, mas se as juntarmos às de Evaldo no fim do jogo com o Vaslui, parece que o balneário em Alvalade (finalmente) funciona.Dá ideia que existe uma equipa e não um conjunto de jogadores, o que também será "dedo" das 9 vitórias seguidas.