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09/01/16

Benfica e o mercado de Janeiro


Não sei se adianta estar a falar de individualidades, quando o problema é essencialmente colectivo, mas no entanto, e para variar, o plantel do Benfica continua com as suas debilidades, ano após ano. E este ano notam-se mais, quando o colectivo não funciona.

Nesta abertura do mercado, e até se saber, já se contratou Grimaldo. Eliseu passou meia época sem concorrência directa na sua posição, embora existissem outros jogadores para fazer o lugar. Não sei, nunca o vi jogar, vamos ver no que vai dar.

O mundo do futebol é feito de rumores e de notícias "plantadas", por isso não sei se o interesse da Fiorentina em Lisandro é verdadeiro. Era importante manter o argentino porque, sejamos justos, apesar de não ser perfeito, aproveitou bem a lesão de Luisão, e pode a longo prazo ser uma mais valia para o plantel.

Emprestou-se Cristante (podemos dizer adeus, raramente os empréstimos no Benfica dão em alguma coisa). Por um lado acho que o italiano podia render mais (onde estão as notícias do Napoles a dar 20M? patético), mas acho que foi vítima da falta de orientação da equipa em campo. Do pouco que jogou, jogou mal. Talvez num colectivo mais trabalhado pudesse ser útil.

Há também vários jogadores que se estão a destacar (ou dão mais nas vistas) pelo individual, devido à escassez de ideias colectiva, e que se calhar não são assim tão bons. 

O problema nestas alturas, pelo menos no Benfica, é sempre os excedentários, aqueles tipos que se contrataram por oportunidade a ver se davam em qualquer coisa e depois se revelaram inúteis. Falo de Taarabt, por exemplo, que nunca devia ter assinado. Era tentar despachá-lo para as arábias.

Não creio que seja necessário contratar ninguém. Não que o plantel abunde em qualidade, mas porque este ano qualquer Clésio da equipa B pode ser chamado ao plantel principal. Contratar por contratar, mais vale ficar quieto e ver até onde esta época nos leva.

14/11/15

O que traz Bruno César?


Muitos vão ver esta contratação como um jogador que só vai ser útil pela meia-distância.
Isso é apenas mais um sitio onde o Brasileiro vai ajudar. É uma das suas características mais visíveis.

Bruno César traz velocidade e criatividade. Sim, velocidade. De pensamento. É o que mais falta ao jogo do Sporting. 

Tenho dito várias vezes que, do meio-campo para a frente, Slimani, Téo e Adrien limitam muito o jogo da equipa. Ou por dificuldades técnicas ou por não terem a tal velocidade de pensamento. Não sabem fazer as coisas certas no momento certo, por um motivo ou por outro. Contra equipas que jogam muito fechadas ou que sabem defender isso retira muitas possibilidades de jogar pelo meio, como o modelo de Jesus preconiza.

É aqui que Bruno César entra. Será mais um a dar essa velocidade e essa qualidade técnica (como Montero e André Martins podem dar). Poderá também ajudar pelo bom remate que tem, mas será muito mais útil pela velocidade e pela qualidade de opções que der ao jogo da equipa.

Treinar já para jogar depois, qual a razão? Simples. Bruno César vai ter uma pré-época larga com Jesus. Vai aproveitar todos os treinos e todos os momentos para voltar a entender as ideias do treinador, estando mais que pronto e consciente do seu papel, seja qual for a posição onde entre a partir de Janeiro. "Mas perde ritmo competitivo". Algo que ganhará facilmente no inicio de Janeiro com a sucessão de jogos do campeonato e da Taça da Liga. Jesus preferiu o trabalho semanal ao ritmo competitivo, é o que lhe garante mais resultados a longo prazo, assim como um melhor entendimento das suas ideias por parte do jogador.

