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24/08/15

Mais um empate com o Paços





O Sporting não fez um grande jogo é verdade.
O Sporting fez mais do que suficiente para ganhar.

Confesso que ao sair do estádio não percebi porque muita gente dizia "não se joga nada". O Paços tem uma real oportunidade de golo e tem um penalti aos 80 minutos numa jogada controlada. Muita gente não entende a diferença deste empate com o Paços em Alvalade com aquele que foi obtido na época passada.

À imagem do que aconteceu em Aveiro frente ao Tondela faltou matar o jogo. O golo até apareceu mais tarde, mas não houve real perigo a vir do outro lado. Talvez seja esse o problema. A equipa acaba por se sentir confortável no jogo com apenas um 1 golo de vantagem e acaba por relaxar um pouco. Nunca perde o controlo do jogo, mas não acaba com ele. Depois fica sujeita a uma burrice ou a um lance fortuito.

Foi assim em Aveiro, foi assim ontem. O empate de ontem é tão injusto como teria sido injusto o empate em Aveiro. A equipa produz futebol mais do que suficiente para vencer este tipo de jogos. Não fez duas exibições de gala, mas poderia e deveria ter 6 pontos e não ter sofrido o que sofreu na primeira jornada.

Não o fez e poderia estar a esta hora com 2 e 3 pontos de vantagem sobre os adversários mais directos. Nunca seria decisivo, mas seria sempre melhor ir à frente do que ir ao lado.

A principal desilusão de ontem, para mim, foi Montero. Sou fã e acho que dá mais ao jogo que Téo. Pareceu apático, com a cabeça fora do sitio. Tanto que Jesus não "perdoou" e saiu logo ao intervalo. Foi pena, era o dia para agarrar a oportunidade.

Já Aquilani confirmou os pózinhos que tinha deixado na quarta-feira. Ainda não está em plena forma, mas tem uma classe e uma clarividência que marcam muito a diferença. Não terá a força e não fará as piscinas que Adrien faz. Não precisa, usa a cabeça para chegar primeiro e ofensivamente a equipa cresce muito com a troca.

A arbitragem foi o normal. Fraca. Nem pego pelo penálti de João Pereira. Pego pela dualidade, pela fraca capacidade de avaliação de vários lances. Pode-se falar de premeditação aqui ou ali, eu falo de incompetência constante. É tão gritante que faz confusão.

Os milhões que podem chegar ou voar
Quarta-feira não há margem de manobra. É preciso passar e agarrar a presença na fase de grupos. O jogo poderá ser mais simples (não mais fácil) do que o de Alvalade. O Sporting não precisará de se expor tanto, poderá proteger melhor João Pereira por exemplo. Não é sequer necessário inventar um 4-3-3 à última da hora para segurar os russos. É aproveitar as suas fragilidades defensivas, que são muitas, e tentar esconder as nossas. 

05/04/15

Resumo da época leonina em 90 minutos


Para quem não viu o jogo, lá foi o Paulo Fonseca entalar outra vez o Sporting.

Quem viu a partida, sabe que o Sporting fez dos jogos mais bem conseguidos esta época. Não por inteiro, mas durante 65 minutos, dominou, fez o que quis deste Paços e por um anormal desperdício de oportunidades claras não goleou.

Só que ai entra outra das facetas do Sporting. Se não dá para ganhar por muitos, importa não deixar fugir a vitória. A equipa entusiasmou-se com a sucessão de oportunidades, o jogo estava fácil e o Paços não tinha armas para aguentar o ritmo. E foi aí que o Sporting começou a ceder o empate. Partiu o jogo e deixou que o Paços voltasse a entrar nele. Não que tenham criado oportunidades de golo, mas voltaram a ter bola e foram refrescando alguns jogadores.

Do outro lado, tenho de discordar do jogo que Marco Silva viu. Mais do que o desgaste de Slimani, o de Carrillo e João Mário era evidente uns bons 10 minutos antes do empate. Rosell e (pasmem-se) Capel teriam sido importantes. Rosell porque ajudaria um William num dia menos bom, estabilizando o meio campo e Capel porque das poucas coisas boas que tem é a sua capacidade de reter a bola e conquistar algumas faltas e cantos, quebrando o ímpeto do adversário. Logo a seguir, sim, entraria Montero por Slimani.

Mas o Sporting como clube fatalista que é, tinha de errar e sofrer o golo no único remate do Paços enquadrado com a baliza. Um grande remate que apanha a equipa em contra pé e Patrício sem ver a bola partir.

Destaque para dois mal-amados de Alvalade. O primeiro é um jogador que gosto muito, André Martins. Que bom foi rever o André que eu conheci num jogo de júniores, ao fim de 3 anos a jogar finalmente na sua posição. Não corre tanto como Adrien nem dá tanto nas vistas, mas não precisa. Vê o jogo de forma mais rápida e defende melhor. Como é que se vê isso? Foi dos primeiros jogos este ano em que William tinha as costas seguras pelo outro médio. Melhor exemplo disso? Lance na primeira parte em que William sai a um contra-ataque, Martins ocupa a sua posição, dobrando mais tarde Tobias dentro da área. Quantas vezes o Paços teve espaço em frente à nossa área em futebol organizado? Isto não se ensina.
O outro mal-amado. Confesso que não sou seu fã. Porque ganha muito e porque nunca lhe vi assim tanta qualidade para andar na selecção e em tanto lado a ser bajulado. Mas voltei a gostar de Miguel Lopes ontem. Defende bem e nos sitios certos e revela um entendimento interessante com Carrillo. Com ele em campo o Sporting ataca mais pelo meio, seja com o lateral ou o extremo a fazer a diagonal. Ganhou o lugar a Cédric e será uma injustiça se o perder no próximo jogo.