11/02/2014. O Sporting de Jardim ia à Luz com dois avançados, apostado em surpreender o Benfica de Jesus.
Todos se lembram do que se passou nesse jogou. Um Benfica avassalador e um Sporting sem ideias e a não conseguir jogar.
Tendo em conta que é o primeiro jogo da época e com o que ainda há para desenvolver até Fevereiro, o jogo de ontem foi assim. Mais uma vez a equipa de Jesus meteu a outra no bolso, dominando o jogo do início ao fim.
E o que se viu ontem? As ideias de 6 anos de Benfica apareceram em 6 semanas de Sporting. Não têm a sua maturação, os dias e dias de trabalho, mas estão lá. Defensivamente já lá estão todas e vão ser cada vez mais sistematizadas. Ofensivamente começam a aparecer, embora se note que ainda há muito por onde crescer e evoluir. Teo ainda não tem os 5 anos de trabalho de Lima, por exemplo.
Do outro lado, a diferença também foi notória. Bola no central e charuto para Jonas. Se o brasileiro a apanhasse, a redondinha seguia para Gaitan ou Ola John inventarem um lance. O Benfica até foi capaz de criar algum perigo, mas não da forma regular e consistente como era habitual. Isso existiu apenas do lado do Sporting.
A diferença também se reflecte nos jogadores. Se Jonas foi uma sombra do que foi o ano passado, João Mário (mais que qualquer outro) encheu o campo com classe e confiança. A tal confiança que Jesus falou na conferência de imprensa foi das coisas que mais impressionou no Sporting e João Mário é o maior exemplo disso.
Acrescento ainda algo que notei de diferente. O Benfica de Jesus era uma equipa que não descansava, que não deixava de procurar marcar mais um golo, levando numa ou noutra ocasião a um golo sofrido. Nos últimos dois anos isso foi mudando e ontem voltou a notar-se um maior controlo do jogo com bola depois do golo do Carrillo. É esse o passo que falta para que o Sporting domine e controle o jogo contra qualquer equipa. Saber ter bola e fazer o adversário correr atrás dela.
A fruteira já cá canta, agora é entrar na Liga dos Campeões e amealhar uns trocos.