Será titular em todos os jogos? Não, mas será muito utilizado e muito útil. No basket existe o conceito do 6th Man, do jogador que é tão importante como os 5 titulares. Bruno César será algo parecido, o primeiro suplente para 3 ou 4 jogadores (do meio-campo para a frente) e dará várias soluções diferentes à equipa, consoante a posição onde jogue. A sua qualidade e a qualidade do modelo de Jesus fazem o resto.

01/01/15

Benfica e os "erros" de Janeiro

Pela 2ª época consecutiva o Benfica vende um jogador "nuclear" a meio da época. E, na minha opinião, o jogador mais "difícil" de substituir. Digo isto porque Matic, para a posição onde joga, é um jogador "fora do comum" - não é habitual ver um médio defensivo com tanta técnica e capacidade ofensiva. Desta vez foi Enzo, um médio centro que consegue romper linhas e progredir com a bola como se de um extremo se tratasse.

Desviando um pouco da parte táctica da coisa, o que é que leva o Benfica a dar estes tiros nos pés? Mas é claro que estamos em Janeiro, portanto a malta liga ao assunto. Se em  Maio forem todos para o Marquês, ninguém quer saber do que se passou antes. O facto é que podemos estar a correr riscos desnecessários... e porquê? Má gestão? Finanças? Porquê então? Alguém sabe explicar, sem ser pelas teorias da internet ou pelo que se lê nos jornais? O que é que leva o Benfica a vender um jogador tão importante em Janeiro?

O ano passado escrevi que como se ganhou tudo em Portugal, ninguém se ia lembrar de erros claros de gestão do plantel, na parte de constituição do mesmo. 2 laterais esquerdos por empréstimo (Siqueira e... Cortez) tendo o primeiro sido contratado no último dia. E a venda de Matic em Janeiro. Como em Maio se festejou... parece que foi tudo bem feito. E não foi... tal como não foi tudo mal feito  no ano do minuto 92, do tri-melão, etc etc.

Entrando no "futabol" da coisa, percebo a ideia de Jesus em meter Pizzi no meio, como já o fez algumas vezes. É um jogador de ala (pode não ser de raíz, mas sabe jogar aí) e pode "imitar" melhor Enzo Perez. Talvez a defender ainda esteja demasiado macio. Mas com trabalho, chega-se lá. Estranho que quando surgiram as primeiras jornalices a falar de Pizzi como substituto de Enzo, o mister foi criticado. Pizzi fez um joguinho bom aqui e ali, nomeadamente contra o Leverkusen, e agora qualquer coisa que não seja colocar o português naquela posição é uma estupidez e uma invenção.

Quando Jesus diz algo como "estou cá para encontrar soluções" cerca de 99% das pessoas não percebe. Mas o não perceber faz parte. Afinal de contas, o trabalho de um treinador é só meter 11 gajos em campo ao fim de semana... não é?
Qualquer pessoa que pratique ou tenha praticado um desporto colectivo de forma oficial, seja a que nível for, sabe que as coisas não são assim. Sabe certamente o tempo que se perde nos treinos... a treinar.
"O importante é que a gente jogue com 11. Desde que eu jogue com 11 não tenho problema nenhum. Não joga o Matic, joga o Manel."
"Não muda nada. O que muda é o nome do jogador. Nós trabalhamos com uma ideia de equipa, não trabalhamos com nomes de jogadores".

Ninguém sabe qual vai ser o desfecho desta época, mas se o treinador fosse outro, se calhar estava bem mais preocupado com a saída de Enzo. No entanto, não se percebe. E as hipóteses de insucesso aumentam, claro. Mas vamos com calma e nada de sofrer por antecipação.

Sobre a Taça da Liga... bom, eu também gostava de meter A ou B a jogar, menos utilizados e tal, mas esta competição surge depois das férias de Natal. Os mais utilizados têm de recuperar o ritmo nesta "2ª pré época". Era bem mais preocupante a exibição que fizemos contra o Nacional, se tivesse sido para o campeonato.